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Thursday, October 13, 2011
Numa ponta do Cadastro Nacional de Adoção há 26.936 casais interessados em adotar. Na outra ponta, existem 4.900 crianças e adolescentes à espera de um lar.
Ou seja, o número de potenciais pais adotivos é cinco vezes maior que o de candidatos à adoção. Por que, então, os abrigos e orfanatos continuam apinhados?
A resposta está no detalhamento dos dados disponíveis no cadastro nacional, criado e administrado pelo CNJ.
Do total de casais que frequentam a fila da adoção, 9.842 (36,54%) declaram-se interessados em crianças brancas.
Apenas 571 casais (2,12% do total) manifestam preferência por crianças negras. Os que dizem aceitar crianças pardas somam 1.537 (5,71%) pardas.
Outros 9.083 pretendentes à adoção (33,72%) decararam-se indiferentes quanto à raça dos futuros filhos adotivos.
Juntos, os casais que manifestam preferência explícita por pardos e negros somam 7,82% do total.
O problema é que, das 4.900 crianças que aguardam por adoção, 2.272 (46,37%) são pardas e 916 (18,7%) são negras. Juntas, constituem a grossa maioria (65,07%).
Ostentam a pele branca apenas 1.657 crianças e adolescentes mantidos em orfanatos –ou 33,82% do total. Há, de resto, 29 crianças indígenas e 35 asiáticas.
Consdiderando-se que 33,72% dos casais dizem não se importar com a raça, o problema poderia ser atenuado. Há, porém, um segundo entrave: a faixa etária.
A maioria dos casais (58,95%) não admite a hipótese de adotar crianças com mais de três anos de idade. E a maioria delas tem mais de quatro anos.
Não é só: 22.341 casais (82,94% do total) torcem o nariz para a ideia de adotar grupos de irmãos, como prevê a lei.
O diabo é que, do total de crianças passíveis de adoção, 3.780 (77,15%) tem irmãos.
Quer dizer: se a criança tem mais de quatro anos é negra ou parda e convive com a infelicidade de dispor de irmãos, está como que condenada a não ser adotada.
Dito de outro modo: a resolução do problema depende de uma conjunção de fatores muito difícil de ser obtida.
Inclui a mudança de mentalidade dos casais, a agilização dos processos judiciais e flexibilização da lei que rege as adoções.
Em resumo, seria necessário que o país experimentasse um surto de bom senso. E sensatez, como se sabe, é matéria prima escassa. (Blog de Josias de Souza)
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Thursday, October 6, 2011
Câmara dos Deputados aprova meia-entrada para jovens de 15 a 29 anos
0 comments Posted by barongan at 12:46 AMAlém disso, o texto determina que no mínimo 30% dos recursos do Fundo Nacional de Cultura terão de ser destinados preferencialmente a programas e projetos culturais voltados aos jovens.
A matéria, aprovada na forma de um substitutivo, será enviada para análise do Senado. A autoria do projeto é a relatora Manuela dÁvila (PCdoB-RS).
Transporte. Outro ponto do projeto diz respeito ao transporte de estudantes. Em vez de prever o direito ao transporte gratuito, o texto aprovado diz que os programas suplementares de transporte escolar serão progressivamente estendidos aos jovens estudantes de todos os níveis educacionais, no campo e na cidade.
Labels: Criança-adolescente-juventude
Thursday, September 22, 2011
Mais de um milhão de bebês do sexo feminino são abortados por ano
0 comments Posted by barongan at 1:00 AMUma pesquisa elaborada pelo Banco Mundial mostrou que a cada ano são praticados 1,5 milhão de abortos seletivos de meninas, enquanto outro meio milhão de mulheres menores de cinco anos morrem vítimas de discriminação em suas próprias casas, onde recebem tratamento diferente dos irmãos homens.
O feticídio feminino acontece sobretudo na China, Índia e Coreia do Sul, países em que há mais de uma década foi proibido o uso de ultra-som para detectar o sexo do feto. Apesar disso, aumentou em mais de 1 milhão o feticídio feminino na China em 2008. Na Índia, houve um decréscimo, mas o relatório ressalta que os assassinatos seletivos, antes restritos ao norte do país, agora são realizados também no centro e no sul.
O dado mais alarmante, porém, corresponde à região da Europa e Ásia Central - mais especificamente os Bálcãs ocidentais e as repúblicas caucasianas -, não por seu número, que continua sendo baixo, mas porque a cifra duplicou, passando de 7 mil em 1990 a 14 mil em 2008.
Especialistas atribuem a barbárie à "combinação da forte preferência por filhos homens com a diminuição da natalidade e à expansão das tecnologias que permitem aos pais conhecerem o sexo de seus filhos antes de seu nascimento". (O Globo)
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