Para o presidente do Grupo Arco-Íris Cidadania LGBT, que é responsável pelo evento, Julio Moreira, a homofobia se constrói na educação. "Estamos mandando uma mensagem para a sociedade que somos todos iguais perante a paz. É possível a gente discutir a homofobia para mudar o quadro de violência cotidiana para o qual o Congresso Nacional não tem respostas", disse.
Segundo a organização, cerca de um milhão e meio de pessoas estavam na praia de Copacabana durante toda a tarde. O governador do Estado do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral (PMDB), enviou como seu representante o superintendente de Direitos Individuais, Coletivos e Difusos da Secretaria de Estado de Assistência Social e Direitos Humanos, Cláudio Nascimento, que revelou que o dia também era de comemoração pela vitória no STF da equiparação de direitos entre casais heterosexuais e homossexuais.
"O tema deste ano é a paz e a presença das pessoas aqui demonstra isso. Temos crianças, adultos, famílias mostrando que a parada cria um novo marco civilizatório em que as diferenças não sejam tratadas como algo para gerar preconceito e descriminação", disse Nascimento.
Também presente na parada, a Secretária Nacional de Promoção dos Direitos humanos, Nadine Borges, contou que será realizado uma reunião com todos os secretários de Segurança do Brasil para discutir a homofobia. "Uma parada como essa mostra como a convivência de pessoas com diversidade é possível", disse a secretária. "Nós precisamos enfrentar a homofobia no nosso país, para isso estamos chamando uma reunião com todos os secretários de segurança do Brasil. Não podemos conviver com crimer cometidos por causa da orientação sexual", acrescentou. (Folha Online)