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Friday, October 21, 2011

O deputado Zenaldo Coutinho, coordenador da Frente contra a criação do Estado de Carajás, foi o último entrevistao da série da TV Liberal exibida até ontem no jornal Liberal 1ª edição. Durante a entrevista, feita pela jornalista Priscilla Castro, o parlamentar defendeu a união de forças ao invés da divisão do Estado. "Estes projetos de divisão são os mais atrasados e mais elitistas que poderiam ser apresentados para o povo. É atrasado porque a tendência mundial hoje, na iniciativa privada, por exemplo, é a junção de grandes grupos econômicos para ficarem mais fortes. No âmbito da política também, os países têm se unido", afirmou o parlamentar, ressaltando que as potências que mais crescem no mundo hoje são os países grandes como Brasil, Rússia, Índia e China.

Ele também criticou o novo desenho geográfico que o Plebiscito vai impor ao Estado. "Aqui querem propor a divisão e o pior: deixar apenas 17% do nosso território, é quase nada, pois o Tapajós teria 59% do território, mas sem condições de administrar porque as despesas seriam muito maiores, inclusive, em relação ao seu PIB. O aumento das despesas públicas não é bom para ninguém. As três regiões perdem", afirmou Zenaldo, ressaltando que o movimento separatista é controlado por pessoas que são de fora do Estado.

Questionado se as grandes dimensões do Pará não dificultam uma melhor distribuição dos investimentos, Zenaldo ponderou, dizendo que a solução, neste caso, seria discutir uma melhor forma de captação de recursos. "Se tamanho fosse importante para realizar o sonho das pessoas, os estados de Sergipe, Amapá e Alagoas seriam extraordinários e não são. O que precisamos é de políticas integradas, é ampliar os serviços de transporte, segurança pública e educação. Ao invés de estarmos nesta disputa aqui entre irmãos, deveríamos estar bem unidos em Brasília brigando por mais recursos", disse. (Amazônia)

Thursday, October 20, 2011

O presidente da frente a favor da criação do Estado de Carajás, o deputado estadual João Salame (PPS), foi o entrevistado de ontem da série que o Jornal Liberal 1ª edição, da TV Liberal, está exibindo sobre o plebiscito do dia 11 de dezembro. Durante 10 minutos, Salame respondeu a perguntas da apresentadora Priscilla Castro e defendeu a divisão do Estado por ser a solução mais viável para levar recursos e desenvolvimento para todas as regiões.

"Eu defendo (a criação das novas unidades federativas) porque é bom para o Pará, para todos os três Estados, significa mais governo e mais dinheiro para investir. Votar contra é manter tudo do jeito que está: um Pará grande, sem dinheiro para investir, pouco dinheiro para colocar médicos nos hospitais, para colocar remédios nos pronto-socorros e poucas estradas", afirmou o parlamentar, ressaltando que se houver a criação dos novos Estados, haveria um acréscimo de quase R$ 3 bilhões no repasse do Fundo de Participação dos Estados (FPE).

Questionado sobre a viabilidade econômica desses novos Estados que já nasceriam, segundo dados do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), com um déficit de R$ 1,9 bilhão, Salame respondeu que o estudo é equivocado e não corresponde à realidade. "Para se ter uma ideia, o Estado investe hoje em torno de R$ 1,5 bilhão nas regiões de Carajás e Tapajós, entre gastos com custeio da máquina, gastos com pessoal e investimentos. Ora, só com o FPE os dois Estados vão receber no mínimo R$ 1,7 bilhão, que é o que recebe hoje o Amapá e o Acre, que são os menores FPEs da região amazônica. Isso sem contar com ICMS, IPI, SUS, IPVA e IDEB. Se com R$ 1,5 bilhão o Pará sustenta e investe nas duas regiões, imagina o que poderemos fazer com mais recursos", disse.

Confrontado sobre os números altos de criminalidade - que com a divisão, faria de Carajás o 4º Estado mais violento do País - o deputado respondeu que a maior presença do Poder Público e consequentemente um maior efetivo de policiais, promotores, juízes e professores, fariam com que este obstáculo fosse mais rapidamente superado."Só com mais investimento vamos poder diminuir a violência".

Priscilla Castro também levantou na entrevista que o fato da região de Carajás concentrar os grandes pólos minerais do Estado vem gerando muita polêmica no debate sobre a divisão. Sobre este aspecto, Salame ponderou que apesar de possuir grande riqueza, a Vale não gera impostos por conta da Lei Kandir. "É mais fácil dividir o Estado e isso passar no Congresso Nacional do que conseguirmos mudar a Lei Kandir. A África é o continente que tem mais minério do mundo, e é o continente mais pobre também, já o Japão não tem minério nenhum e é um dos países mais ricos do mundo. O que vale mesmo é a presença do Estado, política de desenvolvimento e dinheiro para investir na infraestrutura e melhorar a vida das pessoas", afirmou.

A série de entrevistas da TV Liberal termina hoje com o presidente da Frente Contra a criação do Estado do Carajás, Zenaldo Coutinho.

Tribunal define regras para propaganda

O horário eleitoral gratuito do plebiscito sobre a divisão do Pará será veiculado em blocos de dez minutos, duas vezes ao dia, a partir de 11 de novembro. As regras foram definidas pelo TRE (Tribunal Regional Eleitoral) do Pará ontem.

A veiculação será até o dia 7 de dezembro. Em 11 de dezembro, os eleitores paraenses irão às urnas votar se desejam a criação de mais dois Estados, a partir do desmembramento do território do Pará em Carajás e Tapajós. Cada dia de propaganda eleitoral gratuita será destinado às frentes de campanha de somente um dos novos Estados. No primeiro dia, por exemplo, os 10 minutos se dividirão da seguinte forma: a frente contra a criação de Carajás terá os cinco minutos iniciais e a frente a favor da criação de Carajás ficará com os cinco minutos finais. (Amazônia)

Wednesday, October 19, 2011

A Sociedade Civil, representada por um grupo de pessoas dos mais diversos segmentos, envolvendo empresários, artistas e outros interessados, está se articulando para ir às ruas no próximo dia 30 de outubro, domingo, em uma grande carreata que deve terminar na Praça da República para fazer frente contra a divisão do Estado do Pará. O percurso do cortejo ainda não foi definido, mas já se sabe que a adesão à causa é cada vez maior e que esse grupo vai se juntar a uma outra movimentação que acontece na mesma data, liderada por Zenaldo Coutinho, contra a criação do Estado de Carajás.

Na noite da última segunda-feira (17), diversos artistas que já aderiram à causa, incluindo os cantores Edilson Moreno, Eloy Iglésias, Silvinho Santos, Roosevelt Bala, Ruan Moraes, as bandas Acordalice, AR-K, Miserê e SK-8, e a humorista Felizmunda, se reuniram junto a empresários para discutir de que forma esse grupo vai atuar em prol da conscientização de que o Estado não deve ser dividido. "Eu só posso ser forte se estender a mão para o meu irmão e ajudá-lo", declarou, durante o encontro, uma das líderes da organização, Lecy Garcia, que está responsável pela mobilização dos empresários, enquanto que a promotora de eventos Meg Martins fica na mobilização dos artistas, e o jornalista Ronald Junqueiro fará a divulgação da manifestação nas redes sociais.

Nesta terça-feira, dia 18, os artistas citados e ainda outras bandas e cantores, gravam o áudio de uma campanha contra a divisão do Estado pelo estúdio Dedê, que também aderiu à causa cedendo gratuitamente o espaço e as ferramentas de gravação. As imagens do clipe serão registradas no dia seguinte, quarta-feira, dia 19."

Deputado Lira Maia diz que tapajós é viável economicamente

O presidente da Frente a favor da criação do Estado do Tapajós, o deputado federal Lira Maia (DEM), foi o entrevistado de ontem da série de entrevistas que o Jornal Liberal 1ª Edição, da TV Liberal, exibe sobre o Plebiscito que decidir sobre a divisão do Pará. Durante a sabatina feita pela apresentadora Priscilla Castro, ele defendeu que a criação das três unidades federativas (Pará, Carajás e Tapajós) é a solução mais rápida para impulsionar o desenvolvimento dos municípios mais afastados.

"O paraense está passando por uma oportunidade ímpar de rediscutir a geopolitica do Estado. O Pará é um estado grande, com um potencial enorme, mas com muita gente, muitos problemas e pouco dinheiro. Existem várias sugestões de solução, como aperfeiçoar a Lei Kandir, votarmos o novo Código Florestal e vários outros itens que dependem muito até da atuação do Congresso Nacional, mas o projeto mais importante e que imediatamente aumenta o dinheiro repassado para o Pará é o da criação do estado do Tapajós e Carajás. No ano passado o total repassado para o Pará do Fundo de Participação dos Estados (FPE), por exemplo, foi de R$ 2,9 bilhões. Se criarmos o Estado do Tapajós, o de Carajás e deixarmos o novo Pará, vamos mais que duplicar estes recursos, vamos beirar os R$ 6 bilhões", afirmou.

Indagado sobre um estudo do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) que dá conta sobre um déficit de R$ 1,9 bilhão com a criação dos novos Estados, o presidente da Frente Pró-Tapajós disse que os números refletem a leitura de um pesquisador, Rogério Borueri, e não do instituto e que dados preliminares de outros órgãos apontam para a viabilidade das novas unidades federativas. "Não teremos pegar uma fazenda e transformar em capital como foi com o Estado do Tocantins. Nós temos cidades estruturadas." (Amazõnia)

Monday, October 17, 2011

Lideranças políticas e simpatizantes da Frente contra a Divisão do Estado do Pará estiveram na praça da República para informar a população sobre os possíveis danos que a criação de dois novos Estados na região do Carajás e Tapajós vão criar na região. Na manhã de ontem, o presidente da Frente pelo não à divisão, o deputado federal licenciado Zenaldo Coutinho, entregou panfletos, adesivos e conversou com eleitores sobre a importância de vota no plebiscito do dia 11 de dezembro.

Zenaldo assinalou que é mais uma das ações para divulgar a posição da Frente, a qual levará a proposta de manter o Estado unido. O deputado lembrou que, anteontem, a mesma ação foi feita na praça do Operário, no bairro de São Brás. "Estamos empenhados há muito tempo nessas atividades e agora é hora mesmo de ir para rua para pedir apoio da população à causa, para não deixarmos que nosso Estado seja esfacelado", comentou.

Ao microfone, diante de um trio-elétrico, Zenaldo se pronunciou sobre a divisão. "É um desejo que não é nosso e que foi definido por meia dúzia de pessoas, sem nenhuma consulta a nós. Pessoas que não conhecem a nossa realidade e que estão lutando por seus interesses particulares e que não queriam nem que votássemos. Se fosse pela vontade deles, somente as regiões do Carajás e Tapajós decidiriam o nosso destino", frisou o presidente da frente.

Nas ruas, a campanha tem ganhado muitos voluntários e despertado mais interesse diante da aproximação do plesbiscito. Ontem, o profissional liberal Manoel Fontes Souza da Silva, 44 anos, viu a manifestação na praça enquanto passeava com a família e voltou em casa para buscar sua bandeira do Pará. "Vou presentear o Zenaldo com essa bandeira. É um absurdo o que estão fazendo. Sou totalmente contra a divisão. É por puro interesse político e baseado em benefícios que não se sabe quando farão efeitos. Em dez, 15, 20 anos, ou sei lá quando. Não vamos nem ver essas melhorias que dizem que pode ter. Sou contra", reiterou ele.

A paraense moradora de Salvador, na Bahia, Sônia Dantas, 57 anos, pegou um adesivo da campanha pelo não à divisão e também considera "absurda" a proposta de dividir em três. "Estou há 30 anos morando fora e acho isso um absurdo. Sou totalmente contra. Nasci em Alenquer, na região do Tapajós, e agora não serei mais paraense se a proposta da divisão for aceita. Não aceito esse tipo de argumento que vai trazer benefícios. É mais uma vez as elites políticas tentando mais brechas para tentar se manter e ganhar mais espaço, mais dinheiro com a ignorância de alguns. É pura armação", frisou a dona de casa que voltou para as terras baianas ontem lamentando que não estaria em Belém para votar no dia do plesbicito.

Feijoada reúne 1,5 simpatizantes da causa

Cerca de mil e quinhentas pessoas participaram de um almoço anteontem, na Assembleia Paraense, promovido pela Frente em Defesa do Pará contra a Criação do Estado de Carajás. A "Feijoada do Não e Não" teve como objetivo a arrecadação de recurso para a campanha contra a divisão do Estado. "Essa campanha não é barata. Nós estamos fazendo a nossa parte com seriedade, dentro dos critérios da lei", declarou Sérgio Bitar, presidente da Associação Comercial do Pará e vice-presidente da Frente. O evento também reuniu políticos, empresários, estudantes, representantes de entidades de classe e membros de grupos de redes sociais simpáticos a campanha da Frente. (No Amazônia)

Sunday, October 16, 2011

No jornal Diário do Pará (Repórter Diário) deste domingo:

O atraso na campanha do ´SIM` à criação do Estado do Carajás foi discutida na quinta à noite, durante reunião na Associação dos Municípios do Araguaia-Tocantins (Amat). A conclusão da maioria dos participantes é de que a culpa pela clandestinidade da campanha é do publicitário Duda Mendonça, contratado para tornar mentes e corações favoráveis à divisão territorial do Pará. Duda atrasou a entrega dos layouts e da linha geral da campanha. Além disso, está condicionando tudo ao pagamento, à vista, dos R$ 11 milhões que exige de cachê dos separatistas.

Deste blog:
É estranho o fato de Duda Mendonça cobrar pelos seus serviços, uma vez que foi amplamente divulgado que ele faria gratuitamente as campanhas em favor da criação dos Estados do Tapajós e Carajás. Abaixo, uma das várias notícias sobre a tal gratuidade:

"Duda Mendonça diz que fará gratuitamente as campanhas em prol da criação dos Estados do Tapajós e Carajás. O publicitário é proprietário de terras na região de Carajás, onde o movimento separatista é encabeçado principalmente pelos proprietários de terra da região. ´O Duda (Mendonça) não nos cobra nada porque sabe da importância de uma causa como essa. Ele está apenas dando a sua contribuição nisso`, afirma Edvaldo Bernardo, presidente do Instituto Cidadão Pró-Estado do Tapajós (ICPET)".

E mais: Na coluna Elio Gaspari, Folha de São Paulo, edição de 24/7/11:

“O marqueteiro Duda Mendonça informa que trabalha de graça na campanha pela autonomia das regiões de Carajás e Tapajós (ambas no Pará). Quando trabalhava a dinheiro para o PT (por dentro e por fora) deu no que deu, imagine-se agora que não cobra.”

Relembre… Em agosto de 2005 o publicitário é acusado de envolvimento no escândalo do mensalão após dizer que tinha aberto conta nas Bahamas - por orientação do empresário Marcos Valério, acusado de operar o mensalão – para receber cerca de dez milhões de reais como pagamento por serviços publicitários e de assessoria política prestados ao PT, ele diz ter procurado Marcos Valério por orientação do então Tesoureiro do PT Delúbio Soares e que todo o dinheiro de sua empresa é limpo.

Curiosidade… Duda possui terras e criação de gados na região sudeste do Pará, onde ficaria Carajás…daí seu interesse em fazer uma campanha “gratuita”.


Saturday, October 15, 2011



Deputados divergem sobre
benefícios da divisão do Pará

Há pouco mais de um mês do plebiscito que vai decidir se o estado do Pará será ou não dividido em três, a Coluna conversou com o deputado Giovanni Queiroz (PDT-PA), um dos principais defensores da criação dos estados de Carajás e Tapajós, a partir da divisão do território paraense. Segundo ele, a criação de três novas unidades federativas é algo exitoso no Brasil. Citando exemplos como a criação do Amapá e Mato Grosso do Sul, o parlamentar diz acreditar que a divisão facilita a gestão. "A intenção é melhorar e baratear a gestão. O nosso objetivo é o cidadão e ele não é atingido da maneira como está". Queiroz afirmou ainda, que a pobreza será um dos principais problemas a serem resolvidos com a divisão. " Temos cerca de 40% da população vivendo abaixo da linha da pobreza, ou seja, com R$ 140 por mês. E temos os oposicionistas à criação dos novos estados, mas eles não têm coragem de apresentar projetos para melhorar isso", defendeu. Quanto às ações de divulgação da consulta pública, o deputado afirmou que debates têm sido a principal estratégia da base pró-divisão. "Temos ido a universidades e convencido muita gente. vamos à TV, assim vamos convencer a população mais pobre, que pensa que mais outros vão aparecer com a criação dos estados, mas na verdade a tributação vai baratear", concluiu.

Já o deputado Zenaldo Coutinho (PSDB-PA) é contra a divisão e acredita que os únicos beneficiados seriam políticos interessados no aumento de cargos no governo e alguns empresários. “Só uma meia dúzia de pessoas é a favor dessa separação”. O parlamentar acredita, contrariamente a seu colega, que a criação de três estados deverá trazer mais miséria tanto para o estado-mãe quanto para as novas unidades, pois a conta ficaria muito cara para ser paga com a verba disponível. “Isso vai gerar um encarecimento na gestão da máquina pública, vai aumentar a tributação e o Pará já é vítima de um modelo perverso de distribuição de recursos, a nossa maior receita vem de royalties minerais e da energia”. Caso os novos estados sejam aprovados no plebiscito, que será realizado no dia 11 de dezembro, será criado um projeto de Lei complementar com todas as regras para o estabelecimento das novas unidades. O texto deve passar por apreciação no Senado e na Câmara e, somente após isso, pela sanção da presidenta Dilma Rousseff.

Integrantes da Frente contra Divisão do Pará começaram ontem a campanha de esclarecimento da população de Belém sobre importância do pleito. Com bom humor e ao som de um trio elétrico, os integrantes defenderam a não divisão do Pará com vistas à criação dos Estados do Tapajós e Carajás. "Essa é a eleição mais importante para o eleitor paraense", afirmou o deputado federal Zenaldo Coutinho, que coordena a campanha da Frente, ressaltando que em Belém e municípios do interior do Estado a receptividade da defesa da união do Pará tem sido positiva.

Zenaldo argumentou que no plebiscito de 11 de dezembro o eleitor paraense não vai votar em candidatos para mandatos de quatro ou oito anos. "O eleitor vai definir o destino dele, dos filhos e dos netos. Será a eleição mais importante da sua vida", observou. Para Zenaldo Coutinho, a partir das informações veiculadas nas mídias e na campanha, as pessoas nas cidades paraenses se mostram atentas e convencidas para a "gravidade das consequências da divisão". Zenaldo Coutinho afirmou que os eleitores devem estar bem atentos para a votação de dezembro, porque, segundo o parlamenter, este será o terceiro momento histórico no Estado: o primeiro foi a adesão do Pará à Independência do Brasil e o segundo, a Cabanagem.

A campanha pela não divisão terá momentos de convencimento na praça da República hoje e amanhã. Nesse processo de convencimento dos eleitores, são entregues adesivos para carros e material informativo, em um clima de música e conversas com os cidadãos nas vias públicas.

Na Doca de Souza Franco, desde o começo da noite, os integrantes da campanha abordaram pessoas nas paradas de ônibus, motoristas de carros de passeio, ônibus e transporte alternativo. "Eu trabalho em uma empresa em Barcarena que atua com minérios, e com a divisão o minério vai ficar mais caro. Então, eu sou contra a divisão do Pará", afirmou a funcionária pública Thayse Nascimento.

Tribunal eleitoral recebe as primeiras prestações de contas

As quatro frentes que estão atuando no Plebiscito sobre a divisão do Pará que vai ocorrer no dia 11 de dezembro já arrecadaram mais de R$ 110 mil em um mês de campanha nas ruas. Deste total, R$ 87,2 mil foram declarados pela Frente Pró-Tapajós. Os números fazem parte da 1ª prestação de contas parcial que foram entregues no último dia 11 ao Tribunal Regional Eleitoral do Pará (TRE).

De acordo com os dados da Frente Pró-Tapajós, presidida pelo deputado Lira Maia, todos os recursos financeiros arrecadados são provenientes de doações de pessoas jurídicas. E o único gasto declarado até então foi de R$ 24,90, referente a encargos financeiros e taxas bancárias.

Em segundo lugar está a Frente contrária ao Estado do Carajás, presidida pelo deputado Zenaldo Coutinho, que declarou ter arrecadado R$ 16,5 mil. Destes, R$ 10,5 mil foram em doações de pessoas físicas, e R$ 6 mil em recursos estimáveis em dinheiro por pessoas jurídicas. O relatório mostra que as maiores despesas da Frente foram na locação de imóvel para instalação do comitê e também na publicação de material impresso, perfazendo um total de gastos de R$ 14 mil.

Já a Frente contra a criação do Estado do Tapajós, do deputado Celso Sabino, declarou ao TRE ter arrecadado apenas R$ 6,4 mil, a maioria proveniente de doações de pessoas jurídicas. No rol das despesas, R$ 4,9 mil foram para locação de bens imóveis e R$ 1,5 mil na produção de jingles, vinhetas e slogan.

A Frente Por um Pará mais forte (Pró-Carajás), do deputado João Salame, declarou nesta primeira prestação de contas parcial não ter tido nenhum tipo de arrecadação ou gasto. De acordo com a assessoria da Frente os dados só serão informados posteriormente. A coordenadora de auditoria do TRE, Herika Sodré, explicou que esta primeira prestação de contas parcial não tem autonomia para rejeitar as contas de campanha de nenhuma das frentes, mas o de contribuir para o controle social das campanhas.

"Mas pode ensejar ressalvas. Esta prestação de contas parcial visa contribuir para o controle social, para que a sociedade saiba quanto está sendo gasto no decorrer da campanha e também para que a Justiça Eleitoral confronte com os dados que serão informados na prestação de contas final", explicou Hérika.

A próxima prestação de contas parcial deve ser entregue no período de 8 a 11 de novembro. E entre os dias 8 e 11 de janeiro deve ser entregue o relatório final que, segundo Hérika, deve trazer de forma especificada o nome dos doadores e o destino dos recursos. É esta prestação de contas completa que será submetida para apreciação em plenário. (Amazônia)

Thursday, October 6, 2011

Defensores da divisão do Pará foram vaiados e hostilizados por estudantes durante debate realizado na manhã desta quinta-feira (6) na Universidade Federal do Pará, em Belém. O auditório, com cerca de 300 pessoas, estava repleto de adesivos, cartazes e uma imensa faixa contra a divisão do Estado.

Em dezembro, os 4,6 milhões de eleitores paraenses votarão em um plebiscito para decidir se o Pará vai se desmembrar e dar origem a dois outros Estados: Tapajós (oeste do atual Estado) e Carajás (sul). O Pará remanescente da divisão ficaria com 17% de sua atual extensão territorial.

No debate, os deputados federais Giovanni Queiroz (PDT) e Lira Maia (DEM) tentaram apresentar seus argumentos a favor da mudança, mas foram diversas vezes interrompidos e criticados pelos estudantes.- "Vocês já vieram com uma ideia pré-concebida. Vamos aumentar a gestão nos locais onde o Estado não chega", defendeu Queiroz, sob vaias.

O argumento que arrancou aplausos da plateia é o da necessidade de investimentos no atual território. - "Precisamos de mais escolas, mais saúde, mais infraestrutura", disse o economista Eduardo Costa.

CAMPANHA: O acirramento no debate refletiu a situação da campanha eleitoral do plebiscito. A capital Belém e os municípios próximos resistem fortemente à ideia da divisão.

Uma boa votação nesses locais é considerada essencial, pois eles concentram mais da metade do eleitorado.

Os partidários da divisão, porém, pretendem aguardar o início do horário eleitoral gratuito em rádio e televisão para só depois intensificar o corpo a corpo na capital.- "Iremos tirar o debate do campo passional para a racionalidade", afirmou o deputado Lira Maia.

Até agora, em Belém, vê-se apenas adesivos e cartazes contra a divisão. "Nosso principal foco vai ser aqui mesmo, mas já estamos começando no interior", disse o deputado federal Zenaldo Coutinho (PSDB), defensor do atual território. (Folha Online)

Wednesday, September 28, 2011

A Associação Comercial do Pará (ACP) promoveu na noite de ontem o Encontro Empresarial em Defesa do Pará. O evento foi realizado pela Frente em Defesa do Pará contra Carajás e o objetivo foi iniciar a captação de recursos, distribuir kits contendo adesivos para carros, bottons, cartazes e apresentar os aspectos negativos da criação de mais dois novos estados brasileiros. Na programação, houve a palestra do professor da Universidade Federal do Pará (UFPA), Eduardo Costa.

De acordo com o presidente da ACP e vice-presidente da Frente de Defesa do Pará, Sérgio Bittar, a estratégia para expandir a campanha em prol da união será contar com a adesão da maior parte do empresariado. Eles receberam material promocional, mas puderam retirar também uma quantidade maior do kit, com mil adesivos para automóveis, mil cartazes e 10 cartelas de bottons adesivos. "A partir daí, eles podem começar a mobilizar funcionários e clientes. A ACP sempre se posicionou contra a divisão, há uns cinco anos, alugamos um trio elétrico e falamos para meia dúzia de pessoas na Presidente Vargas. Até então, a realização de um plebiscito era remota. Agora que ele vai acontecer, vamos intensificar a conscientização", ele disse. "Não temos uma meta específica, mas esperamos uma adesão expressiva. Na Frente da qual sou vice-presidente, nós temos mais de seis mil assinaturas", destacou.

O professor e economista Eduardo Costa destacou que a criação dos estados de Carajás e Tapajós, com base em levantamentos estatísticos, não trará benefício algum para a população de nenhuma das regiões fragmentadas. "Os três estados que se formariam não teriam como se manter", alega . As federações seriam muito frágeis politicamente e economicamente para empreender investimentos e trazer recursos", ressaltou o palestrante, que no dia 30, às 19 horas, participará de um seminário no Corecon-PA sobre a divisão do Pará. (Amazônia)

Saturday, September 24, 2011

Friday, September 23, 2011

Técnicos do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) estão desde o dia 19 em Belém testando o sistema operacional das urnas que serão utilizadas no Plebiscito sobre a divisão do Pará, que vai ocorrer no dia 11 de dezembro. Ao todo serão utilizadas 15 mil urnas eletrônicas e 277 pontos de transmissão de dados via satélite. A meta da Justiça Eleitoral é de que a apuração seja concluída até a meia-noite.

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