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Tuesday, October 25, 2011
Preso em presídio da Região Metropolitana de Belém Fazendeiro teve negado pedido de transferência para Altamira.
0 comments Posted by barongan at 10:24 AM
A juíza Anúnzia Dias da Costa homologou o calculo de liquidação de pena de Vitalmiro Moura (Bida), que progrediu do regime fechado para o semi-aberto. O fazendeiro foi sentenciado a cumprir 30 anos de reclusão em regime inicial fechado, acusado de mandante da morte da missionária Dorothy Mae Stang, no município de Anapú, em fevereiro de 2005.No despacho a juíza analisou o período que o sentenciado está cumprindo a pena, superior a um sexto (1/6), além de considerar o comportamento na cadeia, através da certidão de bom comportamento expedida pelo diretor da casa penal. A decisão favorável acompanhou a manifestação da promotoria de justiça.
Em outro pedido feito pelo advogado de Bida, para ser transferido da Casa Penal onde se encontra (Região Metopolitana de Belém), para o Centro de Recuperação de Altamira, a juíza negou com base em informações da Superintendência do Sistema Penal. Conforme ofício remetido pelo superintendente, a capacidade de custódia naquela casa está excedendo em 105%, “nesse contexto, tenho que o interesse pessoal do interno de passar a cumprir pena junto dos seus familiares não deve sobrepor-se ao interesse público, da administração penitenciária que afastou a transferência”, ponderou a juíza no despacho. (site do TJPA)
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A corregedora nacional de Justiça, a ministra Eliana Calmon (foto), defendeu durante a XI Conferência dos Advogados do Rio, sexta-feira (21), que as corregedorias dos Tribunais de Justiça tenham autonomia financeira e estrutura própria para desenvolver o seu trabalho.Para a ministra, a autonomia é importante porque costuma existir rivalidade entre presidente e corregedor nos tribunais. Além disso, as corregedorias precisam de estrutura permanente, possibilitando a continuidade dos projetos quando há troca de gestão. Atualmente, muitas corregedorias funcionam com os servidores do gabinete do desembargador nomeado para a corregedoria. Quando troca de corregedor, os servidores voltam para o gabinete e novos servidores assumem a função.
“O trabalho da Corregedoria Nacional é fortalecer as corregedorias locais”, reforçou Eliana Calmon. A ministra explicou que a Corregedoria Nacional, com apenas 40 servidores, não tem capacidade para substituir as corregedorias locais.
No entanto, há dificuldade nos tribunais para punir eventuais desvios de magistrados, porque a abertura do processo depende de maioria absoluta dos integrantes do tribunal, de acordo com a ministra. Ela contou que foi procurada pelo corregedor de um tribunal porque ele não conseguiria instaurar processo contra um juiz. Isso porque quatro desembargadores se declararam suspeitos e não havia maioria para abrir a investigação. O processo seria engavetado até prescrever e, nesse caso, a única saída seria a Corregedoria Nacional avocar para si o processo. (conjur)
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Saturday, October 22, 2011
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Thursday, October 20, 2011
Justiça já recebeu informações do novo endereço de Sandro Rogério Nogueira Sousa Matos
0 comments Posted by barongan at 10:11 AMLabels: Justiça
Audiência na Justiça reuniu governo e professores em greve, mas, não houve acordo, ontem, 19.
0 comments Posted by barongan at 4:30 AMSem acordo o juiz marcou nova audiência para ocorrer na próxima terça-feira, 25/11.
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Wednesday, October 19, 2011
Laércio de Oliveira Ramos da Comarca de Senador José Porfírio, ocupará a 3ª Vara da Comarca de Santarém;
Valdeir Salviano da Costa da Comarca de Capitão Poço, será o titular da 1ª Vara da Comarca de Santarém; e,
Fredison Capeline da 2ª Vara da Comarca de Conceição do Araguaia, assumirá a Vara do Juizado Especial Cível da Comarca de Santarém.
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STF vai decidir se prefeito tem direito a férias e a 13º salário
0 comments Posted by barongan at 12:28 AMPrefeitos e vice-prefeitos podem ter direito a gratificação de férias, 13º salário e verba de representação? A pergunta vai ser respondida proximamente pelo Supremo Tribunal Federal, quando julgar recurso extraordinário do município de Alecrim contra decisão do Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul que declarou inconstitucional lei municipal que concedeu tais benefícios. Sete dos 10 atuais ministros do STF decidiram dar “repercussão geral” ao recurso, cujo acórdão, depois do julgamento do mérito, deverá ser aplicado pelas instâncias inferiores, em todo o país.
O TJ gaúcho considerou que a lei municipal de Alecrim - pequena cidade de menos de 10 mil habitantes, na fronteira fluvial com a Argentina — “afrontou” o parágrafo 4º do artigo 39 da Constituição Federal, segundo o qual o “detentor de mandato eletivo” será “remunerado exclusivamente por subsídio fixado em parcela única, vedado o acréscimo de qualquer gratificação, adicional, abono, prêmio, verba de representação ou outra espécie remuneratória”.
O ministro-relator do recurso extraordinário, Marco Aurélio, ao reconhecer a existência de repercussão geral na matéria, destacou que o STF, inicialmente, terá de resolver se um Tribunal de Justiça estadual pode decidir sobre conflito entre lei municipal e a Constituição Federal, e não com a Constituição estadual. Em seguida, “também cabe examinar a questão alusiva à possibilidade, ou não, de haver satisfação do subsídio acompanhada do pagamento de outra espécie remuneratória”. E concluiu: “Em síntese, cumpre definir se o subsídio é, ou não, parcela única devida àqueles que estão alcançados pelo instituto constitucional”.
No recurso, o município de Alecrim aponta a impossibilidade de o Tribunal estadual cassar lei municipal por afronta à Constituição Federal. Outro argumento é o de que, no caso, a remuneração dos agentes políticos está vinculada à autonomia municipal, e que as verbas em questão não possuem “natureza remuneratória”, podendo ser pagas aos agentes públicos que recebem “subsídio”. (JB Online)
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Tuesday, October 18, 2011
O Tribunal de Contas do Estado (TCE), por meio de sua assessoria de imprensa, enviou uma nota ao jornal Diário do Pará Online (DOL) a respeito da reportagem publicada ontem (17), sobre a nomeação do filho do presidente do TCE como assessor no Tribunal de Justiça do Estado do Pará. Na nota, a assessoria do TCE confirma que Cipriano Sabino de Oliveira Neto foi nomeado para exercer o cargo na Comissão de Assistente de Desembargador (REF-CJI), no gabinete do desembargador Constantino Augusto Guerreiro, no TJ/PA. Confirmou também que Cipriano Neto é filho do presidente do tribunal, Cipriano Sabino de Oliveira Júnior. Mas negou que o caso seja de nepotismo cruzado, pois ele não é parente do desembargador em cujo gabinete foi lotado.
Leia a nota da assessoria de imprensa do TCE na íntegra:
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Monday, October 17, 2011
Justiça está atrás de denunciado nas acusações de fraudes na ALEPA
0 comments Posted by barongan at 11:17 AMDe acordo com os autos foi expedido mandado de citação ao denunciado Sandro Matos em três endereços, obtendo-se a informação de que ele havia se mudado. A solicitação de informações à ALEPA pelo Juízo foi requerida pelo Ministério Público. O Órgão ministerial também pediu ao magistrado que, caso sejam frustradas as tentativas de citação pessoal de Sandro, seja o processo em relação a ele suspenso, nos termos do artigo 366 do Código de Processo Penal, com a decretação de prisão preventiva do réu, por estar ele causando óbice e embaraços ao prosseguimento da ação penal. Em relação a esses pedidos, o magistrado aguardará primeiramente o cumprimento e resultados da diligência junto a Assembléia Legislativa. Todos os procedimentos legais pertinentes à instrução processual estão sendo devidamente adotados pelo Juízo. (Site TJPA)
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Saturday, October 15, 2011
Após a decisão do Tribunal de Justiça do Estado, que no último dia 6 de outubro(clique aqui > absolveu o ex-deputado Luiz Sefer) da acusação de pedofilia, o Ministério Público ainda aguarda que o TJE devolva os autos do processo para que os promotores possam recorrer da decisão. Para se livrar da condenação, Luiz Sefer contratou o advogado Márcio Thomaz Bastos, ex-ministro da Justiça, para atuar em sua defesa junto com o advogado paraense Osvaldo Serrão. A defesa alegou falta de provas, o que foi levado em consideração pelos juízes para absolver Sefer. Mas durante uma entrevista coletiva aos jornalistas, membros do Ministério Público se mostraram contrários à absolvição do acusado por dois votos a favor e um contra. Segundo a promotora Sandra Gonçalves, todas as provas e o depoimento da vítima foram ignorados pelos desembargadores que inocentaram Sefer. "Como é impossível não acatar as provas? Eu transcrevi trechos dos depoimentos dando detalhes das agressões que a vítima sofria. Será que a palavra dela não tem valor nenhum?", questionou a promotora.Outro fato que chamou a atenção do MPE foi que os desembargadores também desconsideraram os laudos periciais que comprovaram a violência sexual sofrida pela adolescente. "A jurisprudência dos tribunais brasileiros acata a palavra da vítima e nesse caso há também laudos confirmando que a adolescente sofreu violência sexual. Qual o motivo de todos esses documentos terem sido ignorados?", disse a promotora Célia Cilocreão.
O Promotor Samir Dahas, presidente da Associação dos membros do Ministério Público do Estado disse que não há dúvidas de que Sefer é culpado, baseado nas provas contidas no processo. "O MPE está absolutamente convencido da culpabilidade de Sefer, acreditamos que os Tribunais Superiores irão manter a condenação e nós vamos recorrer ao Superior Tribunal de Justiça justamente para isso", explicou Dahas.
Apesar de ter absolvido Sefer no dia 6 de outubro, o Tribunal de Justiça do Estado ainda não devolveu os autos do processo para o Ministério Público, que por isso ainda não pode recorrer da decisão. Neste caso há, pelo menos, três tipos de recursos a serem empetrados, um no próprio TJE, chamado de Embargo de Decisão, que busca explicações sobre dúvidas e contradições na julgamento dos desembargadores. Há também o Recurso Especial, no Superior Tribunal de Justiça em Brasília, onde o Ministério Público pretende questionar a se leis federais podem ter deixado de ser consideradas durante o julgamento dos desembargadores. O MPE pode também recorrer ao Supremo Tribunal Federal, nesse caso será analisada a questão constitucional do processo. (DOL)
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Friday, October 14, 2011
Justiça aceitará cartão de crédito para quitar dívida no Pará, Amapá e Goiás
0 comments Posted by barongan at 1:44 AMA partir de janeiro de 2012, a Justiça do Trabalho começa a aceitar, em audiência, o pagamento das condenações com cartão de crédito ou débito. A experiência iniciará no Pará, Amapá e Goiás e deverá ser expandida para todo o Brasil ao longo de 2012. Este foi um dos assuntos tratados pelo juiz auxiliar da Corregedoria Nacional de Justiça, Marlos Augusto Melek, na abertura da 7ª Reunião Ordinária do Colégio de Presidentes e Corregedores dos Tribunais Regionais do Trabalho (Coleprecor). O evento acontece no Hotel Serra Azul, em Gramado (RS).
A novidade será viabilizada por meio de um convênio entre a Corregedoria Nacional de Justiça, Corregedoria Geral da Justiça do Trabalho, Coleprecor, TRT da 8ª Região (por ser o pioneiro), Banco do Brasil e a Caixa Econômica Federal. As salas de audiência serão equipadas com máquinas de cartões, podendo a parte condenada optar por esta modalidade de pagamento. O alvará, no caso, será liberado de imediato.
Com base nos valores dispostos na ata de audiência, os bancos ficarão responsáveis pelo controle do pagamento e o recolhimento de custas, honorários, Imposto de Renda e INSS. Os valores poderão ser parcelados em 15 vezes, respeitando o limite do cartão. Nos pagamentos com cartão de débito, o reclamante receberá a quantia em 24 horas. No caso de crédito, em 30 dias. A modalidade garante os valores ao trabalhador mesmo que a outra parte não pague posteriormente a fatura do cartão. (Conjur)
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Thursday, October 13, 2011
A portaria, que pode ser acessada na página do conselho na internet, proíbe o "pagamento de diárias e de despesas com o deslocamento, a emissão de passagens e o ressarcimento de desembolso com transporte de conselheiros, magistrados e servidores" que participarem de eventos.
A partir de agora, o conselheiro ou servidor será ressarcido somente se estiver representando institucionalmente o CNJ, com autorização do presidente do órgão. Para justificar a medida, Peluso afirma que é preciso "disciplinar a concessão de diárias e de despesas com transporte", e acrescenta que sempre deve haver "compatibilidade entre o motivo do deslocamento e o interesse público".
Um levantamento dos gastos do CNJ nos oito primeiros meses do ano feito pela ONG Contas Abertas, com base nos dados do Sistema Integrado de Administração Financeira (Siafi), apontou despesas milionárias com diárias, passagens aéreas e publicidade. O CNJ ampliou, por exemplo, os gastos com coquetéis, almoços e posses para R$ 685 mil - cinco vezes mais o que o Supremo Tribunal Federal (STF) gastou no mesmo período com a mesma rubrica.
As despesas com diárias no Brasil e no exterior superaram R$ 3,1 milhões, 21% a mais do que foi gasto no mesmo período de 2010. Além do salário dos conselheiros, que varia de R$ 22,9 mil a R$ 27,7 mil, eles recebem um subsídio para se deslocarem a Brasília para participar das sessões de julgamento, que pode chegar a R$ 28 mil em um mês. O mesmo levantamento mostrou, ainda, que as despesas com passagens aéreas foram de R$ 1,6 milhão, 60% a mais do que no ano anterior - quase o dobro do que foi investido de 2008 a 2010, nos mutirões carcerários na gestão anterior do ministro Gilmar Mendes. (Agência Estado)
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Tuesday, October 11, 2011
Andamento de processos administrativos em curso contra juízes nos tribunais vão para o site do CNJ
0 comments Posted by barongan at 1:15 AMO presidente do Supremo Tribunal Federal e do Conselho Nacional de Justiça, ministro Cezar Peluso, decidiu dar mais “transparência” aos processos administrativos contra magistrados em andamento nas corregedorias dos Tribunais de Justiça dos estados. As informações passarão a ser disponibilizadas no site do CNJ, na área da presidência do Conselho, com atualização mensal dosdados fornecidos pelas corregedorias estaduais. A decisão foi tomada pelo ministro durante encontro com 15 representantes do Colégio de Corregedores que reúne 27 tribunais de Justiça dos estados e do Distrito Federal.
Os juízes corregedores solicitaram a audiência com o ministro Peluso para declarar “apoio incondicional” às ações do CNJ, destacando “os relevantes serviços que o Conselho tem prestado para o aprimoramento da Justiça no Brasil”. Os corregedores aproveitaram o encontro para comunicar ao ministro todas as iniciativas e procedimentos em andamento nas corregedorias dos estados para apurar e punir os desvios funcionais que têm sido denunciados contra integrantes da magistratura.
Satisfação: Os corregedores apresentaram ao ministro dados atualizados dos processos em andamento e sobre as punições aplicadas contra juízes e desembargadores nos últimos dois anos. Segundo o ministro, as informações demonstram que as corregedorias estaduais não são de forma alguma inoperantes.
“Os juízes demonstraram, com dados, que têm atendido a todas as determinações da Corregedoria Nacional quando lhes são encaminhadas denúncias, e que os prazos fixados são rigorosamente observados pelas corregedorias dos estados”, informou Peluso após o encontro com o grupo.
Por sugestão do ministro Peluso, os corregedores se comprometeram a solicitar às presidências dos Tribunais de Justiça o envio também à presidência do CNJ — e não apenas à corregedora nacional, ministra Eliana Calmon, os relatórios sobre os processos contra desembargadores que correm nos tribunais. “Essas informações também serão tornadas públicas no site do Conselho”, informou o ministro. (JB Online)
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Monday, October 10, 2011
O juiz não tem para quem recorrer quando é condenado pela corregedoria do CNJ, diz presidente da AMB
0 comments Posted by barongan at 1:56 AMEm entrevista à ConJur, o presidente da Associação dos Magistrados Brasileiros (AMB), o desembargador Nelson Calandra, afirma que o CNJ não pode julgar processos disciplinares antes das corregedorias locais, porque assim estaria tirando de classe o direito de recorrer de uma decisão. “Nós queremos duplo grau de jurisdição para nós mesmos”, explica.
Mais aqui >CNJ deve garantir duplo grau de jurisdição aos juízes acusados
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Friday, October 7, 2011
O ex-deputado e médico Luiz Afonso Sefer foi absolvido por dois votos a um da acusação de estupro e atentado violento ao pudor contra uma criança. A decisão foi da 3ª Câmara Criminal Isolada, do Tribunal de Justiça do Pará (TJPA). O relator da ação, o desembargador João José da Silva Maroja, e o revisor, o desembargador Raimundo Holanda Reis, votaram pela absolvição. Já o juiz convocado, Altemar Paes, votou pela condenação de Luiz Sefer, que não estava presente no julgamento. O ex-deputado havia sido condenado a 21 anos de prisão em junho do ano passado, mas a defesa recorreu à sentença no TJPA. Sefer estava aguardando o julgamento do recurso em liberdade.
O desembargador João Maroja justificou o voto favorável utilizando o argumento da defesa, que afirma não ter provas suficientes para a condenação do reú, sendo acompanhado pelo revisor do processo, o também desembargador Raimundo Reis. Já o juiz Altemar Paes justificou a opção pela continuidade da sentença dizendo que não teria "paz na consciência se escolhesse a absolvição", o que provocou certo desconforto entre ele e o desembargador João Maroja.
A defesa de Luiz Sefer ficou sob responsabilidade do advogado e ex-ministro da Justiça Márcio Thomaz Bastos e do advogado Osvaldo Serrão. "Desde que assumi o caso, eu analisei todos os autos do processo. Não existe possibilidade de condenação. Criaram um clima de punição antecipada desde o primeiro dia do julgamento. Algumas evidências fundamentais para o caso foram desconsideradas, como o caso do pai da criança, que é o verdadeiro criminoso, pois abusava das filhas. Ele que merece ser investigado, mas nem foi chamado para depor. Acredito que foi feita justiça, pois não há prova suficiente", afirmou Márcio Thomaz Bastos.
Após a declaração do desembargador João Maroja, que afirmou ser a favor da absolvição de Luiz Sefer, o advogado assistente da acusação Bruno Guimarães, que faz parte do Cedeca-Emaús, saiu da sala de julgamento. Ele disse que não iria se pronunciar sobre o resultado. Já o Ministério Público do Estado (MPE) afirmou, por meio de nota, que vai recorrer da decisão, que agora só poderá ser julgada no Superior Tribunal de Justiça (STJ).
"Vou atrás de justiça", afirma o médico
"Quem vai pagar o prejuízo que eu tive? Qual indenização vai reparar os erros cometidos contra mim? Como ressarcir uma imagem que foi construída ao longo de 56 anos de vida?". As perguntas são do ex-deputado estadual Luiz Afonso Sefer. E ele avisa: "Agora, vem o segundo tempo. Vou atrás de justiça. Vou fazer o possível e o impossível para fazer justiça em relação a todas as pessoas que participaram dessa farsa". Sefer, que é médico, disse que fará isso por meio de ações judiciais e com a publicação de artigos e do livro que irá escrever para relatar a injustiça de que foi vítima.
Em entrevista a este jornal, à tarde, Luiz Sefer falou de sua carreira como médico, político e empresário e como, de uma hora para outra, foi transformado em "monstro". Ele afirmou que não citará nomes das pessoas que menciona nesta entrevista, mas que a sociedade paraense irá saber quem são. E deixou claro que, desde o começo, o caso sempre teve conotação política. "Somente uma conotação política. Existe uma acusação e mais nada", garantiu. Ele afirmou que os 49 depoimentos tomados durante o julgamento lhe são favoráveis, inclusive os das testemunhas de acusação. "Nosso maior aliado, aliás, é o processo", completou.
Luiz Sefer lembrou que, no início do processo, o promotor de Justiça requereu sua prisão preventiva, sob a argumentação de que estaria tentando subornar uma testemunha do caso, uma tia da menina. A prisão foi decretada pelo juiz. Mas, disse o ex-deputado, a tia sequer era testemunha. Nem da defesa e nem da acusação. "Eu fui preso para não subornar uma suposta testemunha que sequer era testemunha", disse. A detenção ocorreu em 26 de maio de 2009, por volta das 9 horas. Duas horas depois, os policiais já sabiam que ele estava em seu apartamento no Rio de Janeiro, havendo jornalistas de toda a imprensa nacional à sua espera.
Pai da menina, que costumava abusar das filhas, sequer foi ouvido
O médico, que é ginecologista e proctologista, também citou o pai da menina. Uma irmã dela contou que teve uma filha do próprio pai e revelou que mantinha relações sexuais com ele desde os quatro anos. Essa jovem afirmou, em depoimento, que viu seu pai em intimidades com a irmã, afirmando, ainda, ter certeza da inocência de Sefer. Outros parentes da adolescente também afirmaram, em seus depoimentos, na polícia e na Justiça, que o pai mantinha relações sexuais com ela. No entanto, afirmou Sefer, o pai sequer foi ouvido no inquérito policial ou mesmo durante a instrução processual.
A suposta vítima também relatou que viu Luiz Sefer manter relações sexuais com outra menor de 18 anos e que, esporadicamente, essas intimidades eram praticadas com as duas meninas ao mesmo tempo. No entanto, afirmou ele, três anos após esse depoimento essa outra menina foi encontrada, no interior do Estado. E foi submetida a exames, que atestaram a virgindade dela. "Só esse fato já seria suficiente para desqualificar completamente a história que a adolescente inventou. Só isso demonstra que ela mentia barbaramente", disse. Sefer afirmou que tentou dar essa informação na CPI da Pedofilia, durante seu depoimento, mas que o relator dessa comissão o impediu de fazê-lo. "Isso (essa revelação) iria fragilizar a história e acabaria com o combustível eleitoral dele", afirmou, sem citar nomes.
Luiz Sefer lembrou que a adolescente que o acusou tinha dois telefones celulares. Um dado por seu pai. O segundo teria sido dado pela mãe de uma amiga. Ele disse que contou para a delegada responsável pelo caso sobre esse segundo celular, mas que nenhuma providência foi tomada para descobrir quem, de fato, dera o aparelho para a adolescente, com qual finalidade e com quem ela mantinha contato por telefone. Ainda segundo ele, a delegada perguntou para a jovem qual era o número desse celular. A menina respondeu que não sabia. "E a delegada contentou-se com essa informação", disse, para acrescentar: "Nesse celular, está a verdade. Com quem ela falava, com quem ela saía etc".
Mais aqui > Câmara Criminal Isolada absolve Luiz Afonso Sefer ...
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Thursday, October 6, 2011
Câmara Criminal Isolada absolve Luiz Afonso Sefer acusado de pedofilia
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Por maioria de votos, a 3ª Câmara Criminal Isolada absolveu, na sessão desta quinta-feira, 6, o médico e ex-deputado LUIZ AFONSO SEFER (foto), da acusação de estupro e atentado violento ao pudor contra a menor S. B. G. O relator do recurso de apelação penal, desembargador João Maroja, acolheu o argumento da defesa de insuficiência de provas para a condenação do réu. O voto do relator foi acompanhado pelo voto do revisor da apelação, desembargador Raimundo Holanda. O juiz convocado Altemar da Silva Paes foi o único a divergir, votando pela manutenção da condenação.SEFER havia sido condenado a 21 anos de prisão pela juíza Maria das Graças Alfaia Fonseca, titular da Vara Penal de Crimes Contra Crianças e Adolescentes de Belém, em 6 de junho de 2010, sob a acusação de ter abusado sexualmente de uma menor por quatro anos. A defesa recorreu da sentença para o Tribunal de Justiça do Pará (TJPA), sendo concedida a época liminar para que o réu aguardasse julgamento de recurso em liberdade.
Segundo denúncia do Ministério Público, em meados de 2005, LUIZ AFONSO SEFER teria trazido a menor do município de Mocajuba para ser companhia de uma criança em sua casa. Ainda conforme o MP, o réu teria abusado sexualmente da menina já nos primeiros dias estadia, além de também agredi-la fisicamente. A prática criminosa teria começado quando a menina tinha 9 anos de idade.
Em julgamento de recurso realizado hoje, a defesa do acusado, representado pelos advogados Márcio Tomas Bastos e Oswaldo Serrão, sustentou que não havia provas suficientes para atribuir a autoria do crime ao réu. Além disso, alegou que a palavra da ofendida seria prova insuficiente para a condenação, que o acusado não tinha perfil psicológico de abusador e que não havia precisão nem sobre o período e nem sobre a quantidade de vezes em que o abuso teria sido praticado.
O relator do recurso acolheu os argumentos da defesa, destacando que o núcleo das acusações residia apenas no depoimento da vítima e que havia dúvidas sobre a autoria do crime. Desta forma, invocando o princípio do “in dúbio pro reo”, a qual afirma que em caso de dúvida, o réu deverá ser o favorecido, o relator votou pela absolvição do acusado, sendo acompanhado pela maioria dos integrantes da Câmara. (Fonte: site do TJE)
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A desembargadora Maria de Nazaré Saavedra Guimarães acatou o recurso dos moradores do assentamento “Newton Miranda”, em Outeiro, e voltou atrás na sua decisão de reintegrar a área de 62 hectares à Delta Publicidade, pertencente aos irmãos Rômulo e Ronaldo Maiorana. Fica mantida, portanto, a decisão da juíza Ellen Bemerguy Peixoto, da 2ª Vara Cível do Distrito de Icoaraci, que em agosto passado rejeitou pedido de reintegração de posse formulado pela empresa. As cerca de 800 famílias que residem na área comemoram muito a decisão no final da tarde de ontem.
Na sua decisão, a magistrada afirma que a Delta não cumpriu o artigo 526 do Código de Processo Civil (CPC), que determina a comunicação do recurso impetrado (no caso o agravo) ao juízo singular, no prazo de três dias. “O não cumprimento do disposto neste artigo implicará a ausência de pressuposto extrínseco de admissibilidade recursal, consistente em vício de regularidade formal, impondo, por via de consequência, o não conhecimento do recurso”, disse a desembargadora na decisão. A comunicação à juíza de Icoaraci ocorreu 15 dias depois da interposição do agravo no Tribunal de Justiça, totalmente fora do prazo legal.
Pela manhã, entretanto, o clima era de tensão no assentamento. A desconfiança tomava conta das famílias. No início da manhã, três veículos das Organizações Rômulo Maiorana (ORM) estiveram no local. “Os carros de imprensa do Liberal vieram intimidar a gente dizendo que já podiam fazer a reintegração de posse”, assegurou Silvio Oliveira, morador do assentamento e coordenador do Movimento Sem Teto (MTST).
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Wednesday, October 5, 2011
MPF denuncia prefeito de Monte Alegre e empresário santareno
0 comments Posted by barongan at 12:34 PMO Ministério Público Federal denunciou o prefeito de Monte Alegre (PA), Jardel Vasconcelos Carmo, e o administrador Carlos Eduardo Aires de Mendonça por irregularidades na aplicação de recursos do antigo Fundo de Manutenção e Desenvolvimento do Ensino Fundamental e de Valorização do Magistério (Fundef).
De acordo com a denúncia, a prefeitura promoveu licitação para contratar mão de obra para a construção da 1ª etapa da Escola Municipal de Ensino Fundamental São Diogo. A vencedora do procedimento licitatório foi a sociedade empresária Santarém Engenharia Ltda. (Saneng), administrada por Carlos Eduardo Aires de Mendonça, mediante proposta de R$ 46.844,00, que na ocasião, foi considerada a de menor preço.
O inicio das obras foi autorizado após a assinatura do contrato, que previa o pagamento dos serviços depois da apresentação de boletim de medição, ao término de cada etapa, e vistoria por agentes da prefeitura. Entretanto, o prefeito teria ordenado o pagamento de R$ 23.422,00 à Saneng, sem que houvesse prova da efetiva prestação dos serviços.
Após fiscalizações no município, a Controladoria-Geral da União (CGU) informou ter constatado que as obras da Escola São Diogo encontravam-se inacabadas e paralisadas, existindo, inclusive, grande quantidade de materiais de construção sob risco de perecimento no depósito da Prefeitura.
“O empresário denunciado, mesmo ciente de que sua empresa não havia cumprido o acordado, aceitou o pagamento indevido, firmando de próprio punho o recibo emitido contra a prefeitura. Com isso, ele foi cúmplice no desvio praticado pelo prefeito, tendo, inclusive, tirado proveito econômico do delito”, ressaltou a procuradora regional da República Valquíria Quixadá.
O Ministério Público Federal pediu ao Tribunal Regional Federal o recebimento da denúncia e a condenação dos acusados por crime de responsabilidade. (DOL)
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Cerca de 800 famílias vivem na área de 62 hectares, em Outeiro (Foto: Wagner Almeida)
A desembargadora Maria de Nazaré Saavedra Guimarães, da 4ª Câmara Civil Isolada do Tribunal de Justiça do Estado (TJ/PA), suspendeu, no último dia 27, a decisão da juíza Ellen Bemerguy Peixoto, da 2ª Vara Cível do Distrito de Icoaraci, que em agosto passado rejeitou pedido de reintegração de posse formulado pela Delta Publicidade, pertencente aos irmãos Ronaldo e Rômulo Maiorana Júnior, da área de 62 hectares na localidade de Tucumaieira, no Distrito de Outeiro.
A desembargadora reintegrou a área à empresa e autorizou ainda a utilização de força policial para o cumprimento da decisão. Moradores do assentamento Newton Miranda, que abriga as famílias, interditaram a ponte que dá acesso à ilha, na manhã de ontem, em protesto contra a decisão da magistrada. Os ocupantes prometem resistir a qualquer desocupação e a situação está tensa na área.
Para justificar sua decisão, a magistrada ressalta que “numa análise preliminar” a Delta teria comprovado a posse da área, “consumindo inclusive energia elétrica no local”, citando contas de energia juntadas ao recurso que mostrariam, segundo ela, o “consumo de energia regular no imóvel em questão desde o ano de 2010”. Ainda segundo o despacho, a empresa estaria realizando uma obra no local.
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