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Tuesday, October 25, 2011

O Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep) pode divulgar ainda hoje (25) os gabaritos oficiais do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) de 2011. Os candidatos que participaram das provas no fim de semana poderão ter uma noção de seu desempenho, mas a certeza sobre o resultado atingido só sai em janeiro, quando forem publicados os boletins individuais.

Isso porque a a metodologia utilizada no Enem, a Teoria de Resposta ao Item (TRI), tem um esquema complexo para avaliar as habilidades de cada candidato e não depende apenas do número de acertos e erros do estudante, como nos vestibulares tradicionais, mas do nível de dificuldade de cada item.

Uma questão que teve baixo índice de acertos é considerada “difícil” e, portanto, tem mais peso na pontuação final. Aquelas que têm alto índice de acertos são classificadas como “fáceis” e contam menos pontos na nota final do candidato. Dessa forma, dois participantes que acertaram o mesmo número de itens poderão ter médias finais diferentes, dependendo do nível de dificuldade de cada uma dessas questões.

Para o pesquisador do tema e gerente da Avaliação Educacional, Renato Júdice, “tudo que é novo assusta”, mas ele acredita que dentro de algum tempo a população estará mais acostumada com esse modelo. Segundo ele, a vantagem da TRI em relação aos modelos clássicos é que ela vai além da análise de quem acertou mais e permite identificar o que o aluno sabe.

“A TRI procura estimar até que ponto o aluno consegue chegar e não simplesmente se ele acertou ou errou. Essa é a diferença crucial em relação à teoria clássica, que é muito apropriada para o concurso público em que o único objetivo é simplesmente selecionar. A TRI é um modelo mais refinado porque consegue ir além da seleção e me permite dizer o que o aluno sabe ou não”, compara.

Júdice usa uma comparação simples para facilitar a compreensão da teoria. Em uma prova de salto com vara, um competidor consegue sucesso em todas as tentativas com o obstáculo posicionado a 1,5 metro do chão. Já o outro atleta também acerta todos os pulos, mas atinge alturas superiores nos saltos, chegando até a 2 metros. Portanto, o segundo competidor tem uma proficiência melhor do que o primeiro.

“Quantas questões você acertou não me diz muito sobre a sua real dificuldade. Eu preciso ir aumentando o grau de dificuldade para ver até onde você consegue chegar”, explica o pesquisador.

Na TRI não existe uma pontuação máxima e mínima que o candidato pode atingir – com exceção da redação, que não é corrigida por esse modelo e cuja nota varia de 0 a 1000. A partir das notas obtidas pelos participantes, o Inep constrói uma escala de notas máximas e mínimas que permite ao aluno comparar seu desempenho com o dos demais estudantes. Essas informações também são divulgadas com os boletins individuais.

No ano passado, por exemplo, a nota mínima em matemática foi 313,4 e a máxima 973,2 pontos. Já em linguagens variou de 254 a 810, 1 pontos. Em ciências humanas, a maior nota foi 883,7 e a menor 265,1 pontos. Na prova de ciências da natureza os desempenhos variaram entre 297,3 e 844,7 pontos. (estadão)

Sunday, October 23, 2011

A Universidade da Amazônia (Unama) lança nova edição da Especialização em Jornalismo, Cidadania e Políticas Públicas. A nova edição do curso de pós-graduação lato sensu a terá início com um ciclo de seminários temáticos que ocorrerão de 25 a 27 de outubro no campus Quintino com a participação de profissionais e acadêmicos da área de jornalismo. Nesta terceira edição, a especialização começa com um diferencial, que é promover três dias de seminários que já serão incorporados nos componentes curriculares dos alunos.

Os seminários marcam o início da mais nova turma da especialização da universidade e visam a proporcionar aos alunos um espectro amplo das temáticas e objetivos trabalhados pelo curso. O primeiro dia (25) terá a participação da professora Vânia Torres, doutora em Comunicação pela Universidade Federal Fluminense (UFF) e coordenadora adjunta do curso de Comunicação Social da Unama, e do jornalista de O LIBERAL Lázaro Moraes, que discutirão a temática "Jornalismo, estereótipo e sensacionalismo: que cidadania queremos?". No dia 26 é a vez da professora doutora em Ciência Política Marise Morbach, que tratará do tema "Mídia, política e opinião pública na Amazônia". O último dia terá a participação do editor chefe do Jornal Amazônia e professor da Unama, Antonio Carlos Pimentel, e da assessora de comunicação do Ministério Público Federal do Pará, Helena Palmquist, que debaterão o tema "Jornalismo e poder: fontes, vigilância e políticas públicas".

As inscrições para o curso ainda podem ser feitas no portal da Unama na internet (www.unama.br) ou pelos telefones 4009-3344 e 4009-3310. Mais informações podem ser solicitadas pelo e-mail: supos@unama.br . (Amazônia)

Uma ação civil pública, com pedido de liminar, tentou tornar nula duas resoluções polêmicas do Conselho Nacional de Educação (CNE) que estipularam prazos e, consequentemente, idades para o ingresso na Educação Infantil e no Ensino Fundamental. A Justiça Federal concedeu um prazo de três dias para a União se manifestar. Entretanto, o pedido não foi acatado pela Justiça Federal. Com isso, o mérito da causa ainda será apreciado. Caso aindas seja acatada pela Justiça, a ação proposta pelo Ministério Público Federal (MPF) em Pernambuco terá validade em todo o País.

O MPF pediu a anulação das Resoluções do CNE nº 01, de 14/01/2010, e nº 6, de 20/10/2010, e demais atos posteriores semelhantes, que determinaram que, a partir do próximo ano, as crianças só poderão ser matriculadas no ensino fundamental com 6 anos completos até o dia 31 de março do ano em que ocorrer a matrícula, assim como as crianças só poderão ser matriculadas na pré-escola, da educação infantil, com 4 anos completos até 31 de março.

O procurador da República Anastácio Nóbrega Tahim Júnior propõe que as crianças com 6 anos possam ser matriculadas na primeira série do ensino fundamental, desde que sua capacidade intelectual seja comprovada através de avaliação psicopedagógica. As resoluções determinaram que as crianças que completarem 6 anos após 31 de março do ano letivo deverão ser matriculadas na pré-escola, da educação infantil.

No entendimento do MPF em Pernambuco, os artigos das resoluções confrontaram dispositivos constitucionais e legais ao transgredirem o princípio constitucional da isonomia, além de não considerarem as características individuais de cada criança. O Ministério Público reforçou que a capacidade de aprendizagem da criança deve ser analisada de forma individual, já que não deve ser levada em conta exclusivamente a idade cronológica.

"A deliberação do Conselho Nacional de Educação deveria ter previsto a possibilidade de se proceder a uma avaliação psicopedagógica das crianças que pretendem ingressar na primeira série do ensino fundamental, critério de admissão que privilegiaria a capacidade de cada uma e não a sua data de nascimento, garantindo-se, com isso, tratamento isonômico", ressaltou o procurador da República responsável pelo caso.

Rede municipal já atende proposta do MPF

A rede pública municipal de ensino está preparada para atender a demanda que possa existir. A coordenadora de Educação Infantil da Secretaria Municipal de Educação (Semec), Célia Pena, afirma que as escolas foram preparadas, conforme prevê as resoluções do CNE, e todos os alunos da rede passaram para as séries seguintes sem retenção. Segundo ela, a preparação ocorreu desde o início deste ano para que não houvesse problemas.

De acordo com ela, a rede municipal é composta de 42 escolas de pré-escola, que atendem crianças entre 4 e 5 anos, 69 unidades pedagógicas e da rede conveniada e 35 unidades de Educação Infantil, que abrange a pré-escola e as creches. Célia disse que não tem como prevêr a demanda que vai chegar à rede. "Todos vão avançar e já prevemos garantir as vagas para 2012", completou. Para isso, foi ajustado o ingresso das crianças no Maternal I e II.

Bons projetos de formação de professor é que farão diferença - A pedagoga Sônia Regina Teixeira, professora do Instituto de Ciências da Educação da Universidade Federal do Pará (UFPA), afirmou que a fixação de idades é necessária para instruir os sistemas de ensino na organização da educação escolar. "Acredito que elas não tornam a educação uniforme. O que acredito que contribua para tornar o processo de educação uniforme é o fato de o ensino ser centrado no professor, a criança ser a executora e todas as crianças fazerem as mesmas atividades ao mesmo tempo", disse a doutora em psicologia.

A coordenadora do Grupo de Estudos e Pesquisas em Educação Infantil da UFPA avaliou que a mudança de concepção do que é educação, desenvolvimento, aprendizagem e ser humano é o que melhorará no ensino de um modo geral. "As resoluções referidas não têm esse poder. Essas de mudanças de concepções só ocorrerão com bons projetos de formação dos professores", sugeriu.

Sônia explicou, com base na Lei de Diretrizes e Bases (LDB) da Educação Nacional, que a educação infantil é considerada a primeira etapa da educação básica e que seria oferecida em creches, ou entidades equivalentes, para crianças de até 3 anos. E as pré-escolas, para as crianças de 4 a 6 anos.(Fonte: Amazônia)

Thursday, October 20, 2011

Da Paz está pronto para o X Festival de Ópera (Foto: Wagner Almeida)

Foram oito meses fechado para balanço, para curar as feridas provocadas pelo cupim, trocar ‘roupas’ e acabamentos desgastados pelo tempo, dar uma repaginada para se manter por mais cem anos. Em coletiva realizada ontem de manhã, o secretário de Estado de Cultura, Paulo Chaves, anunciou a reabertura do teatro-monumento fundado em 1878, após uma reforma ‘emergencial’ grande, que custou R$ 1.514.000,00 aos cofres públicos.

Gerente do Theatro da Paz na gestão 2002-2006, Gilberto Chaves voltou a comandar o espaço e lembrou que, em fevereiro deste ano, o estalo ouvido durante a apresentação da Orquestra Jovem Vale Música no local o fez conversar com o secretário e decidir pelo fechamento para obras. A isso se somou o fato de o forro do hall de entrada da casa ter desabado. - “Uma casa centenária, feita predominantemente de madeira, que foram devorados nos últimos anos por cupins arborícolas, assim como os estuques (coberturas). Nós fechamos, começamos a licitar a obra e procuramos o Instituto de Pesquisas Tecnológicas de São Paulo (IPT) para fazer vistorias e aprontar um relatório técnico, e a partir dele o que eu e a minha equipe de arquitetos, engenheiros e restauradores fizemos foi uma reforma detalhada, uma obra de salvamento”, disse Paulo Chaves.

SEM RISCOS - Afastados os riscos de destruição do patrimônio cultural do estado, Chaves argumentou que é preciso fazer uma manutenção anual no TP, no tocante a descupinização, e bimestral em aspectos mais básicos como da parte elétrica -, o TP será sede do X Festival de Ópera, a partir do dia 8 de novembro, que começa com a encenação de Tosca, de Puccini. (Amazônia)

A Escola Superior da Amazônia (Esamaz) divulgou ontem o listão com nomes dos aprovados no processo seletivo 2012-1. O certame, que aconteceu no último domingo, 16, teve todas as vagas ofertadas em onze cursos de graduação preenchidas. Os mais concorridos foram Odontologia, com sete candidatos por vaga, e Biomedicina, com cinco candidatos por vaga. As matrículas começam hoje e se estendem até o dia 29.

Os aprovados poderão se matricular na unidade de ensino da travessa São Pedro, entre avenida Tamandaré e rua Veiga Cabral, a partir de hoje até o dia 29, no horário das 8 às 20 horas, de segunda a sexta-feira, e das 8h às 12 horas, aos sábados. No dia 24 de outubro, em virtude do Recírio, não haverá expediente na instituição.

Os candidatos deverão levar os seguintes documentos obrigatórios: fotocópia do histórico e certificado de conclusão do Ensino Médio, do comprovante de residência, da certidão de nascimento ou casamento e do RG, CPF e Título, comprovante em dias com as obrigações militares e duas fotos 3x4.

Para este vestibular foram ofertadas vagas nos cursos de graduação de Administração, Biomedicina, Enfermagem, Farmácia, Fisioterapia, Licenciatura em Educação Física, Nutrição, Odontologia, Psicologia, Serviço Social e Terapia Ocupacional. (Amazônia)

Veja listão de aprovados aqui > Esamaz: Aprovados no Vestibular 2012-1

Tuesday, October 18, 2011

No próximo final de semana, o Enem (Exame Nacional do Ensino Médio) vai avaliar 5,3 milhões de candidatos, número recorde de inscrições. Os 239.864 candidatos inscritos no Pará ao Exame Nacional do Ensino Médio (Enem 2011), cujas provas serão realizadas neste sábado e domingo, devem atentar para a hora dos testes, que serão realizados no horário brasileiro de verão (de Brasília). O horário adotado pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), vinculado ao Ministério da Educação, para o Enem, é o de Brasília, pelo qual os portões dos locais de provas serão abertos às 12 horas e serão fechados às 13 horas, quando irão começar as provas. Mas, como o Pará não adota o HBV, os candidatos devem chegar às 11 horas (horário de Belém) para abertura dos portões. E atentar para o fechamento dos portões e começo das provas às 12 horas.

Friday, October 14, 2011

A atriz Claudia Raia caracterizada como Sally Bowles, sua personagem no musical "Cabaret"
Claudia Raia revelou o figurino que usará para interpretar a prostituta Sally Bowles no musical "Cabaret".

Raia sonha há 20 anos em viver Bowles no teatro. A personagem foi imortalizada por Liza Minnelli.O musical entrará em cartaz no Teatro Procópio Ferreira, em São Paulo.

Wednesday, October 12, 2011

Amanhã, a greve dos 27 mil professores no Estado completa onze dias letivos, e também não há previsão para acabar. Ontem, mais uma vez, representantes do Governo do Estado e do Sindicato dos Trabalhadores em Educação Pública do Pará (Sintepp), se reuniram na sede da Secretaria de Estado de Planejamento, Orçamento e Finança (Sepof), em Belém. O governo reafirmou que não disponibiliza de recursos para pagamento integral do piso salarial instituído pelo Ministério da Educação (MEC) e aprovado pelo Senado (Lei 11.738/2008).

Na ocasião, o Estado apresentou suas contas referentes ao orçamento e finanças para a Educação e reforçou que sem o repasse de verbas do Governo Federal (previsto pelo Ministério da Educação (MEC), que poderá ou não fazer a complementação necessária de recursos a fim de que seja pago os 100%), não há como pagar o valor integral do piso nacional para docentes no valor de R$ 1.187. Atualmente, a Secretaria de Estado de Educação paga, pelo vencimento-base, cerca de 94,5% do valor do piso.

Sérgio Bacury, secretário de Estado de Orçamento e Finanças, destacou que a receita prevista do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (Fundeb) deste ano é de R$ 1,335 bilhão. Por lei, os Estados obrigatoriamente devem gastar, no mínimo, 60% dessa verba na folha de pagamento dos professores. A Rede Estadual afirma que gasta 97% do total desse recurso em folha de pagamento, além de cerca de outros R$ 31 milhões do Tesouro do Estado destinados ao auxílio-alimentação, transporte, dentre outros. Considerando os gastos com salário, de janeiro a dezembro, considerando o 13º salário, a previsão de gasto é de R$ 1,383 bilhão, o que acaba revelando um déficit orçamentário de R$ 47 milhões.

O titular da Sepof informou ainda que, se o Estado pagasse o valor integral do piso nacional até dezembro, seriam necessários mais R$ 80 milhões. "O Estado não tem como tirar R$ 80 milhões de outro setor para resolver especificamente este problema", disse o secretário, acrescentando que, se a Seduc pagasse a integralidade do Piso desde janeiro deste ano, o valor do recurso do Fundeb teria que ser de R$ 1,5 bilhão somente para a folha de pessoal.

Para a coordenadora geral do Sintepp, Conceição Holanda, o Governo está protelando a situação desde janeiro e não apresenta proposta para colocar o fim da greve. "O Governo do Estado poderia fazer a complementação do piso, já que isso é responsabilidade do Estado e do Município, e depois aguardar a complementação do MEC. O problema é que o Governo do Estado tem receio que o MEC não faça a complementação, porque o ministério ainda avalia a solicitação e pode julgá-la prodecente ou não. O que existe é falta de financiamento e o Estado não investe em educação", afirma Conceição.

Para discutir a manutenção da greve, professores estiveram ontem à tarde reunidos na escola estadual Augusto Meira, em São Brás, e definiram pela realização, nesta sexta, 14, às 16h, uma assembleia geral da categoria no Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Pará (IFPA), na avenida Almirante Barroso, no Marco. (Amazônia)

Tuesday, October 11, 2011

Foto
MIN. FERNANDO HADDAD

O ministro Fernando Haddad (Educação) disse ontem (10) que, para fazer a reforma do ensino médio brasileiro, é necessário acabar com o vestibular. Segundo ele, a prova é o "grande mal" do processo de ingresso no nível superior. "Se fosse bom, outros países também teriam. Nós estamos em um processo de substituição do vestibular pelo que tem de mais moderno no mundo, o exame nacional", disse. Haddad ressaltou ainda a importância do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) e afirmou que seu desejo é torná-lo obrigatório no país, porém, esta decisão não diz respeito ao MEC. "Isso cabe aos secretários estaduais de educação, que são responsáveis pela rede pública de ensino médio. O Enem é voluntário e ele só perde esse caráter quando o secretário toma a decisão de considerá-lo um componente curricular obrigatório", explicou.

Após ser prorrogado por duas vezes, o prazo das inscrições para o vestibular da Universidade Federal do Pará (UFPA), se encerra hoje. O candidato tem até as 22h para se inscrever através do site www.ceps.ufpa.br. Na primeira prorrogação, o prazo que acabaria no dia 4 de outubro, foi ampliado até o dia 6, por causa de sobrecarga de acessos ao sistema no site do Centro de Processos Seletivos (Ceps). Já a segunda prorrogação entendeu-se até hoje, por conta de problemas técnicos no site da Universidade.

O pagamento da taxa de inscrição no vestibular também teve o prazo ampliado até a próxima quinta-feira, dia 13. No site do Ceps está disponível a retificação do Edital nº 7 da Comissão Permanente de Processos Seletivos da UFPA. Segundo informações do Ceps, o prazo para as inscrições do vestibular não será prorrogado novamente, pois o site já está completamente normalizado.

Thursday, October 6, 2011

Nesta quinta-feira (06), às 11h, representantes do governo do Estado voltam à mesa de negociações com diretores do Sindicato dos Trabalhadores em Educação Pública do Pará (Sintepp), a fim de chegar a um consenso que ponha fim à paralisação dos professores da rede pública de ensino. No último dia 29, o movimento foi julgado abusivo pelo Tribunal de Justiça do Estado (TJE), que determinou o retorno de 50% dos docentes às salas de aula. A ação foi movida pelo governo do Estado.

A reunião será na sede da Secretaria de Estado de Educação (Seduc) - na Rodovia Augusto Montenegro -, tendo como representantes do governo o secretário de Educação Cláudio Ribeiro, e Alice Viana, secretária de Administração. O último encontro entre governo e Sintepp foi no dia 26 de setembro, quando o governo tentou evitar a greve. Da pauta da reunião solicitada pelo Sintepp e atendida pela equipe governamental, estão previstas discussões sobre a paralisação da categoria e a campanha salarial 2012. (Fonte: Ag.Pará)

A Seduc ainda aguarda manifestação do Ministério da Educação para então integralizar o valor do piso salarial. Contudo, além de já ter implantado o Plano de Cargos, Carreira e Remuneração (PCCR), uma conquista esperada há décadas pelos professores, a atual gestão estadual garantiu a antecipação de 30% do valor do piso nacional, pagos no contracheque do mês de setembro.

Desde o início da paralisação, a Seduc vem tomando todas as medidas com os gestores das Unidades Seduc na Escola (USEs) e das Unidades Regional de Educação (UREs), a fim de manter a rotina dos 800 mil alunos atendidos.

Hoje, segundo dados da Secretaria, das 361 unidades de ensino da Região Metropolitana, 53,8% mantiveram suas atividades normais, enquanto 24,6% funcionaram de forma parcial e 21,6% paralisaram totalmente. Já no interior, das 821 unidades de ensino, 59,5% mantiveram a rotina normal. Paralisaram totalmente as aulas 37,5% das unidades de ensino, e parcialmente, 2,9%.


Tuesday, October 4, 2011

Apesar da determinação da Justiça para que 50% dos professores, em greve há uma semana, retomassem as atividades, os alunos das escolas públicas estaduais permaneceram sem aulas em Belém, ontem de manhã. De acordo com a direção do Sindicato dos Trabalhadores em Educação Pública do Pará (Sintepp), o movimento ainda não havia sido notificado da decisão até a noite de ontem. Segundo o coordenador geral do Sintepp, Willian Silva, o posicionamento oficial da categoria só será tomado após a notificação da Justiça.

Integrante do colegiado do Sintepp, Antônio Neto disse que hoje, a partir das 8 horas, haverá uma reunião no Sintepp. "Depois iremos até o Fórum de Belém, na Cidade Velha, para saber sobre a notificação. Na quarta-feira vamos ter assembleia geral na Escadinha do Cais do Porto e passeata até o TJE, na Cidade Velha. Mesmo que sejamos notificados pela Justiça vamos permanecer em greve até a assembleia de quarta-feira", garantiu Neto.

No final da tarde de ontem, a Seduc divulgou a seguinte nota: "A Secretaria de Estado de Educação (Seduc) informa que 43,23% das escolas da rede estadual de ensino estão paralisadas por conta do movimento grevista. Na Região Metropolitana de Belém, o percentual de escolas paralisadas chega a 58,40% e no interior do Estado a 55,87%. Esses dados são do levantamento diário feito pela Seduc junto as Unidades "Seduc na Escola" (USE) e Unidades Regionais de Educação (UREs). A Seduc reitera o pedido de retorno dos professores que querem lecionar, assim como dos alunos, sobretudo daqueles que estão se preparando para o Exame Nacional do Ensino Médio e para os processos de seleção dos vestibulares. O pedido reforça a medida do Tribunal de Justiça do Estado, que determinou o retorno de 50% dos professores que aderiram à greve".

Aulas - A reportagem percorreu seis grandes escolas ligadas à Secretaria de Estado de Educação (Seduc), ontem pela manhã. Em nenhuma delas os estudantes tiveram aulas normalmente. No Colégio Deodoro de Mendonça, no bairro de Nazaré, a solução encontrada foi um acordo entre os professores para manter as aulas pelo menos para as turmas do convênio, que se preparam para o Enem (Exame Nacional do Ensino Médio). "Os professores se comprometeram a dar aula para os alunos do convênio, mas tivemos de montar um horário especial e eles (professores) não estão batendo ponto", informou a diretora da escola, Otacília Costa. Todas as outras turmas foram dispensadas. A mesma situação foi verificada no Colégio Orlando Bitar, também em Nazaré. Mas, ontem de manhã, nem mesmo os professores do convênio apareceram. "Viemos na expectativa de assistir essas aulas, mas até agora não chegou nenhum professor", contou a estudante Mayara Oliveira, por volta das 8 horas.

Nas outras quatro escolas visitadas também não houve aula. No Pedro Amazonas Pedroso, na avenida Almirante Barroso, dois professores compareceram, mas faltaram alunos. Nos colégios Souza Franco e Ulisses Guimarães nem professores nem alunos apareceram na segunda-feira. (Amazônia)

O ProJovem, programa federal de mais de R$ 3 bilhões para o resgate de jovens que estão fora da escola e desempregados, acumula em seis anos um histórico de fracasso e descontrole financeiro. Seu eixo principal, o ProJovem Urbano, custou R$ 1,6 bilhão em seis anos e diplomou 209 mil alunos, menos da metade (38%) dos participantes.

O programa foi cancelado este ano, a coordenadora demitida, e 87% das prestações de contas já entregues não foram analisadas. Na sua versão para o campo, em quatro anos, só 1% dos 59 mil jovens matriculados foram diplomados. E o braço "Trabalhador" do programa é alvo de investigações de direcionamentos para ONGs.

Leia mais em ProJovem acumula em seis anos histórico de fracasso e descontrole financeiro

Um investimento substancial do governo impulsou as universidades brasileiras ao topo do primeiro QS University Rankings: América Latina, publicado hoje. A Universidade de São Paulo (USP) está no topo da lista, enquanto a Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) e a Federal de Minas Gerais aparecem entre as dez primeiras. O Brasil tem 65 universidades entre as 200 do ranking (8 instituições do País estão entre as top 20).

Os rankings são compilados pela QS World University Rankings, empresa especializada em estudos sobre enisno superior. A metodologia é baseada em indicadores como volume de produção científica e titulação dos professores. Depois do Brasil, os países com maior número de instituições citadas são México (35), Argentina e Chile (ambos com 25).

Veja abaixo as top 10 do ranking

Universidade de São Paulo (USP)
Pontificia Universidad Católica do Chile
Universidade Estadual de Campinas (Unicamp)
Universidad de Chile
Universidad Nacional Autónoma (México)
Universidad de Los Andes (Colômbia)
Instituto Tecnológico de Monterrey (México)
Universidad de Buenos Aires (Argentina)
Universidad Nacional de Colombia
Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG)

Saturday, October 1, 2011

Estão abertas as inscrições para o concurso de professores efetivos da Universidade Federal do Pará, que disponibiliza 29 vagas em 26 áreas do conhecimento. Os editais estão publicados no site do Centro de Processos Seletivos da UFPA (CEPS) por meio do banner Concurso para Docentes. As vagas ofertadas são para a capital, Belém, e para os campi de Altamira, Breves, Bragança, Castanhal, Marabá, Soure e Tucuruí. As inscrições iniciaram no último dia 29 e prosseguem até 13 de outubro.

Todas as vagas abrem inicialmente para professores no nível de adjunto, ou seja, que possuem o título de doutorado. Se dentro do prazo proposto não houver doutores inscritos, os editais reabrem as inscrições para a classe de professores assistentes, ou seja, para candidatos com o título de mestre. Novamente, se, em 15 dias não houver mestres inscritos, alguns editais reabrem para a classe de auxiliares, ou seja, candidatos que possuem apenas a graduação.

Ao todo, são três editais: o edital 227/2011, que se refere a cinco institutos da capital, dez áreas do conhecimento e onze vagas; o edital 244/2011, que se refere aos sete campi do interior, dez áreas do conhecimento e doze vagas; e o edital 247/2011, referente a dois institutos e um núcleo da capital, sendo seis áreas do conhecimento e seis vagas. Na capital, os institutos com vagas abertas são: Instituto de Ciências Biológicas (ICB); Instituto de Ciências da Saúde (ICS); Instituto de Tecnologia (ITEC); Instituto de Ciências Sociais Aplicadas (ICSA); Instituto de Ciências Exatas e Naturais (ICEN), Instituto de Geociências (IG); Instituto de Filosofia e Ciências Humanas (IFCH), além do Núcleo de Medicina Tropical (NMT).

Taxas - A taxa de inscrição para os que disputarão o certame como adjuntos é no valor de R$ 100 e poderá ser paga até o dia 14 de outubro, via boleto bancário. Caso os concursos reabram para assistentes, a taxa será de R$ 85 e, para auxiliar, de R$ 65.

Remuneração - O vencimento básico também alterna de acordo com a classe: adjuntos recebem pela Instituição R$ 7.333,67; assistentes, R$ 4.651,59; e auxiliares, R$ 2.762,36. Todos os vencimentos são acrescidos de vale alimentação ao valor de R$ 304,00.

As provas serão compostas de avaliação escrita, didática, de memorial e de títulos. Para as vagas do ICS e do IFCH também haverá prova prática. O calendário e os locais de realização das provas serão disponibilizados no endereço eletrônico http://www.ceps.ufpa.br, onde também estão as informações sobre o conteúdo programático para cada área do conhecimento de acordo com os editais. (DOL)

Thursday, September 29, 2011

Por considerar abusiva a greve dos professores da rede estadual de ensino, o juiz da 1ª Vara de Fazenda da Capital, Elder Lisboa da Costa, concedeu, ontem, tutela antecipada ao Estado determinando ao Sintepp (Sindicato dos Trabalhadores em Educação Pública do Estado do Pará) que 50% dos trabalhadores voltem às salas de aula. A ação foi movida pelo governo do Estado, que sustentou que o sindicato não notificou formalmente o governo sobre a greve. Alegou ainda que a paralisação da rede pública de ensino já está sofrendo com perdas em razão de greves anteriores e que a discussão acerca da questão salarial já vem sendo debatida com o sindicato. Caso a decisão seja descumprida, o sindicato está sujeito ao pagamento de multa diária de R$ 10 mil. O sindicato tem 15 dias para contestar a decisão.

Em seu despacho, o magistrado ressaltou os prejuízos dos estudantes com a greve. "A atividade em questão é essencial e a sua não prestação atinge milhares de crianças e adolescentes que, sem aulas, ficam privadas não somente de adquirir o saber, mas também passam a ficar em situação de risco, já que sem nenhuma ocupação durante o dia, são presas fácil do mundo das drogas e do crime."

Para embasar a decisão, o magistrado destacou ainda que "tanto o art. 9º, § 2º da CF/88, como o art. 11 da Lei nº 7.783/89 referem que o exercício do direito de greve deve ser compatibilizado com o atendimento das necessidades inadiáveis da comunidade." Por isso, o magistrado concluiu que houve ilegalidade no movimento, pois "o sindicato réu ao deflagrar o movimento paredista, com a suspensão total das atividades escolares, não atendeu ao comando constitucional."

Para o magistrado, o interesse social maior deve ser protegido. "Apesar de reconhecer a difícil situação dos professores, existe um interesse maior de toda população de nosso Estado que precisa ser preservado", destacou. Ontem, a coordenadora do Sintepp, Conceição Holanda, disse ao Portal ORM que a entidade não iria se posicionar ontem a respeito do assunto, pois ainda não havia sido notificada oficialmente da decisão.

Assembleia - Antes da divulgação da decisão judicial, os professores e técnicos da educação no Pará participavam, de manhã, de uma assembleia na Praça da Leitura, em São Brás. Na reunião, que contou com a participação de trabalhadores da Região Metropolitana de Belém, a categoria decidiu realizar um ato unificado - que incluirá os bancários e funcionários dos Correios - na próxima quarta-feira, em local a ser definido. "A greve continua e vamos tentar marcar uma audiência com o governador do Estado na próxima terça-feira", disse a coordenadora distrital do Sintepp, Rosa Olívia Barradas. (Amazônia)

Universidade Federal do Pará alterou a data do seu Processo Seletivo 2012. Diferente do que estava previsto no edital do concurso, a prova será aplicada no sábado, dia 3 de dezembro de 2011, e não mais no domingo, 4 de dezembro. A decisão quanto à mudança foi tomada ontem durante reunião do Conselho Superior de Ensino, Pesquisa e Extensão (Consepe), para que não houvesse coincidência de datas do PS da UFPA com o vestibular da Universidade Federal Rural da Amazônia (Ufra), também agendada para o dia 4 de dezembro.

Outra novidade é referente ao horário da prova a ser aplicada pela UFPA, das 14h às 18h, também acompanhando o horário da prova do Enem, que desde seu primeiro ano de vigência como forma de avaliação para ingresso no ensino superior, se dá no turno vespertino, se iniciando às 13h. A decisão pela tarde também é uma questão de logística, segundo aponta a diretora do Centro de Processos Seletivos da UFPA (Ceps), professora Marilúcia Oliveira, pois permite que as salas que servirão como locais de prova sejam arrumadas pela manhã no mesmo dia do concurso, sem prejudicar a sexta-feira útil nas escolas da rede pública a serem cedidas pela Secretaria de Estadual de Educação. "Além disso, o trânsito no sábado à tarde é menos intenso do que pela manhã", complementou Carlos Maneschy.

Aos candidatos sabatistas que, por motivo de religião, não podem realizar a prova no sábado no horário estipulado, será conferida a possibilidade de solicitarem condição especial para a realização do concurso a partir das 18h, da mesma forma como é feito com o Enem. "Esses candidatos devem comparecer ao local de prova no horário estipulado, mas permanecem em retiro até o momento em que poderão iniciá-la, ou seja, às 18h", afirma Marilúcia Oliveira. A diretora explica ainda que será disponibilizado no site do Ceps (http://ceps.ufpa.br/) um formulário eletrônico a fim de que os alunos que o forem se declarem sabatistas e solicitem essa condição de horário especial.

A previsão é a de que todos os candidatos que guardem o sábado possam realizar a prova no mesmo local, portanto, estes terão uma lotação específica, a qual será divulgada posteriormente, após a abertura do formulário eletrônico para esta solicitação. A diretora do Ceps chama, ainda, atenção ao fato de que o candidato sabatista que não solicitar o horário especial terá de realizar a prova no horário e local de prova comum a todos os demais candidatos.

Wednesday, September 28, 2011

A greve dos professores estaduais continua. A categoria promete radicalizar o movimento hoje, em frente ao Mangueirão, palco do jogo Brasil e Argentina. "Vamos fazer um grande ato para chamar atenção da mídia nacional que está em Belém por conta do jogo da seleção brasileira", informou Williams Silva, coordenador geral do Sindicatos dos Trabalhadores em Educação Pública do Pará (Sintepp). Após a mobilização, os professores voltam a fazer assembleia para decidir os rumos da greve. "Vamos decidir se a greve continua. Mas, pelo sentimento da categoria depois da reunião de segunda-feira, posso adiantar que a paralisação segue por tempo indeterminado", completou.

Na última segunda-feira, 26, uma comissão formada por 10 integrantes do Sintepp foi recebida no Centro Integrado de Governo (CIG) para negociar com as Secretarias de Estado de Educação (Seduc), Administração (Sead) e Proteção Social, a possibilidade de interromper a greve, mas não houve acordo. Os professores recusaram a proposta de acompanhar os secretários Cláudio Ribeiro, da Seduc, e Nilson Pinto, de Proteção Social, numa visita à Brasília para pressionar o Ministério da Educação (MEC) a liberar o recurso destinado ao pagamento integral do novo piso salarial da categoria. O cumprimento da Lei do Piso (Lei 11.738/2008) é a principal reivindicação da pauta dos professores. "O Estado tinha o compromisso de cumprir a Lei do Piso assim que saísse a decisão do STF (Supremo Tribunal Federal), o que ocorreu em agosto. Só agora eles se deram conta de que não tinham recurso para pagar o piso?", questionou Silva. Quando a lei foi aprovada, em julho de 2008, alguns Estados entraram na justiça alegando que ela era inconstitucional. No último dia 24 de agosto, no entanto, o STF deu parecer favorável à Lei do Piso e determinou que ela fosse cumprida pelos Estados.

No Pará, segundo o secretário especial de Promoção Social, Nilson Pinto, não existe recurso disponível para a integralização do piso salarial nacional, que é de R$ 1.187,97 para uma carga horária de 200 horas/aula. "O Estado adiantou 30% da diferença do piso salarial, embora não fosse sua obrigação, já que aguardamos recurso do Ministério da Educação para o pagamento do piso. As negociações com o MEC estão avançadas e o que estamos fazendo, agora, é tentar acelerar ao máximo a liberação desse recurso", afirmou. De acordo com a Sead, seriam necessários R$ 18 milhões a mais no orçamento mensal do Estado para cumprir a lei do piso e o PCCR (Plano de Cargo, Carreira e Remuneração dos professores), implantado esse mês. O Sintepp estuda a possibilidade de enviar um ofício ao Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE) para saber quanto tempo o MEC tem para liberar o recurso para os Estados. Pelo menos 10, dependem dessa liberação para integralizar o piso salarial nacional dos professores. (Amazônia)

Tuesday, September 27, 2011

Dos 400 professores que atuam hoje no ensino religioso no Pará apenas cinco têm formação específica e quase a metade deles têm contrato temporário novo, ou seja, a partir de 2005. A denúncia foi feita pela Associação dos Professores de Ensino Religioso (Acrepa) ao promotor Firmino Matos, da Promotoria de Justiça de Direitos Constitucionais Fundamentais de Defesa do Patrimônio e da Moralidade Adminsitrativa, do Ministério Público do Estado (MPE).

Por conta da denúncia, o MPE promoveu uma reunião com representantes da Secretaria de Estado de Educação (Seduc), Procuradoria Geral do Estado (PGE) e Acrepa, no final da manhã de ontem no MPE, na Cidade Velha. A reunião resultou em uma minuta de compromisso de ajustamento de conduta sobre a qual a Procuradoria Geral do Estado deve se manifestar nos próximos 15 dias.

Uma lista de nomes de professores lotados no ensino religioso no Estado foi disponibiliza pela Seduc ao MPE e já desperta a atenção do promotor. Nela, consta que muitos dos que atuam na disciplina, aparentemente, não têm nada a ver com a formação para exercer a atividade como, por exemplo, técnico em contabilidade e engenharia eletrônica, matemático, advogado, entre outros.

Para Firmino Matos, a suspeita é que a carga horária seja preenchida de forma fictícia, isto é, a pessoa ganha salário e pode ser que não compareça à sala de aula. "Há algo errado no ensino religioso, já sinalizamos isso à PGE. Esperamos que o Estado seja sensível e resolva o problema diante dos termos propostos. Caso contrário, teremos que apurar quanto à carga horária. É fundamental sanar a situação mediante realização de concurso público para garantir que quem vai para sala de aula tenha formação compatível com o cargo", disse o promotor.

A primeira entre as oito cláusulas do documento traz que o Estado compromete-se a enviar à Assembleia Legislativa do Estado (Alepa) , no prazo de dois meses, a contar com a data de assinatura do compromisso, projeto de lei à criação de cargos de professor em nível AD-4 para a disciplina de Ensino Religioso. Além disso, a minuta prevê aplicação de multa pecuniária diária de R$ 100 mil pelo Estado caso o compromisso seja descumprido. (Amazônia)

O primeiro dia de greve dos professores da rede pública estadual de ensino teve adesão parcial da categoria, o que já era esperado, segundo Rosa Barradas, coordenadora distrital do Sindicato dos Trabalhadores da Educação Pública do Estado do Pará (Sintepp). "Houve acordo com o sindicato para que aquelas escolas que ainda estão fazendo avaliação (prova) concluam o processo antes de aderir ao movimento", afirmou, ontem de manhã, durante a mobilização que teve início em frente ao Centro Arquitetônico de Nazaré (CAN) e terminou com passeata até o Centro Integrado de Governo (CIG), na avenida Nazaré, onde os professores foram recebidos pelos secretários de Estado de Educação, Cláudio Ribeiro, Promoção Social, Nilson Pinto, e Administração, Alice Viana. A audiência, de mais de uma hora, terminou sem acordo.

Os professores exigem o pagamento integral do piso salarial instituído pelo Ministério da Educação (MEC) e aprovado pelo Senado (Lei 11.738, de julho de 2008). "Tínhamos o compromisso do governo do Estado de que, assim que saísse o acórdão, o piso seria pago aos professores. O que mudou? O Estado não se planejou ou acreditava na morosidade da Justiça brasileira para retardar ao máximo a decisão?", questionou Williams Silva, coordenador geral do Sintepp.

Em agosto, o Supremo Tribunal Federal (STF) negou recurso aos Estados que alegavam que a Lei do Piso era inconstitucional e determinou o cumprimento imediato da lei. O Pará e outros nove Estados alegavam não ter disponibilidade orçamentária para integralizar o novo piso salarial, que é de R$ 1.187,97. "O Estado reconhece o direito da categoria ao recebimento integral do novo piso, mas dependemos de recursos do governo federal para fazer cumprir a lei", afirmou Nilson Pinto, durante a reunião com representantes do sindicato.

A mobilização da categoria teve início por volta das 9 horas. Os professores se concentraram em frente ao CAN e utilizaram faixas, cartazes e um carro som para chamar a atenção para o movimento. Os manifestantes seguiram em passeata até o CIG, causando congestionamento em pelo menos quatro vias. O protesto passou pelas travessas 14 de Março e Rui Barbosa e pelas avenidas Governador José Malcher e Nazaré. Na avenida Nazaré o trecho que vai da travessa Quintino Bocaiúva até a Generalíssimo Deodoro foi interditado por quase 2 horas.

Equipes da Ronda Tática Metropolitana (Rotam) de Polícia Militar (PM) acompanharam a manifestação de longe e de dentro do CIG. Durante a passeata a categoria denunciou as péssimas condições de trabalho nas escolas públicas estaduais e acusou alguns gestores de assediar moralmente professores em estágio probatório para que não aderissem à greve. Os professores também anunciaram que vão mover uma ação contra o Estado para obrigar o governo a cumprir imediatamente a Lei do Piso.

Reunião com secretários acaba sem acordo

Em contraproposta às reivindicações dos professores, o governo do Estado sugeriu que uma comissão formada por membros do Sintepp acompanhe a próxima visita dos secretários de governo à Brasília, o que deve acontecer ainda esta semana. A categoria ouviu a proposta do titular da Secretaria Especial de Promoção Social, Nilson Pinto, que deve viajar acompanhado do secretário de Educação, Cláudio Ribeiro, para um encontro com o ministro da Educação, Fernando Haddad. "As negociações com o MEC estão avançando. Os professores podem ter certeza de que estamos fazendo o possível para que não haja morosidade na liberação desse recurso", afirmou.

De acordo com as lideranças do Sintepp, a proposta seria votada em assembleia da categoria, mas não houve empolgação por parte dos coordenadores do sindicato. "Ir até Brasília só seria interessante se fizesse parte de uma mobilização nacional. Não vamos ouvir lá nada diferente do que já ouvimos até agora", argumentou Williams Silva, coordenador geral do Sintepp.

Os professores esperavam ouvir dos secretários presentes na reunião - além de Pinto e Ribeiro, participou também a titular da Secretaria de Estado de Administração (Sead), Alice Viana - uma proposta diferente da que foi apresentada até agora. O Estado ofereceu 30% da diferença do piso salarial até que sejam liberados recursos do governo federal. No contracheque, esse percentual corresponde a R$ 24,00 ou R$ 25,00, dependendo da categoria. "Todos os esforços que poderiam ser feitos pelo governo foram feitos para garantir a antecipação de 30% do piso e a implantação do PCCR (Plano de Cargo, Carreira e Remuneração dos professores. Aprovado no ano passado e implantado agora em setembro)", disse Viana. Os professores não se convenceram com o argumento. "Os esforços do governo, hoje, não correspondem às expectativas dos professores."

O governo alega que seriam necessários R$ 18 milhões a mais no orçamento mensal do Estado para integralizar o piso salarial nacional e ainda implantar o PCCR dos professores. O plano, da maneira como foi implantado este mês, apresentou distorções que culminaram com a redução salarial de pelo menos 600 docentes. O problema, no entanto, já teria sido contornado pela Sead. "Já derrubamos a folha e incorporamos a diferença como gratificação pessoal", explicou Alice Viana. (Amazônia)


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