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Saturday, April 4, 2009

TRABALHADORES DEMITIDOS OCUPAM EMPRESA LIGAS GERAIS

 

Trabalhadores da empresa Ligas Gerais, produtora de ligas especiais para siderurgia em São João Del Rei, ocuparam no dia de ontem das 9hs até hoje dia 03/04 às 11hs as dependências da empresa, protestando contra o não pagamento das verbas rescisórias, de 106 demitidos.

A empresa alega não ter dinheiro para pagar as verbas rescisórias.

As 106 demissões na ligas gerais se somam às milhares que já ocorreram em Minas Gerais (de dezembro a fevereiro, mais de 40 mil metalúrgicos já foram demitidos em Minas).

Com a obtenção de liminar na justiça apreendendo os bens da empresa para garantir o pagamento das verbas rescisórias, os trabalhadores que passaram a noite ocupando as dependências da empresa e decidiram desocupar.

E como sequência da luta marcaram uma manifestação em frente a Câmara dos Vereadores da cidade, no centro, às 14hs da próxima terça-feira.

 

Maiores informações – Jordânio – Presidente do Sindicato dos Metalúrgicos – (32) 8802-1141

 

 

CRISE SE ALASTRA EM MINAS

 

A Empresa Inonibrás – produtora de ligas de silício metálico em Pirapora apresentou pedido de suspensão de contrato de trabalho ao sindicato.

O mesmo está ocorrendo com a Rima Metalúrgica em Várzea da Palma – Norte de Minas.

No Sul de Minas a Malhe Componentes de Motores do Brasil e a Metal Leve S/A, também apresentaram proposta de redução salarial. Propostas estas recusadas pelos trabalhadores e sindicatos.

 

Maiores informações:

Com Giba – Federação Democrática dos Metalúrgicos – 31- 9617- 4760

 

Friday, April 3, 2009

Amigos e amigas,

Ando meio sem tempo para atualizar o blog, problemas de ordem profissiona, nestes últimos dias,l têm tomado quase todo o meu tempo.

Atualizo o Defesa do Trabalhador, indicando-lhes a visita a um site que relata luta dos metarlúgicos de Minas Gerais contra o fechamento de importante Siderúrgica do município de Ouro Preto

clique aqui Trabalhadores mobilizados por emprego sem abrir mão de direitos

Saturday, March 28, 2009


Ato do dia 30 pode ser um marco na luta contra as demissões

Gustavo Sixel
da redação do Jornal Opinião Socialista (PSTU)

Em pouco mais de cinco meses, demissões em massa eliminaram quase um milhão de postos de trabalho. Após reações iniciais, como as de trabalhadores da Vale, da Embraer e da GM, pela primeira vez o conjunto das categorias sairá às ruas ao mesmo tempo. O dia 30 de março será a primeira resposta nacional contra a crise.

O protesto está sendo convocado por diversas centrais, como Conlutas, Intersindical, CUT, Força Sindical, CTB, CGTB e outros movimentos, como MST e Pastoral Operária. Haverá protestos nas principais cidades e um ato nacional em São Paulo. Durante todo o dia, vão ocorrer paralisações nas empresas e protestos de rua unindo trabalhadores do campo e da cidade, operários e estudantes.

Wednesday, March 4, 2009


Amigos e amigas,

Os trabalhadores da Embraer, por meio de seu sindicato e da Conlutas, estão travando uma verdadeira batalha contra a direção da referida empresa, que mesmo com lucros recordes e ecomendas de avião que garante a produção de todo o ano de 2009, optou, sem quaisquer discussões em demitir sumariamente mais de 4 mil trabalhadores.

Conforme já noticiei aqui neste Blog, o trabalhadores tiveram uma primeira vitória com a suspensão, por ordem da Justiça do Trabalho, das referidas demissões.

Mas essa vitória não é definitva, principalmente considerando o caráter de classe do poder judiciário e, no caso brasileiro, que tem figuras como Gilmar Mendes como presidente do STF.

Por isso, a Conlutas e a direção do sindicato, com apoio do PSTU, está exigindo que Lula tome medidas concretas para reverter e impedir demissões.

Neste sentido, foi lançanda uma campanha pela reestatização da Embraer, empresa privatizada com financiamento público e que, ainda hoje, recebe dinheiro público via BNDS, recursos que servem tão apenas para garantir o lucro de seus acionistas.

Participe da campanha, individualmente ou por meio de seu sindicato, envie a mensagem abaixo para o presidente Lula, com cópias para Conlutas e para o Sindicato dos metalúrgicos de São José.

Um abraço,

Adriano Espíndola


MODELO DE MOÇÃO clique aqui e faça o envio automaticamente

Ao Exmo. Sr. Luis Inácio Lula da Silva

Presidente do Brasil 

As mais de 4.200 demissões promovidas pela EMBRAER são uma verdadeira tragédia que se abate sobre a classe trabalhadora do país.

A privatização desta empresa, em 1994, significou a entrega para o setor privado de um patrimônio estratégico do povo brasileiro. A venda da empresa aeronáutica, ainda por cima, só foi viabilizada porque os compradores receberam financiamento com dinheiro público.

O governo mantém ainda participação acionária de cerca de 20% na empresa, através da PREVI e do BNDES.

O BNDES, além disso, injetou na empresa mais de 8 bilhões dólares em financiamentos nos últimos dez anos. O Estado brasileiro segue então financiando uma empresa que distribui milhares de dólares aos seus acionistas em Nova York e ao banco Bozano, mas que para os trabalhadores brasileiros, apesar de serem quem garante de fato os projetos e a produção, sobra um ataque tão brutal como o desemprego.

O fato é que a EMBRAER é uma empresa estratégica, construída com o suor do povo brasileiro, que foi privatizada e entregue ao capital financeiro internacional, mas que continua sendo financiada pelo governo brasileiro.

Depois de audiência com direção da Embraer, Vossa Exa. afirmou que nada poderia fazer quanto as demissões. Mas, por outro lado, está fazendo muito para garantir o interesse dos acionistas. Mesmo depois das demissões, o BNDES anunciou mais recursos públicos para a empresa. Um verdadeiro escândalo e uma provocação aos pais de famílias que foram sumariamente demitidos.

As demissões não se justificam, pois a Embraer tem mais de 3 bilhões de reais em caixa e as encomendas de aviões para 2009 garantem a produção e o emprego dos trabalhadores.

Mas os executivos da empresa não pensam desta forma. Eles estão destruindo uma conquista do povo brasileiro em nome do lucro fácil e desenfreado. Os executivos da empresa aplicaram parte do lucro na especulação financeira, perdendo mais de 177 milhões de reais no famoso cassino dos derivativos. São estes mesmos executivos que além dos seus milionários salários, recebem um bônus de 50 milhões de reais por ano.

Ante a incompetência da administração privada da Embraer, ante sua importância para o país, pois a fabricação de aviões deve ser considerada uma atividade estratégica para o desenvolvimento nacional, exigimos de seu governo, a imediata reestatização da Embraer e reintegração de todos os trabalhadores demitidos da empresa.

Enviar para

Exmo. Sr. Presidente Luis Ignácio Lula da Silva: gabinete@planalto.gov.br

Com cópias para

Conlutas: secretaria@conlutas.org.br

Sindicato dos Metalúrgicos de São José dos Campos:secretaria@sindmetalsjc.org.br

Saturday, February 28, 2009

Amigos e amigas


A integra da liminar suspendendo as demissões da embraer se encontra, em versão word e pdf,  no seguinte endereço:


Um abraço,

Adriano Espíndola

Friday, February 27, 2009

Demissões na Embraer estão suspensas, diz TRT  

Liminar foi concedida nesta sexta-feira


O Tribunal Regional do Trabalho (TRT) da 15a. região, de Campinas, deferiu, na manhã desta sexta-feira, uma liminar pedida pelo Sindicato dos Metalúrgicos de São José dos Campos, filiado à CONLUTAS, e pelo Sindicato dos Metalúrgicos de Botucatu que suspende as 4.200 demissões realizadas na Embraer na semana passada. 


A decisão suspende as demissões realizadas por "motivos econômicos" a partir do dia 19 de fevereiro. 

No dia 5 de março, às 10h, haverá uma audiência de conciliação entre os Sindicatos e a Embraer. 

A ação foi protocolada sob o número 309/2009-000, com um pedido de liminar. 

A ação 
Na ação, as entidades sindicais argumentam que a Embraer ignorou os sindicatos e não estabeleceu nenhum tipo de negociação antes de oficializar a demissão em massa. 

Também foi usado como argumento o fato da Embraer ser uma empresa com alto índice de lucratividade e que não precisaria lançar mão das demissões para enfrentar eventuais crises financeiras. 

Além disso, a empresa teria usado de má-fe na conduta empresarial ao fornecer informações contraditórias momentos antes do anúncio das demissões. 

O Sindicato dos Metalúrgicos de São José dos Campos e Região, filiado à CONLUTAS, tentou, durante meses, negociar com a Embraer medidas que garantissem os empregos dos trabalhadores. Desde o ano passado, a entidade sindical estava atenta aos vários rumores de demissões em massa que existiam na empresa. 

No dia 18 de fevereiro, quinta-feira, o Sindicato enviou uma carta à direção da Embraer pedindo o agendamento de reunião para tratar da ameaça de demissões. Esta carta foi apenas mais uma dentre as várias enviadas pela entidade sindical nos últimos meses. 

No dia em que concretizou as demissões, a Embraer enviou uma carta ao Sindicato, sem ao menos citar que faria um corte de tamanha dimensão. 

Ministério Público 
O Ministério Público do Trabalho também agendou para o dia 2 de março, segunda-feira, uma audiência de conciliação entre o Sindicato dos Metalúrgicos de São José dos Campos e a Embraer. A audiência, marcada para as 10h, é uma resposta à representação impetrada pelo Sindicato para pedir que as demissões da Embraer sejam anuladas. 

Mais informações: 
Assessoria de imprensa do Sindicato (12) 3946-5312, 3946-5310

Saturday, February 21, 2009

Bombas caem na Palestina,

do alto da arrogância sionista.

Crianças despedaçadas,

pais desesperados,

mães inconsoláveis!

 

Capitalistas em crise

em todo o mundo,

transferem para o trabalhador

o custo de sua incompetência:

demissões em massa,

miséria em toda a parte.

 

Meu colorado,

Uberaba Sport Club,

alegria para povo sofrido,

invade minha poesia:

arrancando um empate da

raposa cruzeirense.

 

RESISTIREMOS?


 

21.02.2009 (ouvindo o jogo do Uberaba no rádio de pilha)

 




Bloco Acorda Peão, do Sindicato dos Metalúrgicos de SJC, traz samba sobre a crise

Bloco do Sindicato leva às ruas samba sobre problemas que afligem os trabalhadores, de forma bem-humorada


FONTE: WWW.CONLUTAS.ORG.BR
 


Com o tema A crise é sem precedentes, em alusão à crise econômica mundial, o bloco Acorda Peão já se prepara para cair no samba e abrir o Carnaval de São José dos Campos pelo 11º ano consecutivo.

De autoria do vice-presidente do Sindicato, Renato Bento Luiz, o Renatão, a letra do samba traz sempre temas atuais que afligem os trabalhadores, de uma forma bem-humorada e crítica.

Neste ano, o foco do samba enredo é a crise econômica, mas também cita a vitória de Barack Obama para a presidência dos Estados Unidos, relembra a luta contra o banco de horas na GM, e termina com as demissões que assombram os trabalhadores.

O Acorda Peão sai na manhã do sábado de Carnaval, dia 21 de fevereiro. “Carnaval é alegria, mas não podemos deixar de falar dos problemas que os trabalhadores estão vivendo. É claro que tudo de uma forma bem humorada pra levar animação pra avenida”, afirma Renatão.

Ensaio e CDs
Os ensaios do bloco Acorda Peão começam na próxima quarta, dia 11, às 19h, e serão realizados no terreno do Sindicato, na rua Francisco Paes, 316. Todos os metalúrgicos e metalúrgicas estão convidados.

Nos próximos dias, a gravação do samba-enredo estará disponível no site do Sindicato.

Além disso, as camisetas do bloco estarão à venda, na sede do Sindicato a partir da próxima semana. Sócio paga R$ 10 e não-sócio, R$ 15.


Confira a letra do samba:

A CRISE É SEM PRECEDENTES
O perigo é iminente, minha gente
Luta por emprego é consequente
Não vou seguir o conselho do presidente
Comprar no shopping eu não vou, não vou, não vou
Venda de carro baixo
Não é historinha, a crise é grande
Não é uma marolinha

A autoestima no negro explodiu
O mundo inteiro aplaudiu
Efeito Barack Obama
Capitão-do-mato vai deixar você na lama

O banco do Império faliu
A Bolsa do mundo caiu
Dinheiro sacado babau
Caiu também a política neoliberal

É Carnaval, na quarta-feira
Tudo volta a ser real
Eu sou peão, já lutei
Banco de Horas quebrei
A verdade é nua e crua
Ou luta agora ou vai pro olho da rua

Tuesday, February 3, 2009

Wednesday, January 28, 2009


Vale: dois sindicatos rejeitam licença remunerada

23 de Janeiro de 2009 | 20:20

Dois sindicatos que representam cerca de 7 mil trabalhadores da Vale do Rio Doce em Minas Gerais rejeitaram a proposta da mineradora de licença remunerada com redução dos salários em 50%. Em vez de corte na remuneração dos trabalhadores, as entidades querem que a mineradora garanta a estabilidade nos empregos e mantenha salários integrais às custas da redução em 50% na remuneração aos acionistas. A diretoria executiva da Vale recomendou ao conselho de administração que a remuneração mínima aos acionistas seja de US$ 2,5 bilhões neste ano. Os sindicatos - que representam os trabalhadores de Congonhas, Ouro Preto, Itabira - querem que o conselho aprove um teto de remuneração aos acionistas de US$ 1,25 bilhão, metade do valor indicado pela diretoria. Querem também que a companhia abdique de qualquer investimento no exterior para poder manter os empregos atuais. Além de rejeitar a proposta de licença remunerada com redução do salário-base, os dois sindicatos querem que a Vale reintegre os demitidos no fim de 2008 e no início de 2009. Os termos da contraproposta dos trabalhadores constam do documento intitulado "Proposta pública ao conselho de administração da Vale para manutenção dos empregos e benefícios" e divulgado ontem. Na proposta, os dois sindicatos argumentam que a Vale, maior empresa privada do País, ampliou em 40 vezes seu valor de mercado, tem US$ 15 bilhões em caixa e encontra-se em situação privilegiada para enfrentar os efeitos da crise econômica mundial. "Essa situação privilegiada da empresa pode e deve ser motivo de segurança para o trabalhador que, trabalhando em companhia de tal porte, não deveria temer demissões ou perda de benefícios", diz o texto assinado pelos presidentes dos dois sindicatos - Paulo Soares de Souza, que além de presidente do Sindicato Metabase de Itabira e região é membro do Conselho de Administração da empresa, e Valério Vieira dos Santos, presidente do Metabase de Congonhas, Ouro Preto e região. No documento, os sindicalistas argumentam ainda que a Vale sempre vinculou sua imagem à responsabilidade social. Por isso, não deveria ser de seu interesse repassar aos seus empregados os efeitos integrais da crise econômica. "Temos a certeza de que nossa proposta é a melhor alternativa para garantir uma passagem tranquila por esses tempos de turbulência", conclui o texto.

Grifos: Adriano Espíndola

Fonte: PORTAL EXAME - AGÊNCIA ESTADO

Sunday, January 25, 2009




VALE QUER TIRAR DINHEIRO DO SALÁRIO DOS TRABALHADORES PARA DAR A ACIONISTAS

É inacreditável o desrespeito com que empresas como a Vale tratam seus empregados, as autoridades públicas e o nosso país. A diretoria da Vale, alegando a crise, decide propor a redução do salário pela metade, para 19 mil de seus funcionários. Ao mesmo tempo anuncia que repassará como lucro, pelo menos 2,5 bilhões de dólares aos seus acionistas, e que também está estudando a compra de uma nova empresa.

E completa: os trabalhadores que aceitarem a redução do salário terão emprego garantido enquanto o salário estiver reduzido, ou seja, poderão ser demitidos depois. E os que não aceitarem, são diretamente ameaçados de demissão pela empresa.

Tudo isso depois de o governo brasileiro anunciar que vai fiscalizar as empresas que receberam recursos públicos para seus projetos, pois os contratos não permitiriam demissão de trabalhadores. É bom lembrar que o BNDES, com recursos públicos, acaba de conceder um "cheque especial" para a Vale de 7 bilhões de reais, para não falar das outras dezenas de bilhões deste mesmo banco que se encontram nas mãos da Vale em vários contratos. Cabe lembrar também que o governo detem ações de "classe especial" da empresa, o que lhe dá direito a veto em várias ações administrativas da companhia, sem falar que, na verdade são os Fundos de Pensão controlados pelo governo que detem a maioria acionária da empresa.

A Conlutas vem a público protestar veementemente contra o desrespeito aos trabalhadores que esta proposta da empresa sinaliza. A Vale não tem necessidade de demitir ou de reduzir o salário dos seus empregados, apesar da crise. Lucrou cerca de 27 bilhões de reais apenas no ano passado, 2008. Com este dinheiro poderia pagar o salário de todos os seus empregados por mais de 8 anos! No entanto, como a própria empresa trata de deixar claro, ela não quer abrir mão de engordar o lucro dos milionários que são seus acionistas com 2,5 bilhões de dólares, pelo menos, em 2009. Nesta hora desaparece a crise.

E vem cobrar também das autoridades públicas, uma medida imediata que impeça as demissões, que são usadas pelas empresas para chantagear seus empregados, obrigando-os a aceitar redução de salários e direitos. Queremos saber se é verdadeira a declaração dada ainda ontem pelo Ministro da Fazenda, Guido Mantega. Queremos saber se eram verdadeiras as afirmações dos Ministros Luis Dulci e Carlos Lupi, em reunião com a Conlutas ainda no início desta semana. Quais são as medidas concretas e imediatas que o governo vai adotar contra Vale? Se não forem adotadas medidas que forcem a empresa a voltar atrás no anuncio que fez no dia de ontem (22/01), então a sociedade brasileira estará autorizada a entender as declarações das autoridades como pura enrolação, enganação para justificar o que até agora todos estão vendo: o governo destinar bilhões de recursos públicos para empresas e bancos aumentarem seus lucros.

Conclamamos os trabalhadores da Vale a resistirem e a lutarem para preservar seu emprego, seu salário e direitos, ao lado dos demais trabalhadores que estão resistindo em todo o país. Conclamamos as demais Centrais Sindicais a cerrarmos fileiras na construção de um amplo processo de mobilização em todo o país, contra as demissões e as chantagens que as empresas estão fazendo em todo o país, e para exigir do governo uma medida provisória que proíba demissões de trabalhadores. Por isso, convocamos a todos para que participem do protesto que ocorrerá dia 11 de fevereiro, no Rio de Janeiro, em frente ao prédio da Vale.

São Paulo, 23 de janeiro de 2009
Coordenação Nacional da Conlutas

Saturday, January 24, 2009



A Vale anunciou ao Sindicato Metabase, e em reunião dentro da mina com os trabalhadores, o fechamento durante o mês de fevereiro da Mina de Fábrica, em Congonhas (MG).
A maioria dos trabalhadores entrará em férias coletivas, outros serão remanejados para a Mina do Pico, Vargem Grande ou para as ferrovias da MRS, onde foram demitidos 200 trabalhadores.
O fechamento da mina faz parte da política da empresa de redução da produção devido à queda na demanda do minério de ferro na crise econômica. A Vale já demitiu mais de 1300 trabalhadores diretos e incontáveis funcionários de terceiras (80% desses em Minas Gerais), além de estar colocando 5.500 trabalhadores em férias coletivas em todo o Brasil.
"É inadmissível que a Vale feche a Mina de Fábrica e semeie pânico entre os trabalhadores. A empresa tem US$ 15 bilhões de dólares em caixa e tem a obrigação social de manter todos os seus funcionários durante a crise econômica. Seu valor multiplicou 40 vezes em 10 anos, e nada disso foi repassado ao trabalhador. Agora que chegou a época das vacas magras, ela quer socializar as perdas." declarou Valério Vieira, Presidente do Sindicato Metabase (Extração de Metais Básicos) de Congonhas, Ouro Preto e região do Inconfidentes.
A Vale gastou recentemente US$ 300 milhões de dólares comprando os ativos de minas de carvão na Colômbia. Ao mesmo tempo, estava demitindo e suspendendo contratos de trabalho.
Na quinta-feira, 15 de janeiro, houve reunião entre o Sindicato Metabase Inconfidentes e representantes da Vale. Nessa reunião a empresa não disse nada a respeito do fechamento da mina, afirmando que fecharia apenas a pelotização para manutenção. A empresa apresentou uma proposta de acordo que autorizaria a empresa a suspender qualquer contrato de trabalho por 5 meses. O sindicato rejeitou-a categoricamente.
"A empresa foi desleal e irresponsável. Na semana passada eles sabiam que iriam fechar a mina e não nos avisaram para pegar o sindicato de surpresa." complementou Valério.
No dia 22 de janeiro, quinta-feira, o Sindicato realizará uma manifestação no centro da cidade de Congonhas, junto ao Fórum Regional contra as Demissões. O ato será no Quarteirão Açominas, e sua concentração se inicia às 16h.
Participam do Fórum Regional Contra as Demissões o Sindicato Metabase de Congonhas, Ouro Preto e Região, o Sindicato das Estradas de Ferro de Conselheiro Lafaiete, o Sindicato dos Trabalhadores do Município de Congonhas, a Associação dos Aposentados de Congonhas, a UNNACON - União das Associações Comunitárias de Congonhas e muitas outras entidades. Participam também os Deputados Padre João (PT) e Carlin Moura (PCdoB), além dos prefeitos e vereadores de Congonhas, Conselheiro Lafaiete, Ouro Branco, Entre Rios, Belo Vale e São Brás do Suaçuí.

FONTE: A Voz dos Mineiros - publicação do Sindicato Metabase Inconfidentes - Conlutas

Wednesday, January 21, 2009


CARTA AO PRESIDENTE DA REPÚBLICA FRENTE À CRISE E ÀS DEMISSÕES

A Coordenação Nacional de Lutas – Conlutas – vem à presença do Exmo senhor Presidente da República, expor o que segue e apresentar propostas concretas para impedir as demissões e a ofensiva contra o salário e os direitos dos trabalhadores por parte das empresas, a despeito da crise na economia.

Em nosso entendimento estamos diante de uma crise de grande magnitude, que atinge a economia em todo o mundo e, inclusive e fortemente, o Brasil. No entanto não podemos aceitar as decisões que estão sendo tomadas pelas empresas, de demitirem seus empregados, ou de pressionar por acordos que reduzam seus salários e direitos.

Todas estas empresas ganharam muito dinheiro no momento anterior. É o exemplo da Vale, ou da General Motors. A Vale, desde a privatização, multiplicou seu patrimônio por 40, e hoje está perto dos 130 bilhões de reais. Lucrou nestes 11 anos cerca de 80 bilhões, sendo que apenas em 2008 o seu lucro ultrapassou os 20 bilhões de reais. Só estes 20 bilhões daria para a empresa pagar o salário de todos os seus empregados por 8 anos! Qual razão pode ter esta empresa para demitir empregados ou reduzir seus salários e direitos? Que direito tem esta empresa de causar prejuízos às cidades mineradoras?

O mesmo ocorre com a General Motors, que é parte de um dos setores da indústria que mais lucraram no país nos últimos anos. Foram recordes seguidos, de fabricação e vendas de carros. A GM ampliou em 20 % sua presença no mercado brasileiro, bateu recordes de produção e vendas no ano passado. Esta é a situação da grande maioria das empresas industriais e do setor de serviços do país. Tudo isso sem falar na ajuda bilionária que muitas dessas empresas receberam do governo federal e de governos estaduais, seja na forma de subsídio, redução de impostos ou crédito facilitado.

Por isto dizemos que, em que pese a gravidade da crise, não aceitamos que as empresas demitam ou queiram reduzir salários ou direitos dos trabalhadores. A única razão para fazerem isso seria para manterem intocados os lucros espetaculares que tiveram nos últimos anos. Se as empresas usarem uma parte do que ganharam para manter o posto de trabalho de seus empregados vão ficar um pouco menos ricas, mas continuarão muito ricas. Se o trabalhador perde o emprego, não. Ele estará arruinado, perde a fonte do sustento de sua família, de sua dignidade. E é totalmente inaceitável que, para manter embolsados os lucros fabulosos que tiveram até agora, as empresas condenem milhares de trabalhadores e suas famílias a esta situação de penúria.

Reduzir salários ou direitos também é repassar para os trabalhadores os custos da crise para preservar os ganhos astronômicos das empresas. Isso sem falar que reduzir salários e direitos leva a mais demissões e não menos, pois diminui o volume de recursos em circulação na sociedade, levando à diminuição das vendas do comércio, da indústria e, por conseguinte, a mais demissões. São as grandes empresas e os bancos que devem arcar com as conseqüências de uma crise que foi gerada por estas mesmas empresas e bancos, pelo próprio capitalismo.

Por outro lado, as medidas adotadas até agora pelo governo federal têm cuidado de socorrer apenas aos bancos e às empresas. A parte mais desprotegida da sociedade, a classe trabalhadora, continua desprotegida. Concordamos com as declarações do senhor Presidente da República veiculadas pela mídia, quando diz que “as empresas não tem razão para demitir, pois ganharam muito dinheiro no passado recente”. Mas acreditamos que é preciso passar das palavras aos atos. É preciso que o Presidente da República tome medidas concretas para impedir as demissões. Abaixo relacionamos algumas propostas neste sentido:

1 – Que o governo edite, de imediato, uma Medida Provisória garantindo estabilidade no emprego para todos os trabalhadores, proibindo as demissões sem justa causa, por um período de 2 anos;

2 – Que seja tomada, de imediato, medida para reduzir a jornada de trabalho para 36 hs semanais, sem redução de salários e de direitos;

3 – Que o governo interceda junto à Vale, utilizando os instrumentos previstos no contrato de privatização da empresa, para impedir as demissões. Caso a Vale insista em fazer as demissões que ameaça, que o governo retome o controle acionário da companhia, reestatizando a empresa;

4 – Medida igual a essa (tomar o controle acionário, estatizando a empresa) deve ser adotada pelo governo em relação a todas as empresas que demitirem am massa seus empregados;

5 – Que seja estendido o pagamento do seguro desemprego para dois anos;

6 – Que sejam honrados todos os acordos feitos pelo governo federal com o funcionalismo público, e que sejam mantidos os planos de investimentos nas políticas públicas que atendem as necessidades da população;

7 – Por último, acreditamos tratar-se de um erro grave, socorrer os bancos e grandes empresas com recursos públicos. Cremos que estes recursos deveriam ser investidos em políticas públicas para atender as necessidades da população: saúde, educação, plano de obras públicas que construa casas populares, hospitais, escolas, obras de saneamento, reforma agrária, etc.

Acreditamos que são medidas necessárias, urgentes, frente ao quadro de angústia em que estão os trabalhadores do nosso país, neste momento. E que são medidas que estão ao alcance dos instrumentos de governo de que dispõe a presidência da república.

Atenciosamente,

São Paulo, 19 de janeiro de 2009


p/ Coordenação Nacional da Conlutas

José Maria de Almeida
Luiz Carlos Prates
Paulo Soares de Souza

Monday, January 19, 2009


No Brasil é sempre assim: a burguesia que na bonança ficam com todos os lucros, visto que aqui se paga péssimos salários, na crise quer que os trabalhadores paguem a conta.

A GM do Brasil mesmo tendo usufruído da recente redução do IPI dos automóveis, acaba de dispensar quase 1000 (mil) trabalhadores de sua fábrica em São José dos Campos.

Os trabalhadores tem lutado contra essa injusta situação, inclusive fazendo greve. Resposta da GM: demissão de sindicalistas.

Isso é um absurdo e não pode deixar de ser denunciado, motivo pelo qual peço que vc divulgue amplamente esta mensagem.

Adriano Espíndola

=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=

GM demite diretor do sindicato em represália à luta contra 800 demissões



FONTE: www.sindmetalsjc.org.br



• A General Motors demitiu na tarde desta sexta-feira, dia 16 de janeiro, o diretor do Sindicato dos Metalúrgicos de São José dos Campos e região (Conlutas), Eduardo de Oliveira Silva. A medida é uma represália à luta que está ocorrendo na montadora contra as demissões.

O próprio comunicado da empresa, demitindo Eduardo, cita a paralisação ocorrida na fábrica na última terça-feira, dia 13.

Os metalúrgicos da GM estão em mobilização contra as 802 demissões anunciadas na segunda-feira, dia 12. Desde então, houve assembléias com paralisação de até quatro horas na produção nos dias últimos 13 e 15.

Para o Sindicato, este é mais um ataque da GM à organização sindical dos trabalhadores. Desde o ano passado, a montadora intensificou os ataques aos dirigentes sindicais, com várias punições como advertências e suspensões.

Eduardo também é candidato da Chapa 1, a chapa do Sindicato/CONLUTAS, na disputa eleitoral da entidade, que tem eleições marcadas para os dias 11 e 12 de março. Portanto, Eduardo tem estabilidade porque é dirigente sindical e também porque é candidato para a eleição da nova diretoria.

O Sindicato não vai aceitar este ataque. “Esta demissão é um ataque ao conjunto dos trabalhadores e a todo o movimento, com o objetivo de quebrar a nossa resistência e luta. Por isso, a readmissão de Eduardo passa a ser parte da campanha contra as demissões. Também faremos uma campanha nacional e internacional de denúncia da violação dos direitos sindicais pela GM”, disse o diretor do Sindicato, Vivaldo Moreira.

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