Showing posts with label Poder Legislativo. Show all posts
Showing posts with label Poder Legislativo. Show all posts

Thursday, October 20, 2011

O promotor de justiça Arnaldo Azevedo deve oferecer hoje mais uma denúncia criminal sobre as fraudes na folha de pagamento da Assembleia Legislativa do Estado (Alepa). Desta vez, os denunciados devem ser os ex-funcionários da Casa Bruno Leal Fonseca e Bruna Nascimento Figueiredo. Segundo já apurou o Ministério Público do Estado (MPE), a dupla tinha em seus contracheques diferença entre crédito bancário e folha de pagamento. O promotor deve convocar hoje a imprensa para detalhar o conteúdo da denúncia criminal.

Segundo apurou o Ministério Público, o crédito bancário dos dois funcionários era muito superior ao que constava na folha de pagamento emitida pela Assembleia Legislativa. Bruno Leal Fonseca, por exemplo, foi funcionário comissionado no gabinete do deputado estadual Gabriel Guerreiro (PV) de 2008 a 2010, onde recebia vencimentos de R$1.800. No entanto, o MP verificou que Fonseca recebia muito mais do que isso, por meio de benefícios concedidos aleatoriamente, como triênios ou férias. Durante o período em que trabalhou na Alepa, Bruno deveria ter recebido R$10.610,54, mas o MP verificou que o valor depositado na conta dele durante este tempo foi de R$50.614,29 - uma diferença de cerca de R$40 mil.

O caso de Bruna Nascimento Figueiredo é parecido. De acordo com as investigações do MP, a funcionária trabalhou na Alepa de 2006 a 2010 como comissionada, e era vinculada ao gabinete do ex-deputado estadual Ítalo Mácola. O salário de Bruna seria de R$ 980, mas o MP apurou que ela também tinha valores "enxertados", fazendo com que o valor depositado em sua conta fosse muito maior do que o que constava na folha de pagamento da Assembleia. Nos quatro anos em que trabalhou na Alepa, Bruna deveria ter recebido R$14.253.62, mas a cifra depositada no banco durante este tempo foi de R$312.253,62 - uma diferença de exatos R$ 298 mil. Havia meses em que Bruna recebia cerca de R$ 20 mil a título de triênios, por exemplo. (Fonte: Amazônia)

Wednesday, October 19, 2011

Prestando esclarecimentos aos senadores das Comissões de Meio Ambiente (CMS) e de Educação (CE) há mais de meia hora, o ministro do Esporte, Orlando Silva, rechaçou todas as acusações contra ele publicadas pela imprensa desde o último fim de semana. Daqui a pouco começarão as perguntas dos senadores para o ministro. Ele negou que tenha recebido recursos desviados de convênios de sua pasta e também negou que seu partido, o PCdoB, pratique "caixa dois" com dinheiro público.

O senador classificou como "acusação vil e mentirosa" a reportagem da revista Veja com denúncias feitas pelo ex-policial militar João Dias Ferreira contra ele. O ministro disse que a revista o expôs a um "linchamento público sem provas".

- Querem tirar um ministro de estado do governo no grito, acham que só acusações sem provas são suficientes, querem um processo sumário. Não houve, não há e não haverá qualquer prova que sustente esse ataque grosseiro que recebi - disse o ministro.

Orlando Silva também chamou seu acusador de "delinqüente" e afirmou que foi a entidade de João Dias Ferreira que desviou recursos do ministério. O ministro acrescentou que vai processar o acusador e a revista. (Site do Senado)

Apontada pelo Ministério Público do Estado (MPE) como mais uma possível funcionária "fantasma" da Assembleia Legislativa do Estado do Pará (Alepa), a médica Tânia do Socorro Souza Chaves pediu ontem a demissão do cargo de auxiliar legislativo, que ocupava desde 1985 na Alepa. Segundo o procurador geral da Assembleia, Sebastião Godinho, Tânia deu entrada no pedido de exoneração no início da tarde de ontem. De acordo com as investigações do MPE, tudo indica que a médica reside em São Paulo há mais de 10 anos, tempo em que continuou recebendo religiosamente os vencimentos da AL, cerca de R$2.300 ao mês.

De acordo com as informações do procurador geral da Assembleia, Tânia não recebia os vencimentos desde 1º de maio deste ano. Segundo Godinho, a servidora havia entrado com pedido de licença de dois anos para tratar de assuntos particulares, sem remuneração. Este tipo de afastamento é previsto no Regime Único dos Servidores, de acordo com o procurador. "O fato é que, desde maio deste ano esta servidora não recebe da Assembleia Legislativa devido a esta licença", garantiu Godinho. No entanto, apenas em 2010, documentos obtidos pelo MP revelam que Tânia recebeu quase R$40 mil. Considerando o período entre 2000 e 2010, essa cifra salta para R$218.622,26.

Segundo vem apurando o promotor de justiça Nelson Medrado, de 2000 a 2008, Tânia atuou na seção do Diário Oficial da Alepa, e depois passou a trabalhar na seção de composição de anais do Legislativo. De acordo com o promotor, Tânia transferiu o registro do Conselho Regional de Medicina (CRM) para São Paulo no ano de 1992 - ou seja, as evidências indicam que ela já deixou o estado do Pará há mais de 10 anos. Atualmente, Tânia chefia a seção técnica de saúde do Instituto de Infectologia Emílio Ribas, vinculado ao governo de São Paulo, onde cumpre expediente de 40 horas semanais.

O promotor de justiça Nelson Medrado afirmou que, até a noite de ontem, ainda não havia sido comunicado oficialmente sobre o pedido de demissão da servidora. Atualmente, Medrado investiga outros oito casos de possíveis funcionários fantasmas na Alepa, todos detectados a partir de denúncias ao Ministério Público. Os nomes dos investigados ainda não podem ser divulgados, pois o MP ainda aguarda o envio de documentações comprobatórias. De acordo com o promotor, se for detectado que os servidores receberam dinheiro indevidamente, será movida ação civil pública para a devolução dos valores ao erário, a exemplo de outras ações já movidas pelo órgão ministerial. (Amazônia)

Saturday, October 15, 2011

O Ministério Público do Estado (MPE) investiga o caso de mais uma funcionária fantasma na Assembleia Legislativa do Estado (Alepa). O promotor de Justiça Nelson Medrado, responsável pela investigação, descobriu que Tânia do Socorro Souza Chaves é funcionária da Alepa desde o ano de 1985, embora resida em São Paulo, onde atua como médica. Segundo o promotor, Tânia transferiu o registro do Conselho Regional de Medicina (CRM) para São Paulo em 1992 - o que indica que ela já deixou o Pará há mais de dez anos. O promotor enfatiza que as investigações ainda estão no início, mas já vislumbra mais uma ação de improbidade administrativa com pedido de devolução de valores ao erário público.

O promotor Nelson Medrado começou a apurar o caso a partir de denúncias recebidas no MP. Segundo documentos já reunidos pelo promotor, Tânia chefia a seção técnica de saúde do Instituto de Infectologia Emílio Ribas, vinculado ao governo de São Paulo, onde cumpre expediente de 40 horas semanais. "Ela também já trabalhou em prefeituras de São Paulo, como Osasco e Piracicaba. Ou seja, ela está trabalhando em São Paulo e não poderia cumprir expediente na Alepa, de onde vem recebendo regularmente", aponta o promotor de justiça responsável pelo caso.

Na Assembleia Legislativa, Tânia recebe atualmente cerca de R$2.300 reais. Apenas no ano de 2010, documentos revelam que a Tânia recebeu quase R$40 mil, considerando o período entre 2000 e 2010, essa cifra salta para R$ 218.622,26. De acordo com Medrado, Tânia não atuava como médica na Alepa, ela foi admitida como auxiliar legislativa em 1985. "De 2000 a 2008, ela esteve lotada na seção do Diário Oficial, e depois passou a trabalhar na seção de composição de anais do Legislativo, onde estaria até hoje", apontou. Ou seja, Tânia figurou como funcionária da Alepa durante o mandato de vários presidentes, entre eles Martinho Carmona, Mário Couto e Domingos Juvenil.

Segundo o promotor, o nome de Tânia consta na folha de pagamento da Alepa até, pelo menos, março de 2011. "Já pedi mais informações para a Alepa sobre a situação dessa funcionária. Quero ver a ficha funcional dela, saber onde ela está lotada, ou se está de licença", acrescentou Medrado, que deve começar a chamar outros servidores da Alepa para ouvir em depoimento. "Quero saber quem atestava a frequência dessa servidora durante todo este tempo", justifica Nelson Medrado. Uma das funcionárias que deve ser ouvida pelo promotor é Maria Souza Lima, que chefia a seção do Diário Oficial na Alepa. O promotor Nelson Medrado está longe de encerrar as investigações sobre funcionários fantasmas na Alepa. Segundo ele, existem oito denúncias sendo investigadas pelo Ministério Público. (Amazônia)

Friday, October 14, 2011

O senador Demóstenes Torres (DEM-GO) defenderá, na XXI Conferência Nacional dos Advogados, a adoção das cotas sociais destinadas aos pobres em universidades públicas do país. Para o senador, a adoção desse mecanismo, desde que previsto em lei, é o único capaz de facilitar o acesso ao curso superior por parte dos menos favorecidos. "Se há necessidade de termos cotas, a necessidade é para o pobre, seja ele branco, negro, indígena, descendente de japonês ou de cigano. Defendo, com ardor, a adoção de cotas sociais para os pobres, pois essas vão fazer com que aqueles que efetivamente precisam, independentemente da cor da pele, recebam apoio", afirmou.

Em entrevista publicada no site do Conselho Nacional da OAB, sobre os pontos que pretende abordar na Conferência, o senador manifestou-se contrariamente à adoção do sistema de cotas raciais, o qual considera essencialmente injusto. Demóstenes receia que, ao se catalogar racialmente e etnicamente determinados grupos para a obtenção de benefícios, se incentive a criação de um ódio racial no Brasil. "O racismo no nosso país tem tratamento rigoroso e corremos o risco, a partir dessa discussão em torno das cotas raciais, de dividir o Brasil para dizer: este é dessa cor, aquele é daquela cor, esse é dessa raça, etc."

A polêmica em torno da adoção do sistema das cotas estará em debate a partir das 9h do dia 24 de novembro deste ano, na programação da XXI Conferência Nacional dos Advogados, evento que terá início no dia 20 de novembro. O evento será feito pelo Conselho Federal da OAB no Centro de Convenções Expo Unimed Positivo, em Curitiba (PR). (Conjur)

Friday, October 7, 2011

O prêmio "Veado de Ouro" de 2011 já tem dono: é o deputado federal Jean Wyllys (PSOL), um dos principais ativistas da causa LGBT em Brasília. A honraria será concedida ao parlamentar na Festa da Chiquita, em Belém, no próximo sábado (08/10). Tradicional na capital desde os anos 70, a comemoração é considerada por muitos o embrião das paradas gays brasileiras.

Apesar de ter sido eleito com certa desconfiança por ser um ex-BBB, Jean Wyllys ganhou moral com o movimento LGBT ao longo do ano e é, inclusive, um dos indicados ao prêmio de parlamentar do ano, organizado pelo site Congresso em Foco. (JB Online)

O Tribunal de Justiça do Estado (TJE) julgou, ontem, três pleitos de vereadores dispostos a mudar de partido, mas interessados em permanecer nos mandatos. Um foi concedido, outro foi negado e o terceiro foi arquivado. A decisão tem reflexo nas eleições municipais do próximo ano. A vereadora Tereza Coimbra, de Belém, foi a única autorizada a mudar de partido sem que seja punida com a perda do mandato por causa de infidelidade partidária. Ela deixa o PDT alegando discriminação. O desfecho permitirá que Tereza se candidate nas próximas eleições como filiada de outro partido sem riscos de ficar sem o mandato atual.

A mesma sorte não teve a vereadora Maria Creonilda, de Belterra, interessada em deixar o PT, mas continuar na Câmara daquele município. O relator do processo, André Bassalo, explicou que a alegada discriminação não foi confirmada. As testemunhas da vereadora sustentaram o constrangimento, mas baseadas em conversas com a própria parlamentar. Ela deve ficar no PT se quiser completar seu mandato e concorrer em 2012. O terceiro caso foi arquivado porque o autor da ação, vereador Maurício Corrêa (foto) demorou quase um ano para recorrer à Justiça, ultrapassando o prazo legal. Mas a situação mereceu análise do pleno porque, embora o parlamentar tenha comunicado a desistência do caso, o PMDB, envolvido na acusação, preferiu julgar o mérito.

Thursday, October 6, 2011

O projeto de lei do Senado que concede a ex-servidores demitidos durante o governo Collor a possibilidade de pedir reintegração ao trabalho foi aprovado nesta quarta (5) na Comissão de Constituição e Justiça e Cidadania do Senado. A matéria segue agora para o plenário da Casa, e se aprovada, a anistia será concedida aos que foram "exonerados ou demitidos com violação de dispositivo constitucional ou legal; despedidos ou dispensados dos seus empregos com violação de dispositivo constitucional, legal, regulamentar ou de cláusula constante de acordo, convenção ou sentença normativa; e exonerados, demitidos ou dispensados por motivação política, devidamente caracterizada, ou por interrupção de atividade profissional em decorrência de movimentação grevista".

Sunday, October 2, 2011

Mônica Pinto, em entrevista ao jornal O liberal, edição deste domingo, diz que irregularidades na Assembléia ainda correm soltas.
Trechos da entrevista:
-Mônica: (...) "Todos os deputados têm conhecimento, não só em relação às fraudes na folha de pagamento, como também no caso dos convênios, das licitações, dos funcionários fantasmas. Veja o caso dos vales-alimentação, por exemplo. Como os deputados podem dizer que não sabem, se cada um recebe 20 pacotes de vale-alimentação? Os deputados não têm direito a receber vale-alimentação."
-O Liberal: Quer dizer que os deputados recebem um benefício que seria destinado apenas aos funcionários?
-Mônica: "Isso. É destinado a alguns funcionários. Nem todos recebem. Estagiário não recebe. Funcionários que são cedidos pra outros órgãos não recebem. E, mesmo assim, todos os deputados recebem. E não é um vale, não. Na época em que eu estava lá, recebiam 20 pacotes de R$ 600 cada"
O Liberal: Os deputados continuam recebendo esses vales?
Mônica: "Eu não tenho certeza disso. Não estou mais lá, mas creio que sim. As informações que tenho é que continuam recebendo. Não diminuíram a quantidade de vales comprados (...)"
-O Liberal: Você mencionou que convênios também são alvo de fraudes, fato que está sendo investigado pelo Ministério Público. Como funcionam as fraudes nos convênios?
-Mônica: "Cada deputado recebe um percentual daquele valor que é liberado para o determinado projeto. Por exemplo, digamos que a Assembléia fez um convênio com uma associação de idosos, no valor de R$ 100 mil. Muitas das vezes não vai nem um real para tal associação. É apenas uma forma de justificar a saída desse dinheiro para os bolsos dos deputados. Também existem associações fantasmas... Existem aquelas que recebem um determinado valor, e o resto vai para o bolso dos deputados. É assim que funciona. Da mesma forma que funcionam as licitações".
Outras declarações feitas por Mônica:
"Os deputados não têm interesse (em criar uma CPI). Estão completamente comprometidos".

"Eu sabia que a médica Paula Roberta Ferreira, fantasmas na Assembléia e no Hemopa tinha uma ligação muito forte com o Domingos Juvenil, pessoal. Dizem que amorosa, mas eu nunca vi".

"Tudo na época do Juvenil foi agravado. Ele não tinha responsabilidade. Fazia tudo sem o menor respeito, sem a menor preocupação (...)"

Wednesday, September 28, 2011

O promotor de justiça Nelson Medrado investiga duas funcionárias da Assembleia Legislativa do Pará (Alepa) que acumulam ilegalmente cargos no Legislativo e em outros órgãos. Madalena Maria de Castro Ribeiro e Maria de Fátima da Silva Medeiros constam como funcionárias da Casa desde os anos 80, mas acumulam outros cargos públicos: a primeira é concursada do Estado desde 1988, atuando como fiscal de receitas estaduais da Sefa, e a segunda é técnica bancária no Banco do Estado do Pará (Banpará) desde 1985. Ou seja, as duas acumulam cargos públicos ilegalmente há mais de 20 anos.

O promotor Nelson Medrado diz que as duas funcionárias não comparecem ao trabalho no Legislativo, onde têm vencimentos de cerca de R$7 mil. Os Procedimentos Administrativos Preparatórios (PAD’s) que apuram o caso foram instaurados por Medrado no início deste mês e já caminham para a sua fase final. O resultado da investigação pode gerar novas ações por improbidade administrativa, onde provavelmente as funcionárias terão de devolver o dinheiro recebido indevidamente.

Madalena Maria de Castro Ribeiro é funcionária da Alepa desde 1988. Ela foi nomeada para cargo técnico por meio do Decreto Legislativo 072/88. No entanto, em 1990, Madalena foi aprovada em um concurso público da Secretaria de Estado de Fazenda (Sefa), onde, desde então, passou a atuar como fiscal de receitas estaduais. "Nos odis lugares, a carga horária dela era de 30 horas semanais, ou seja, além da acumulação ilegal de cargos, há uma incompatibilidade de horários, não haveria como ela trabalhar nos dois lugares", informou o promotor Nelson Medrado.

O caso da funcionária Maria de Fátima da Silva Medeiros é parecido. Segundo as investigações do Ministério Público do Estado, ela foi admitida na Alepa também por meio de decreto legislativo de janeiro de 1985. No entanto, em julho do mesmo ano, ela foi nomeada como técnica bancária no Banpará. Atualmente, a funcionária está lotada na seção do Diário Oficial na Alepa, recebendo salário de cerca de R$7 mil. Agora, o promotor de justiça quer saber quem era responsável por atestar a frequência das duas servidoras na Alepa. Após a conclusão dos trabalhos, o promotor vai pedir a devoluação do dinheiro aos cofres públicos. (Amazônia)

Tuesday, September 27, 2011

O Ministério Público do Estado ingressou ontem (26) com uma ação civil pública por improbidade administrativa contra o ex-presidente da Assembleia Legislativa do Pará (Alepa) Domingos Juvenil (PMDB); contra a médica e ex-funcionária da Casa Paula Roberta Ferreira; e contra a servidora da Alepa Paulina do Socorro da Costa Nascimento. Assinada pelo promotor de justiça Nelson Medrado, a ação se baseia no fato de que a médica Paula Roberta era concursada do Hemopa e estava cedida para o gabinete de Juvenil, na Alepa, mas não trabalhava efetivamente em nenhum dos dois locais, recebendo os vencimentos normalmente, que totalizavam quase R$ 7 mil. Os três terão que devolver R$ 241.282,14 ao erário, valor que a médica recebeu indevidamente na Alepa e no Hemopa.

Segundo apurou o MPE, Paula Roberta entrou na Alepa em 2007, por meio de contratação na Divisão de Saúde da Casa. Em 2008, a médica foi aprovada em concurso público da Fundação Hemopa de Castanhal, no entanto continuou recebendo o vencimento da Alepa normalmente, acumulando os dois salários. Em 2009, curiosamente, Paula foi cedida para a Alepa, passando a "trabalhar" no Gabinete Civil e, posteriormente, no Gabinete da Presidência, ocupada à época por Domingos Juvenil.

Ex-presidente "patrocinou ilegalidades"

Na ação civil pública, o promotor de Justiça Nelson Medrado destaca a responsabilidade do ex-presidente da Assembleia Legislativa do Pará (Alepa) Domingos Juvenil (PMDB), no caso da médica fantasma. Para Medrado, Juvenil deixou de exercer apropriadamente suas atribuições e "patrocinou a série de ilegalidades", já que requereu a cessão de servidora e permitiu que recebesse seus vencimentos sem atender ao expediente normal. "Na qualidade de presidente da Alepa à época, deveria ter realizado a fiscalização das folhas de pagamento dos servidores", diz Medrado na ação.

Segundo afirma o promotor de justiça na ação civil pública, a conduta de improbidade administrativa de Juvenil, Paula Roberta Ferreira e Paulina Nascimento está designada na Lei 8.429/92, em especial nos seus artigos 9º e 10º. No caso de Juvenil, a omissão que ensejou a perda patrimonial também configura improbidade administrativa, conforme o artigo 10º da lei. "Foi essa a conduta praticada pelo requerido Domingos Juvenil Nunes de Souza, o qual é o responsável pela contratação pela Alepa e pela cessão do Hemopa, além de ter a responsabilidade pela verificação do cumprimento dos requisitos exigidos para posterior pagamento dos servidores", ressalta Medrado. Para o promotor, ao deixar de exercer a supervisão do órgão, Juvenil referendou a atitude de Paula Roberta.

Pedido - Além do ressarcimento de R$241.282,14 aos cofres públicos, o promotor pede, ao final da ação, que os acusados sejam condenados, no que couber, com base nas sanções previstas no artigo 12 da Lei de Improbidade: perda da função pública (se ao tempo da apreciação estiverem no exercício do cargo), suspensão de direitos políticos pelo prazo de cinco a oito anos, pagamento de multa civil e proibição de contratar com o poder público ou receber benefícios ou incentivos fiscais ou creditícios, direta ou indiretamente, ainda que por intermédio de pessoa jurídica da qual seja sócio majoritário, pelo prazo de dez anos. (Amazônia)

Sunday, September 25, 2011

O presidente do Senado, José Sarney, comunicou ao Plenário, na última quarta-feira (21/9), os nomes dos integrantes da Comissão de Juristas instituída pela Presidência do Senado para elaborar o anteprojeto de Código Penal. Sarney ressaltou que a participação dos juristas não será remunerada, constituindo serviço público relevante prestado ao Senado Federal. As despesas logísticas necessárias ao funcionamento da comissão deverão ser aprovadas em Plenário. Entre os indicados está o colunista da ConJur Luiz Flávio Gomes.

Também foram indicados para integrar a Comissão de Juristas o ministro do Superior Tribunal de Justiça, Gilson Dipp, que a presidirá; a ministra do STJ Maria Teresa Moura; Antonio Nabor Areias Bulhões; Emanuel Messias de Oliveira Cacho; Gamil Föppel El Hireche; o desembargador do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro José Muiños Piñeiro Filho; a defensora Juliana Garcia Belloque; a procuradora Luiza Nagib Eluf; o procurador Luiz Carlos Gonçalves; o promotor Marcelo André de Azevedo; Marcelo Leal Lima Oliveira; Marcelo Leonardo; professor René Ariel Dotti; e Técio Lins e Silva.

O presidente da casa legislativa informou que fazia o comunicado atendendo a requerimento encaminhado pelo senador Pedro Taques (PDT-MT), que agradeceu em Plenário, lembrando que o Código Penal brasileiro, elaborado em 1940, precisa ser modernizado.

“Ficamos muito felizes com a oficialização da iniciativa, pois já apontávamos como necessário realizar mudanças no Código Penal para o desenvolvimento da sociedade brasileira. E agora, como membros de tão ilustre Comissão, procuraremos apresentar bons resultados para o país”, explica o jurista Luiz Flávio Gomes.

Para o jurista e professor, há correções importantes que precisam ser feitas no CP, por exemplo, em relação ao caso do crime de terrorismo, que não está definido na legislação atual. Outra alteração estaria nas penas dos delitos, que hoje seriam bastante incoerentes. “Mas o importante mesmo é que teremos a possibilidade de apresentar ao Brasil um Código Penal moderno, que dará à sociedade a resposta que ela espera”, conclui o professor Luiz Flávio Gomes. (Com informações da Agência Senado).

Thursday, September 22, 2011

O presidente do Senado, José Sarney, apoiou nesta quarta (21) as reivindicações do Ministério Público e do Judiciário. Eles pedem mais segurança e uma cobertura adequada de previdência, além de reajuste salarial. Sarney recepcionou os presidentes de dez entidades ligadas as duas carreiras no dia Dia Nacional de Valorização do MP e da Magistratura. Cerca de 1,3 mil procuradores e juízes se mobilizaram no Salão Negro do Congresso, onde foram recebidos pelo presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Cezar Peluso. "É preciso que todos saibam que somos nós que enfrentamos a criminalidade e a corrupção neste país", disse o presidente da ANPR, Alexandre Camanho. "Estamos aqui pedindo dignidade e não aumento salarial. Queremos a reposição das perdas inflacionárias", completou. Segundo ele, a presidenta Dilma Rousseff disse que conta com o Judiciário e o Ministério Público no combate a corrupção. “Para vencer essa luta é necessário valorizar procuradores e juízes”, afirmou. (Ag.Senado)

A Câmara aprovou hoje projeto aumentando o prazo de concessão do aviso prévio nas demissões sem justa causa. A proposta concede ao trabalhador o direito de receber até o máximo de 90 dias proporcionalmente ao tempo de serviço prestado na mesma empresa. Além dos 30 dias proporcionais aos empregados que tenham um ano trabalhado, o projeto garante o acréscimo de três dias a mais por cada ano.

Dessa forma, o trabalhador que estiver na mesma empresa por dez anos terá o direito a receber dois meses de aviso prévio - um que já tinha direito mais os 30 dias referentes aos dez anos de serviço. Para obter o máximo de 90 dias, o funcionário terá de ter 20 anos ou mais de serviço. Atualmente, o aviso prévio é concedido no máximo por 30 dias, a partir do primeiro ano de trabalho ou proporcionalmente aos meses de serviço. O projeto já foi aprovado pelo Senado e, para tornar lei, precisa agora da sanção da presidente Dilma Rousseff.

Segundo o presidente da Câmara, Marco Maia (PT-RS), a proposta não é retroativa, isso significa que o pagamento não deve ser estendido para os que já foram demitidos antes da publicação da lei.

Mas o deputado Paulo Pereira da Silva (PDT-SP), presidente da Força Sindical, vai orientar os sindicatos a recorrerem à Justiça. Segundo o dirigente sindical, a legislação atual garante o prazo de dois anos para que o trabalhador reclame perdas trabalhistas na Justiça, portanto, na avaliação dele, os demitidos neste período poderiam entrar com ações. Paulinho afirmou que cerca de 30 milhões de trabalhadores perderam emprego nos últimos dois anos.

Em junho, quando o Supremo Tribunal Federal (STF) iniciou o julgamento, suspenso desde então, de ações sobre o aviso prévio proporcional, especialistas ouvidos pelo Estado afirmaram que a regra deve ser aplicada apenas ao empregador e não deve atingir o funcionário que pede demissão. De acordo com esse entendimento, o artigo da Constituição, regulamentado pela lei, fala de direitos dos trabalhadores e não do direito dos empregadores.

O projeto foi aprovado pelo plenário em votação simbólica, sem o registro dos votos no painel eletrônico, em um acordo entre os líderes partidários. Os senadores aprovaram a proposta em 1989 e, depois de duas décadas, o presidente da Câmara, Marco Maia (PT-RS), decidiu tirá-lo da gaveta para não deixar o Legislativo a reboque do Supremo Tribunal Federal. Recentemente, Marco Maia obteve a clara sinalização do ministro Gilmar Mendes, relator das ações no Supremo, de que o tribunal não iria segurar a conclusão do julgamento suspenso no final de junho. (estadão.com.br)

Ontem (21), o vereador Nélio Aguiar (PMN), na Tribuna da Camara Municipal de Santarém defendeu a instalação de radares nas ruas de Santarém, para controlar o trânsito, que ele considera abusivo e a ampliação de ciclovias, inclusive que uma delas seja instalada no parque da cidade. “É preciso que a gestão municipal tome providências, não podemos ver as pessoas no trânsito se matarem e matarem as outras. Com a colocação de radares nas ruas, nós vamos ter o controle da velocidade, com a fiscaliza de condutores que não respeitam o sinal vermelho e avançam, colocando em risco suas vidas e de outras pessoas”, disse o parlamentar, acrescentando que a medida pode ser impopular, mas para ele não é isso que importa. “o importante é que está em jogo à vida humana e nós precisamos que os motoristas respeitem a velocidade, eles não podem passar em frente a uma escola a 80 quilômetros por hora”, define o vereador.

Tuesday, September 20, 2011

A Comissão de Educação, Cultura e Esporte (CE) do Senado colocou na pauta de discussão desta semana uma proposta que altera a data dos feriados no Brasil. O projeto da Câmara (PLC 108/09) transfere automaticamente para as sextas-feiras os feriados nacionais que caírem em outros dias úteis. Na comissão, o relator é o senador Flexa Ribeiro (PSDB-PA).

Pela proposta, alguns feriados como 1º de janeiro (Confraternização Universal), 7 de setembro (Independência) e 25 de dezembro (Natal) continuam a ser comemorados nas datas tradicionais. Aqueles que caíram no sábado ou no domingo também não seriam transferidos para a sexta-feira. O relator na CE, senador Flexa Ribeiro (PSDB-PA), acrescenta entre as exceções os feriados de 12 de outubro (Dia de Nossa Senhora Aparecida, Padroeira do Brasil) e de Corpus Christi (cuja data é variável, mas sempre uma quinta-feira).

Diretores e alunos do Colégio Batista com vereadores

Na sessão de ontem (19), a Câmara Municipal de Santarém conferiu ao Colégio Batista, o diploma de Moção de Aplausos, solicitado pela vereadora Marcela Tolentino, pela conquista do 1º lugar na Prova do Exame de Avaliação do Ensino Médio (ENEM). Estudantes, professores e diretores do colégio, lotaram das dependências da Câmara para valorizar ainda mais a homenagem do Poder Legislativo santareno.

O Enem é o maior exame do Brasil, que conta com mais de 4,5 milhões de inscritos divididos em 1.698 cidades do país. O Colégio Batista alcançou a nota 648,96 e foi o que obteve o melhor desempenho em todo o município, ficando acima da média nacional e estadual. No ranking paraense o mesmo se destaca em 8º lugar.

  • Das 100 escolas melhores no ranking nas avaliações do ENEM 2010 apenas 13 são públicas, o que demonstra um baixíssimo índice de desempenho do ensino público.
  • Em Santarém das escolas públicas que aparecem no ranking, 3 são escolas públicas conveniadas:

- Escola São Raimundo Nonato – 590 pontos

- Escola São José – 577 pontos

- Escola Diocesana São Francisco – 562 pontos

Das escolas Privadas de Santarém:

- Colégio Batista – 648 pontos

- Colégio D. Amando – 630 pontos

- Centro educacional Cristo Salvador – 616 pontos.

(Fonte: Boletim da CMS - Foto: O Impacto Online)

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...
 

FREE HOT VIDEO | HOT GIRL GALERRY