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Friday, September 9, 2011



Nascido da colisão frontal entre a desfaçatez dos assaltantes de cofres públicos e a indignação de milhares de jovens em ação no Facebook, o movimento que transbordou da internet para as ruas neste 7 de Setembro ainda engatinha.


Direto ao Ponto



Por enquanto, o traço comum entre os grupos fundadores é o inconformismo com a corrupção endêmica.


Não houve tempo para a montagem de algum programa que estabeça prioridades consensuais e identifique com nitidez as metas a atingir, os alvos imediatos e o inimigo principal.

Faltam slogans e palavras de ordem que façam o resumo da ópera eficácia e objetividade. Ainda não existem líderes reconhecidos por todas as alas, o verde-amarelo se alterna com o preto e o nome oficial não foi definido.
Embora relevantes, são questões que podem esperar.

Os jovens comandantes saberão fazer a melhor opção na hora certa.


Se ainda engatinha, o movimento esbanja saúde, comprovam os resultados da primeira aparição pública.

Quem acompanhou o ato de protesto na Avenida Paulista pôde contemplar uma reveladora amostra da novíssima geração de brasileiros ─ um fascinante universo que a imprensa não enxerga e os políticos de todos os partidos desconhecem.


Ninguém previu que os jovens insatisfeitos com o Brasil sangrado pela bandidagem de estimação precisariam de apenas um dia para escancarar as rugas, a flacidez, a velhice de entidades, instituições, indivíduos, teorias ou conceitos que, até a véspera, não pareciam tão desoladoramente decrépitos.


A anunciação da primavera brasileira transferiu para o museu das antiguidades do século passado os que subestimam o poder de fogo da internet, os que duvidam do interesse dos moços por questões políticas e os que não acreditam na existência de militantes fora dos partidos.

Mal passa dos 20 anos a idade média dos organizadores dos protestos que, ignorados pela imprensa, reuniram milhares de manifestantes mobilizados por redes sociais, sites e blogs.


Confrontados com o frescor e a independência dos jovens em guerra contra a corrupção, os matusaléns arrendados da União Nacional dos Estudantes Amestrados, a antiga UNE, foram remetidos ao mausoléu dos pelegos.



A paisagem reinventada da Avenida Paulista exibiu o tamanho do fosso que separa manifestantes e partidos deformados pela senilidade precoce, pela covardia congênita, pelo cinismo vocacional e pela revogação dos valores éticos.


Alguns integrantes da Juventude do PSDB apareceram com uma faixa. Tiveram de enrolar a má ideia. Três ou quatro devotos do PSTU apareceram com um estandarte. Foram aconselhados a guardá-lo.

Cinco ou seis militantes do PT apareceram com uma bandeira vermelha.

Como se recusaram a arriá-la, o pedaço de pano foi queimado ao som de duas palavras de ordem que justificaram o bota-fora de tucanos e socialistas xiitas:

Primeira: “Saí daí, otário: o movimento é apartidário”.

A segunda começava com o palavrão que rima com o fecho: “Nossa única bandeira é a bandeira do Brasil”.



As inscrições nas faixas e as mensagens gritadas em coro reafirmaram que os manifestantes não estão a serviço de ninguém.

Exigem a punição dos corruptos, pedem cadeia para os gatunos, fustigam a turma da ficha suja, recomendam que o dinheiro tungado seja investido em saúde e educação, recordam o escândalo do mensalão e informam que as vítimas do roubo em escala industrial são os pagadores de impostos.

Nesta quarta-feira, para não serem associados à oposição oficial, hostilizaram apenas três unanimidades: José Sarney, Jaqueline Roriz e José Dirceu.



Três prontuários mais encorpados que os programas dos partidos a que pertencem.

Um movimento gerado pela ladroagem institucionalizada não conseguiria poupar por muito tempo os mentores da decomposição moral do Brasil.

Cedo ou tarde, ficaria evidente que não há como marchar contra a corrupção sem tropeçar nos arquitetos do aparelhamento da máquina estatal e no loteamento das verbas dos ministérios.



Lula não inventou a corrupção, mas foi ele quem transformou contratos de aluguel em instrumentos de poder. Se há corruptos em todos os partidos, em nenhum lugar do mundo há tantos delinquentes por metro quadrado como num encontro do PT com a base alugada. Em dois ou três meses, os jovens que lutam pela decência teriam de lancetar o tumor em sua fonte.



Foram poupados da opção inevitável pelo açodamento dos blogueiros estatizados e dos jornalistas federais, que vestiram imediatamente a carapuça e simplificaram as coisas.

“Nossos corruptos são bons companheiros”, berram nas entrelinhas os palavrórios raivosos que, enquanto tentam reduzir as dimensões dos atos de protesto, investem contra os fantasmas de sempre.

Um sacristão da seita maniqueísta já enxergou por trás da manifestação outra sórdida tentativa de derrubar o governo, tramada pela elite golpista, por granfinos quatrocentões e pelos loiros de olhos azuis.

Definitivamente, faltam neurônios e sobram neuroses a adoradores de divindades de araque que viraram cúmplices de corruptos juramentados.



Expostos ao Sete de Setembro ensolarado por manifestações que podem moldar um Brasil muito mais luminoso, os porta-vozes do país que parece um grande clube dos cafajestes foram reduzidos a cinzas como dráculas de cinema.


Vampiros de cofres públicos e suas velharias domesticadas não suportam a claridade.



09/09/2011

Thursday, September 8, 2011



CUMPRE A CADA UM ROMPER O CERCO DA EMPULHAÇÃO
E DA MÁQUINA OFICIAL DE PROPAGANDA





Os sem-partido, sem-bando e sem-bandeira vermelha, mas com vergonha cara, protestam em Brasília, em foto de Eraldo Peres, da AP

No dia em que milhares de brasileiros saíram às ruas para protestar contra a corrupção, a UNE não saiu, não!

É que a UNE estava contando dinheiro.


O governo petista já repassou aos pelegos mais de R$ 10 milhões e vai dar outros R$ 40 milhões para eles construírem uma sede de 13 andares, que serão ocupados pelo seu vazio de idéias, pelo seu vazio moral, pelo seu vazio ético.

No dia em que milhares de brasileiros saíram às ruas para protestar contra a corrupção, a CUT não saiu, não!

É que a CUT estava contando dinheiro.
O governo petista decidiu repassar para as centrais sindicais uma parte do indecoroso imposto cobrado mesmo de trabalhadores não-sindicalizados. Além disso, boa parte dos quadros das centrais exerce cargos de confiança na máquina federal.

No dia em que milhares de brasileiros saíram às ruas para protestar contra a corrupção, o MST não saiu, não!

É que a MST estava contando dinheiro.

O movimento só existe porque o governo o mantém com recursos públicos. Preferiu fazer protestos contra a modernização da agricultura.

No dia em que milhares de brasileiros saíram às ruas para protestar contra a corrupção, os ditos movimentos sociais não saíram, não!

É que os ditos movimentos sociais estavam contando dinheiro.

Preferiram insistir no seu estranho protesto a favor, chamado “Grito dos Excluídos”. Na verdade, são os “incluídos” da ordem petista.

Os milhares que saíram às ruas, com raras exceções, não têm partido, não pertencem a grupos, não reconhecem um líder, não seguem a manada, não se comportam como bando, não brandem bandeiras vermelhas, não cultuam cadáveres de falsos mártires nem se encantam com profetas pés-de-chinelo.

Os milhares que saíram às ruas estudam, trabalham, pagam impostos, têm sonhos, querem um país melhor, estão enfarados da roubalheira, repudiam a ignorância, a pilantragem, lutam por uma vida melhor e sabem que a verdadeira conquista é a que se dá pelo esforço.

Os milhares que saíram às ruas não agüentam mais o conchavo, têm asco dos vigaristas que tomaram de assalto o país, não acreditam mais na propaganda oficial, repudiam a política como exercício da mentira, chamam de farsantes os que, em nome do combate à pobreza, pilham o país, dedicam-se a negociatas, metem-se em maquinações políticas que passam longe do interesse público.

O MSP - O Movimento dos Sem-Político

Vocês viram que os milhares que saíram às ruas estavam acompanhados apenas de seus pares, que, como eles, também saíram às ruas. Era o verdadeiro Movimento dos Sem-Político. Não que eles não pudessem aparecer por ali. O PSOL até tentou “embandeirar” os protestos, mas os presentes não aceitaram. Aquele era um movimento das ruas, não dos utopista do século retrasado, que ainda vêm nos falar, santo Deus!, de “socialismo com liberdade”.

Se políticos aparecessem para também protestar — não para guiar o povo —, teriam sido bem-recebidos, mas eles não apareceram porque nem se deram conta ainda de que alguma coisa está em gestação, de que um movimento está em curso, de que algo se move no ventre da sociedade brasileira.

Na semana em que milhares de brasileiros evidenciavam nas redes sociais e nos blogs e sites jornalísticos que estão enfarados de lambança, governistas e oposicionistas estavam mantendo conversinhas ao pé do ouvido para tentar preencher a próxima vaga do Tribunal de Contas da União. A escolha do nome virou parte das articulações para a disputa pela Presidência da República em 2014… Governistas e oposicionistas que se metem nesse tipo de articulação, da forma como se dá, não estão percebendo que começa a nascer um movimento, que já reúne milhares de pessoas, que não mais aceita esse minueto de governistas arrogantes e oposicionistas espertalhões. Essa gente, de um lado e de outro, ficou irremediavelmente velha de espírito.

Os caras-pintadas, desta feita, não puderam contar com a máquina dos governos de oposição, como aconteceu com o Movimento das Diretas-Já e do impeachment de Collor. Ontem, e assim será por um bom tempo, eram as pessoas por elas mesmas. Sim, algo se move na sociedade. E é inútil se apresentar para “dirigir” o movimento. Marina Silva até percebeu a onda, mas errou ao apostar que os outros não perceberam a sua onda. Esse movimento, dona Marina, não nasce com assessoria de imprensa, assessoria de imagem, assessoria política e forte suporte financeiro. O seu apartidarismo, candidata, é transitório; o dos brasileiros que foram às ruas é uma condição da liberdade.

O maior em nove anos

Os milhares que saíram às ruas ontem, tratados com desdém nos telejornais, fizeram a maior manifestação de protesto contra o “regime petista” em seus nove anos de duração. E algo me diz que vai continuar e tende a crescer. Pagamos um dos maiores impostos do mundo para ter um dos piores serviços públicos do mundo. Sustentamos os políticos que estão entre os mais caros do mundo para ter uma das piores classes políticas do mundo. Temos, acreditem, uma das educações mais caras do mundo para ter uma das piores escolas do mundo. Temos um dos estados mais fortes do mundo para ter uma das maiores cleptocracias do mundo.

O Movimento dos Sem-Partido não rejeita a democracia dos partidos — até porque, sem eles, só existe a ditadura do Partido Único —, mas quer saber se alguém se dispõe efetivamente a romper esse ciclo de conveniências e conivências. Os milhares que foram às ruas desafiaram o risco de ser demonizados pelos esbirros do oficialismo. Perderam o medo.

Sim, em passado nem tão recente, em 2007, um grupo tentou organizar uma reação à corrupção, que se generalizava. Não chegou a crescer como este de agora, mas se fez notar. Tinha uma espécie de palavra-chave para identificar os indignados: “Cansei!” O movimento foi impiedosamente ridicularizado. Escrevi a respeito à época. Foi tratado como coisa de dondocas, de deslumbrados insatisfeitos com o que se dizia ser a “democratização” do Brasil. Houve estúpidos que afirmaram que eram ricos que não suportavam ver pobres nos aviões — como se o caos aéreo punisse apenas os endinheirados.

A menor tentativa de esboçar uma reação aos desmandos dos ditos “progressistas” era tratada a pauladas. Na Folha, Laura Capriglione chegou a ridicularizar uma passeata de estudantes da USP, feita no campus da universidade, que protestavam contra as greves. Os que queriam estudar foram tratados como um bando de reacionários. Os indignados com a corrupção e com a mistificação perderam o medo.

Enfrentar a desqualificação


A tentativa de desqualificação virá — na verdade, já veio. Veículos a soldo, dedicados ao subjornalismo oficialista, alimentado com dinheiro público, já fazem pouco caso das manifestações. As TVs ontem deram menos visibilidade aos protestos do que dariam a uma manifestação de descontentamento no, deixe-me ver, Bahrein! Parece que há gente que acha que democracia é uma coisa importante no Egito, na Líbia e na Síria, mas não no Brasil.

É inútil! Os milhares que foram às ruas ontem não precisam da oposição, não precisam do subjornalismo, não precisam do jornalismo simpático às manifestações de protesto do Iêmen… A dinâmica hoje em dia é outra.

Que os sem-partido, sem-grupos, sem-líder, sem-bando, sem-bandeiras vermelhas, sem-mártires e sem-profetas insistam.

A oposição, se quiser, que se junte. Quem sabe até ela aprenda a ser livre e também diga com clareza: “Não, vocês não podem!”



08/09/2011

Wednesday, August 10, 2011

Em novo escândalo, 35 pessoas ligadas ao Ministério do Turismo são presas. O PSTU defende prisão e o confisco de todos os bens de corruptos e corruptores

Nesta terça, 9 de agosto, a Polícia Federal, na chamada “Operação Voucher”, prendeu 35 pessoas ligadas ao Ministério do Turismo. As acusações são de desvio de dinheiro público em convênio do próprio Ministério com o Ibrasi (Instituto Brasileiro de Desenvolvimento de Infraestrutura Sustentável), em 2009. Este convênio contou com verbas que chegam ao valor de R$ 4,4 milhões.

Até agora foram presos o Secretário-Executivo do Ministério do Turismo, Frederico Silva da Costa (número dois na hierarquia do Ministério), o ex-Presidente da Embratur, Mário Moisés, o Secretário Nacional de Desenvolvimento de Programas de Turismo, Colbert Martins da Silva Filho, além de diretores e funcionários do Ibrasi e empresários.

O atual ministro do Turismo é Pedro Novais (PMDB), indicado pelo PMDB, do Presidente do Senado, José Sarney, e do vice-presidente da República, Michel Temer. Sarney saiu em defesa de Novais, apresentando-o como "homem de reputação ilibada", mas fez questão de dizer que não "conhece" nenhum dos secretários presos. Entre os presos existem ainda políticos ligados ao próprio PT, como Mário Moisés, ex-assessor direto da senadora Marta Suplicy (PT) quando ela foi ministra da área, no governo Lula.

O líder do PT na Câmara, Cândido Vacarezza, condenou o "abuso de Poder do Judiciário e do Ministério Público" nas prisões.

O episódio ocorre no momento em que o país prepara-se para receber a Copa do Mundo e os Jogos Olímpicos, com milhares de turistas. O Ministério responsável por parte importante das ações dos Jogos está mergulhado na corrupção. Somado com o sigilo das obras, as denúncias indicam que a Copa do Mundo poderá vir a ser conhecida como o grande espetáculo da corrupção.

ESPLANADA
Com mais este escândalo, chega a seis o número de Ministérios envolvidos em corrupção: Transporte, Agricultura, Cidades, Desenvolvimento Agrário, Minas e Energia e, agora, Turismo. Todos estes casos acontecidos em apenas sete meses de governo Dilma.

No Ministério dos Transportes, é apontado um suposto esquema de propinas que beneficiava o Partido da República (PR), da base do governo. Este escândalo já derrubou o próprio ministro e atual senador Alfredo Nascimento (PR) e cerca de 20 funcionários do Ministério.

No Ministério da Agricultura, são denúncias de “cabide de emprego” na Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) de políticos ligados ao PMDB e desvio de dinheiro público que podem chegar a R$ 13 milhões.

No Ministério das Cidades, as denúncias apontam que o ministro Mário Negromonte (PP) favorecia empreiteiras que contribuíam com as campanhas eleitorais de seu partido. O Ministério liberou obras irregulares proibidas pelo próprio Tribunal de Contas da União.

No Ministério de Minas e Energia, também indicado pelo PMDB, as denúncias atingem a Agência Nacional do Petróleo (ANP), dirigida pelo ex-deputado Haroldo Lima (PCdoB). Gravações mostram assessores ligados a ANP cobrando propinas de clientes que chegam à monta de R$ 40 mil reais, para "liberação" de processos e pedidos. Segundo a denúncia, este dinheiro seria desviado para o PCdoB.

No Ministério do Desenvolvimento Agrário, as denúncias apontam para venda de lotes que deveriam ser destinados a famílias beneficiadas por programas de Reforma Agrária. Outra denúncia aponta para o desmatamento realizado por madeireiras em áreas destinadas a Reforma Agrária, no Norte do país. Estas denúncias podem atingir ainda o Ministério do Meio Ambiente.

Somados a estes escândalos de corrupção nos seis Ministérios, ainda aconteceu a demissão do ministro-chefe da Casa Civil, Antonio Palocci (PT), acusado de enriquecimento, usando sua posição no Governo.

No Ministério da Defesa, ainda que a troca de Nelson Jobim por Celso Amorim não tenha sido motivada por escândalos, o setor terá de lidar com as denúncias envolvendo a cúpula militar, investigada por mau uso de recursos e favorecimento de empresas em obras como a do aeroporto de Natal.

CORRUPÇÃO E CRISE
Estes escândalos atingem vários partidos da base do governo, como PMDB, PR, PP, PCdoB e o próprio PT. Todos acontecem em um momento que a presidente Dilma pretende retomar votações impopulares no Congresso Nacional, que significam novos ataques aos trabalhadores e ao povo pobre do nosso país.

Frente à intensificação da crise econômica, que abre a possibilidade de um novo quadro recessivo na economia mundial, Dilma vem defendendo mais cortes orçamentários e contingenciamentos nos investimentos sociais – lembrando que no início do seu Governo já foram cortados R$ 50 bilhões do Orçamento da União, atingindo principalmente áreas como saúde, educação e moradia – e o congelamento dos salários dos servidores públicos.

Estas medidas buscam jogar mais uma vez sobre as costas dos trabalhadores o custo da crise econômica internacional.

E, por outro lado, Dilma segue dando todo tipo de incentivos e isenções fiscais aos grandes empresários, como ficou mais uma vez evidente no lançamento semanada passada do Plano Brasil Maior, que desvia mais verbas da Previdência Social e provoca uma renúncia fiscal dos cofres do governo que pode chegar a 25 bilhões de reais.

Além de continuar a governar privilegiando os ricos e os grandes empresários, Dilma não toma nenhuma medida concreta para impedir e combater a corrupção. A tese repetida pela imprensa, de que Dilma estaria fazendo uma "faxina" no governo, não passa de uma fantasia. Os escândalos estão se repetindo como acidentes de percursos, provocando no máximo a troca dos nomes a frente dos ministérios, sem afetar sequer a partilha dos cargos entre os partidos "aliados". A impunidade está prevalecendo, como no caso do ministro que, após denúncias, assume a vaga no Senado.

Dilma e o PT não romperão com a estrutura montada para atender os aliados. Continuarão abrindo o cofre, com as raposas (inclusive do próprio PT e do PCdoB) tomando conta de orçamentos milionários. Agora, com a crise, Dilma precisará ainda mais dos "aliados". Para impor estas medidas impopulares, continuará cedendo ainda mais as pressões da sua base de apoio no Congresso Nacional. Ou seja, mais casos de corrupção devem estar por vir.
Tanto é assim que, nesta quarta-feira, 10, Dilma fará um encontro de emergência com a bancada governista. Nem mesmo com denúncias em seis ministérios, o governo chegou a convocar uma reunião desse tipo. O que motivou a reunião é a crise, e as medidas de cortes e os ataques que serão feitas. Como antecipou o ministro Guido Mantega, ao avisar que não é uma boa hora para pedir aumento.

INDIGNAÇÃO
O Partido Socialista dos Trabalhadores Unificado (PSTU) exige do governo Dilma a demissão de todos os ministros e funcionários envolvidos em casos de corrupção. Da mesma forma, defendemos a cassação dos mandatos dos parlamentares corruptos. Mas as medidas contra a corrupção não podem parar aí. Defendemos a prisão, a devolução do dinheiro aos cofres públicos e o confisco dos bens de todos estes corruptos e corruptores.

Queremos uma apuração total e independente de todos estes casos de corrupção que se espalharam na Esplanada dos Ministérios. Uma investigação formada a partir de entidades reconhecidas dos movimentos sociais e democráticos do nosso país.

Não depositamos nenhuma confiança numa CPI deste Congresso Nacional, formado majoritariamente por políticos corruptos que votam sempre de acordo com interesses dos grandes empresários e contra os trabalhadores.

Por isso, uma CPI somente composta pelos atuais deputados e senadores não vai investigar até o fim todos estes casos de corrupção. Afinal, não só os partidos da base do governo são reconhecidamente corruptos, também os partidos da chamada oposição de direita (PSDB, DEM e PPS) sempre estiveram ligados a casos de corrupção. Especialmente durante o governo do ex-presidente FHC, que manteve e aprofundou esta relação fisiológica com o Congresso Nacional e os partidos aliados, inclusive o mesmo PMDB de Sarney.

Nosso partido apóia também a construção da Jornada Nacional de Lutas, convocada por entidades combativas dos movimentos sociais brasileiros, como a CSP Conlutas. Dentro desta jornada de lutas acontecerá uma manifestação nacional em Brasília no dia 24 de agosto, este protesto será uma grande oportunidade de não só apresentar a pauta de reivindicação destes movimentos, como também exigir do Governo Dilma medidas efetivas contra a corrupção.

Como estão mostrando os protestos dos bombeiros em Brasília, o dinheiro que deveria melhorar os salários dos trabalhadores e as aposentadorias está indo embora, através de mecanismos de corrupção e na sangria do pagamento dos juros das dívidas aos banqueiros e da ajuda aos empresários e o agronegócio.

São Paulo, 10 de agosto de 2011.
Partido Socialista dos Trabalhadores Unificado
www.pstu.org.br

Tuesday, August 9, 2011


Lula tem legado importante, mas deixa atrás uma herança maldita — e já vai tarde





(Publicado originalmente dia 1º de janeiro de 2011)


 O presidente Lula encerra o mandato com uma decisão vergonhosa — a de não extraditar o terrorista e assassino Cesare Battisti para a Itália, como mandaria a legislação, o bom senso, o sentimento de justiça e as relações com um país amigo (leia post).

É como um escultor que dá seu toque final a uma obra. No caso, uma obra que o presidente parece ter perseguido com obstinação — a permanente tentativa de desmoralização das instituições. É esta a herança maldita, eivada de descaso moral, que transmite à nova presidente, Dilma Rousseff.

Lula deixa um legado positivo em realizações, que não se pode negar: a manutenção da estabilidade econômica que herdou dos antecessores Itamar Franco (1992-1995) e Fernando Henrique Cardoso (1995-2003), na qual se baseou o grande crescimento do PIB e a formidável geração de empregos ocorridos em sua gestão, ambos impulsionados por uma conjuntura internacional extraordinariamente favorável. E, entre outros aspectos louváveis, a marcante distribuição de renda, também estribada na “rede de proteção social” do antecessor FHC, que seu governo ampliou e aprofundou.

Em compensação, em matéria de herança maldita, o presidente que hoje deixa o Planalto…
* Viu seu governo ser tisnado por escândalos nos Correios, na compra de ambulâncias, na montagem de dossiês fajutos para prejudicar adversários, na transformação da Casa Civil em balcão de negócios.

* Desmoralizou o quanto pôde o Congresso Nacional, por meio de seu então braço direito, o chefe da Casa Civil, José Dirceu, que edificou um esquema de compra de apoio parlamentar, o mensalão, qualificado pelo procurador-geral da República como “formação de quadrilha”.

* Silenciou espantosamente diante da explosão do mensalão, para se pronunciar tardiamente dizendo-se “traído”, sem jamais apontar quem o traiu e por quê.


* Como parte do mesmo processo, fez composições com qualquer grupo político disposto a trocar apoio parlamentar por benesses governamentais, “não importando o quanto de incoerência essas novas alianças pudessem significar diante do que propunha, no passado, a aguerrida ação oposicionista de Lula e de seu partido na defesa intransigente dos mais elevados valores éticos na política”, como brilhantemente recordou o Estadão em editorial de 9 de setembro do ano passado.
No saco de gatos governista o antes purista PT passou a conviver com o que há de pior na política brasileira, gente como José Sarney, Jader Barbalho, Renan Calheiros, Paulo Maluf e Fernando Collor.


* Envergonhou os brasileiros de bem quando comparou com bandidos comuns trancafiados em prisões brasileiras os dissidentes da ditadura cubana, e confraternizou com o ditador Raúl Castro no exato momento em que um deles morria em consequência de uma greve de fome.

* Envergonhou os brasileiros de bem estreitando laços com regimes ditatoriais, como os de Cuba ou do tenebroso Irã, ou com caudilhos autoritários como o venezuelano Hugo Chávez, e concordando em que o governo se abstivesse sistematicamente na ONU de condenar as violações de direitos humanos nesses países e em outros como a China, o Sudão e a Síria, aliando-se, na organização internacional, ao que há de pior em matéria de regimes autoritários.

* Desmoralizou as agências reguladoras, que deveriam ser órgãos técnicos e apartidários, para normatizar e fiscalizar áreas fundamentais da economia e da vida do país como o petróleo, as telecomunicações, a saúde pública ou a aviação, loteando-as entre políticos, cortando sua autonomia e reduzindo seus recursos no Orçamento.


* Desmoralizou o Tribunal Superior Eleitoral, zombando em público das sucessivas multas e advertências que recebeu por violar a lei ao fazer campanha para sua candidata à Presidência, Dilma Rousseff, em horário de trabalho e utilizando espaços e outros recursos públicos.


* Desmoralizou o Tribunal de Contas da União, ao apontá-lo seguidamente como entrave à execução de obras públicas nas quais a corte detectou problemas, e mandando seguir obras cuja paralisação havia sido determinada pelo TCU.


* Desmoralizou uma instituição que por décadas figurava entre as mais confiáveis entre os brasileiros, os Correios, aparelhando-0s politicamente e deixando que o que antes era um centro de excelência em ninho de corrupção.


* Desestimulou os brasileiros que se esforçam por estudar e avançar em seu progresso educacional, ao passar invariavelmente a impressão de orgulhar-se de não possuir um diploma universitário e de, mesmo podendo, não ter estudado além do ensino elementar.


* Desmoralizou com frequência a majestade do próprio cargo, transformando a figura do presidente em palanqueiro vulgar, encantado pela própria voz, proferindo uma catarata diária de discursos e frequentes e constrangedores disparates, que dividiu o país entre “eles” e “nós”, falou em “extirpar” um partido político legítimo, o DEM, e zombou do candidato da oposição à Presidência, José Serra (PSDB), quando este se viu envolvido em incidente provocado por baderneiros no Rio de Janeiro.


* Fez o possível para desmoralizar a História, ao martelar em seus discursos e, indireta e insidiosamente, na caríssima propaganda de seu governo, que o Brasil começou com sua chegada ao Planalto, há oito anos, quando “os brasileiros se reencontraram com o Brasil e consigo mesmos” — desconsiderando e desrespeitando o trabalho de antecessores, principalmente FHC, e agindo como se o que a propaganda oficial chama de “reencontros” não ocorresse em surtos desde, pelo menos, a Inconfidência Mineira (1789). E depois passando pela Independência (1822), a República (1889) e, mais recentemente, pelos anos JK (1955-1961), as esperanças suscitadas com a eleição de Jânio Quadros (1961), o “Brasil Grande” da ditadura militar, o extraordinário movimento das Diretas-Já (1983-1984), o surto de civismo que significou a vitória de Tancredo Neves no Colégio Eleitoral, em janeiro de 1985, e a comoção gigantesca que acompanhou sua morte, em abril do mesmo ano, o delírio otimista do Plano Cruzado (1986), o apoio ao Plano Real (1994) e a eleição em primeiro turno de FHC (ainda em 1994).


Nesse sentido, não importam seus índices de popularidade: Lula deixa uma herança maldita.



E já vai tarde.
13/01/2011

Tuesday, August 2, 2011


A faxina determinada pela presidente Dilma Rousseff continua no Ministério dos Transportes


Por Rosana de Cassia
Jornal da Tarde

O Diário Oficial da União traz, nesta terça-feira, 2, cinco exonerações, e oficializa as demissões “a pedido” do diretor-executivo do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit), José Henrique Coelho Sadok de Sá, e do diretor de Infraestrutura Ferroviária do Dnit, Geraldo Lourenço de Souza Neto.

As novas exonerações do Dnit são as seguintes:

Hebert Drummond, do cargo de diretor de Infraestrutura Aquaviária; Nadja Tereza Monteiro de Oliveira, da coordenação-geral de cadastro e licitações; Jeanine Santana Ferrari, do cargo de Coordenador de Licitações de Obras e Serviços de Engenharia e Nei Japur, da Coordenação de Administração Patrimonial.

Foi exonerado também Amaury Ferreira Pires Neto, do cargo de diretor do Departamento do Fundo da Marinha Mercante da Secretaria de Fomento para Ações de Transportes do Ministério dos Transportes.

A “faxina” foi determinada pela presidente, depois das denúncias de superfaturamento de obras e cobrança de propina no Ministério que é comandado pelo PR.

As denúncias afastaram o então ministro, Alfredo Nascimento, que nesta terça-feira retorna ao Senado onde deve fazer um pronunciamento para responder as acusações.

02 de agosto de 2011


Thursday, July 21, 2011


Desde a descoberta da quadrilha em ação no Ministério dos Transportes, o ex-presidente Lula imita o punguista que capricha na pose de inocente enquanto se afasta da vítima para descer do ônibus no primeiro ponto.

A expressão de culpado sem culpa não convence nem passageiros que estão cochilando.

Até um bebê de colo sabe que a parceria com o PR é mais uma das incontáveis obras repulsivas que compõem a verdadeira herança maldita.

Foi Lula quem doou a Valdemar Costa Neto, ainda em 2002, o Ministério dos Transportes.

Na infame reunião sigilosa que deu origem ao esquema do mensalão, o candidato ganhou o vice José Alencar em troca dos direitos de exploração da usina de contratos superfaturados e negociatas multimilionárias.

Foi Lula quem descobriu, em 2004, que Alfredo Nascimento era o homem certo para o comando do território sem lei.

Ficou tão satisfeito com a performance do ministro meliante que o reinstalou no cargo no segundo mandato e exigiu de Dilma Rousseff que ali o mantivesse.

Só agora, muitos dias depois de desbaratado o bando, o animador de auditório criou coragem para murmurar platitudes sobre mais um escândalo.

Primeiro, balbuciou que a sucessora está agindo direito e mudou de assunto. 

Nesta quinta-feira, subiu o tom de voz dois ou três decibéis para fazer de conta que não tem nada com isso.

““Se as pessoas agirem com honestidade e com decência, todo mundo poderá ser absolvido”, recitou o Padroeiro dos Companheiros Pecadores.

“Se cometeram erros, as pessoas devem ser punidas. Isso vale para a presidente Dilma, valia para mim e vale para qualquer um”.


O cinismo que jorra do palavrório é tão nauseante quanto previsível.

Haja estômago para suportar um Lula discorrendo sobre honestidade e decência sem temer que um raio bíblico lhe caia sobre a cabeça.

Mas nada tem de surpreendente ouvi-lo qualificar de “erros” os assaltos aos cofres públicos que se repetem em ritmo de Fórmula-1 há oito anos e meio, com as bênçãos do Planalto, e não têm data para terminar.

Caso use as palavras certas ─ ladroagem, corrupção, roubalheira, fora o resto ─, Lula terá de admitir que nunca antes neste país um presidente da República juntou tantos bandidos no mesmo governo.

O Ministério dos Transportes é só mais um entre quase 40.


O PR é apenas uma ramificação da imensa quadrilha federal.

21/07/2011

Wednesday, July 20, 2011


Como o PT e Lula se tornaram os principais beneficiários de um dos regimes mais corruptos do mundo



Estão dispostos a encarar? Longo, mas, modéstia às favas, acho que bastante bom.

Avaliem.


*
A corrupção no poder não é um problema exclusivamente brasileiro; aqui, no entanto, as coisas estão saindo do, vá lá, razoável.

Sim, há certa razoabilidade até no mundo da bandalheira.

Quem tem uma posição de mando está permanentemente ameaçado pela tentação de contemplar os próprios interesses.

Resistir é uma questão de caráter.

É preciso trabalhar com pessoas decentes, pois.

Mas, nas democracias organizadas mundo afora, confia-se menos nos homens do que nas instituições; são estas que controlam aqueles, não o contrário.

No que diz respeito à coisa pública, é preciso diminuir o espaço do arbítrio, da escolha pessoal, em benefício de um padrão que interessa à coletividade.

No Brasil, estamos fazendo o contrário: a cada dia, diminui a margem de escolha dos indivíduos privados, e aumenta o arbítrio do estado.

É o modo petista de governar.


É claro que isso não daria em boa coisa.

Convenham: nós, os ditos “conservadores” — “reacionários” para alguns —, estamos denunciando essa inversão de valores faz tempo.

A forma como o poder está organizado no Brasil facilita a ação dos larápios. Há um elemento de raiz nessa história. O regime saído da Constituição de 1988 foi desenhado para o parlamentarismo até a 24ª hora; na 25ª, pariu-se o presidencialismo, e veio à luz um regime híbrido, de modo que o chefe do Executivo fica de mãos atadas sem a maioria no Congresso, e o Congresso não existe sem a distribuição das prebendas gerenciadas pelo Executivo.

Ai do presidente que perder a maioria no Parlamento!
É claro que Fernando Collor, por exemplo, caiu por bons motivos, mas os motivos para a queda de Lula em 2005 eram maiores e melhores, e, no entanto, foi socorrido pelo Legislativo.

O resto é história.
Isso que se convencionou chamar de “Presidencialismo de Coalizão” se mostra, já escrevi aqui, “Presidencialismo de Colisão com a Moralidade Pública”.
Aquele que vence a eleição presidencial precisa começar a construir, no dia seguinte à vitória, a sua base de sustentação no Congresso.

Não o faz com base num programa de governo.

Sabemos como isso está desmoralizado, não?

No máximo, há algumas palavras de ordem.

Uma das idéias-força de Dilma Rousseff, por exemplo, era o ataque às privatizações… Agora, ela faz o diabo para tentar acelerá-las no caso dos aeroportos, por exemplo.
Ao buscar o apoio no varejo, o que tem o eleito a oferecer? Como se viu, nem mesmo um programa de governo.

Resta negociar com o bem público: “Ô Valdemar, rola o apoio dos seus 40 deputados em troca do Ministério dos Transportes, de porteira fechada?”

Claro que rola!

Pensem bem:
por que um partido quer tanto uma pasta como essa?

Vocação natural dos valentes para servir?


Expertise adquirida ao longo de sua história, de sua militância?


Não!


Está de olho na verba da pasta, no seu orçamento.

Passam, então, a usar uma estrutura do estado e o dinheiro público com três propósitos:

a - fazer política clientelista com os aliados — distribuindo pontes, asfalto, melhorias aqui e ali segundo critérios partidários;

b - fortalecimento do partido por meio da “caixinha” cobrada de empreiteiros e prestadores de serviços;

c - enriquecimento pessoal
.

O interesse público, a essa altura, foi para o diabo faz tempo. O PR sabe que jamais exercerá a hegemonia do processo político; sua principal virtude — ou melhor: a principal virtude do partido para seus próceres — é ter porte médio; é ser importante na composição da maioria, mas sem ter a responsabilidade de governar.

Isso ele deixa para os dois ou três grandes aos quais pode se associar, sempre cobrando o ministério de porteira fechada.

Torna-se, assim, um ente destinado a fazer negócios, não a implementar políticas públicas.


Texto publicado originalmente às 18h09 desta terça
20/07/2011

continua no post abaixo

Thursday, July 15, 2010


Veja clicando abaixo notícia da Folha sobre o tema:

Wednesday, February 17, 2010

Esquema montado no governo Arruda (DEM) levanta o debate sobre os limites da luta contra a corrupção

RODRIGO DANTAS*, DE BRASÍLIA (DF)

Os escândalos de corrupção se repetem e mostram como funciona a política no capitalismo: empresas privadas financiam a campanha eleitoral e elegem seus representantes – em geral, políticos-empresários, donos das terras, imóveis e construtoras, proprietários de igrejas, hospitais, escolas, rádios, TVs, jornais e empresas que prestam serviços ao governo. Para garantir a aprovação das leis de interesse dos que os financiam, os governos distribuem cargos, recursos públicos e favores de todo tipo. O balcão de negócios da política dos ricos só conhece a lógica do toma lá dá cá, em que é dando que se recebe. A lição é uma só: tudo e todos têm seu preço e a impunidade é a regra geral. Dentro e fora da legalidade, o capitalismo vive da corrupção do Estado. Não existe capitalismo sem corrupção!

O poder econômico dos patrões, ao eleger seus representantes como se fossem ―representantes do povo‖, possui todo o poder de governar, legislar, explorar e julgar os trabalhadores. Privatizam tudo, reservam 1/3 do orçamento para pagar juros a banqueiros, financiam empresas privadas com recursos públicos, gastam rios de dinheiro em propaganda, obras e eventos para obter contratos superfaturados e despejam bilhões de reais na vala da corrupção. Acaba no bolso dos patrões os recursos que sempre faltam para a saúde e a educação pública de qualidade, moradia e todos os direitos e necessidades da população.

Enquanto isso, os trabalhadores são obrigados a enfrentar filas gigantescas nos hospitais, torcendo para não morrer durante a espera; a qualidade da educação pública segue em queda livre; o de-semprego e a falta de perspectivas assola a juventude; as empresas terceirizadas impõem regimes de semi-escravidão aos trabalhadores e os salários da maioria não dão para o básico; sofremos com transporte público precário a serviço do lucro dos empresários, que nos limita o direito de ir e vir. Para os trabalhadores sobram apenas as migalhas do farto banquete de recursos públicos que nutre a riqueza dos patrões e seus políticos-empresários.

Não podemos aceitar que os patrões que nos exploram todos os dias sigam governando impunemente a serviço apenas da corrupção e de seus interesses privados. Basta!!!

* Rodrigo Dantas é professor do departamento de filosofia da UnB, diretor do ANDES (Sindicato Nacional dos Docentes do Ensino Superior) e militante do PSTU.


Friday, January 8, 2010

Adotando entedimento reacionário do STF, Anderson Adauto, atual prefeito de Uberaba/MG, desfere duro golpe em cerca de 1.600 servidores municipais assalariados (a prefeitura conta com cerca de 8.000 servidores) negando-se a aplicar o reajuste do salário-mínimo aos vencimentos destes trabalhadores.
A posição de Adauto está fulcrado na Súmula Vinculante 16 do STF, segunda a qual, tratando-se de servidor público, a remuneração do trabalhador, como ocorre na iniciativa privada, também não pode ser inferior ao salário-mínimo, mas, ao contrário do que acontece com os trabalhadores comuns, para o limite de salário-mínmo, como remuneração deve ser considerada não apenas o vencimento básico do trabalhador-servidor, mas sim a soma do vencimento com as vantagens (abonos, adicionais, biênios, etc), que não pode ser inferior ao mínimo.
Se eventualmente a referida soma for inferior ao novo salário-mínimo, o municípo deve implementar um abono para que o valor da remuneração, isto é, vencimento acrescido de vantagens, alcance o novo salário-mínimo (Súmula Vinculante 15).
Entretanto, nada impede que quaisquer dos Municípios brasileiros, no exercício autonomia constitucionalmente a eles assugurada, elaborem leis, de iniciativa de seus Prefeitos, fixando vencimento no patamar de R$ 510,00 para seus servidores.
Assim, com todo o respeito que tenho pelo Sr. Romulo Pereira, secretário de Adminstração do governo Anderson Adauto, tenho que dizer que ele se equivoca ao afirmar que as súmulas 15 e 16 do STF proibem Anderson Adauto de aplicar o reajusto do salário-mínimo sobre o vencimento destes quase 1.600 trabalhadores do Município. O que o STF diz, em atais Súmulas, é que quando o servidor receber remuneração (considerando a soma de seu vencimento, vantagens de carreira e, eventual, abono) que globalmente seja superior ao salário-mínimo, mesmo que o seu vencimento seja inferior a este, o pagamento realizado a tal trabalhador não é ilegal (o que pessoalmente considero um retrocesso social).
Desta forma, aos servidores municipais de Uberaba e seus sindicatos, não adiantará acionar os tribunais visando reverter judicialmente mais este ataque de Anderson Adauto sobre o direito dos trabalhadores, pois, obrigatoriamente, em face do caráter vinculante das Súmulas em questão, se, o conjunto da remuneração do servidor for igual ou superior ao salário-mínino, a ação será julgada totalmente improcente desde a primeira instância, não havendo qualquer possibilidade de modificá-la.
Entretanto, como apontado acima, há legalidade para, caso queira, Anderson Adauto, reajustar os salários dos servidores mais humildes da prefeitura de Uberaba, aplicando o reajuste do salário-mínimo sobre o vencimento básico destes. Basta apresentar projeto de lei à Câmara dos Vereadores implementando o reajuste.
A mesma justificativa que agora Anderson Adauto utiliza para não aplicar o reajuste do salário-mínimo sobre os vencimentos daqueles que ganha salário-mínimo, pode ser utilizado, em maio, quando da data-base, para não reajustar o salários de
nenhum servidor, pois, se mesmo sem reajuste ficar garantido o conjunto da remuneração superior a salário-mínimo (fazendo letra morta do direito do trabalhador de recomposição anual de seus vencimentos), a remuneração dos trabalhadores não estará irregular ao teor das referidas súmular.
Fica aqui então meu conselho para a categoria dos servidores municipais de Uberaba, da qual, em outra gestão de seu sindicato, já fui acessor jurídico:
NÃO É ACIONANDO A JUSTIÇA QUE OS SERVIDORES PÚBLICOS MUNICIPAIS DE UBERABA VÃO CONQUISTAR O DIRETO DE RECEBER MELHORES SALÁRIOS, E O SALÁRIO-MÍNIMO COMO VENCIMENTO. SOMENTE A MOBILIZAÇÃO DESTES TRABALHADORES, COM MANIFESTAÇÕES DE RUA, PRESSÃO SOBRE O PREFEITO E VEREADORES E, INCLUSIVE, GREVE, É QUE PODERÃO GARANTIR QUALQUER CONQUISTA.
Para os meus leitores que não são de Uberaba, Anderson Adauto, é um cidadão que na vida não foi outra coisa que não político profissional e que ficou conhecido nacionalmente por seu envolvimento no escandalo do mensalão, quando foi ministro do governo Lula, e confessou em rede nacional que é adpeto do caixa dois.

Saturday, December 5, 2009

PSTU exige a saída do governador e secretários e dos deputados distritais, com novas eleições

Centenas de pessoas estão neste momento na Câmara Legislativa do Distrito Federal, onde realizam um grande protesto pelo Fora Arruda. Os manifestantes iniciaram um ato público às 14h desta quarta-feira, 2, e, cerca de uma hora depois, entraram no prédio. Eles permanecem no plenário, onde ocorrem as sessões dos deputados, nos corredores e nas galerias. Outro grupo aguarda do lado de fora do prédio e a circulação está liberada.

A ocupação foi quase espontânea, tendo à frente um grupo carregando um caixão, simbolizando o governo de José Roberto Arruda (DEM). “Não teve como a polícia segurar. O pessoal foi entrando e ocupou”, afirmou Ricardo Guillen, do PSTU de Brasília, por telefone. Nos vídeos exibidos pelos telejornais, deputados da base aliada aparecem recebendo dinheiro, e guardando como podiam, inclusive nas meias e cuecas. O próprio presidente da Câmara teve de pedir afastamento, depois de aparecer nos vídeos. “Depois disso tudo, eles não têm nem coragem nem moral pra mandar a segurança impedir que o povo entre aqui”, afirma Guillen. Apenas alguns seguranças tentaram oferecer

Clique aqui e leia o restante do post no site do PSTU - Partido Socialista dos Trabalhadores Unificado

NOTA DE ADRIANO ESPÍNDOLA: Por motivos de ordem profissional (a advocacia, as vezes, toma praticamente todo o tempo do advogado), não consegui atualizar o blog. No caso da ocupação de Brasília,  ouvi na noite de ontem que saiu uma liminar determinando a desocupação. A imprensa falou em resistência. Tenho contatos em Brasília estou tentando me inteirar quais serão os desdobramentos (inclusive do ponto de vista jurídico, mas não só) desta decisão de resistência. Em breve, darei notícias

Sunday, November 8, 2009

Livro conta trajetória corrupta do senador José Sarney

Obra ainda não tinha chegado às bancas e livrarias da capital maranhense devido ao boicote da mídia controlada pela família Sarney

Eloy Natan, de São Luís (MA)

Em São Luís, nesta quarta-feira, 4 de novembro, ocorreu o lançamento do livro Honoráveis Bandidos – um retrato do Brasil na era Sarney, dos jornalistas Palmério Dória e Nylton Severiano. A obra, que narra a trajetória de um dos políticos mais corruptos do país, o presidente do Senado José Sarney ainda não tinha chegado às bancas e livrarias da capital maranhense devido ao boicote empreendido pela mídia controlada pela família Sarney.

Logo no início do evento, realizado no auditório do Sindicato dos Bancários, que estava superlotado, um tumulto provocado por partidários do senador Sarney com o objetivo de inviabilizar o lançamento causou a depredação da porta do sindicato e algumas pessoas ficaram feridas.

O livro narra o mar de lama em que vive a família Sarney e o espírito camaleônico do atual presidente do Senado, que já esteve ao lado dos militares durante a ditadura, depois pulou para o barco dos defensores das diretas se tornando vice de Tancredo Neves até os dias atuais como principal aliado do governo do PT e de Lula.
Após a fala dos representantes de setores burgueses em conflito com a oligarquia Sarney, os ex-governadores José Reinaldo (PSB), Jackson Lago (PDT), do deputado federal Domingos Dutra (PT) e da ex-secretaria de Estado Eurídice Vidigal (PSDB), Marcos Silva (PSTU) finalizou as intervenções com um discurso classista.

Marcos Silva destacou a luta empreendida pela Conlutas e pela ANEL pelo Fora Sarney em todo o país e demonstrou que a luta contra o sarneysmo deve ser a luta dos trabalhadores e camponeses contra o latifúndio e a exploração das riquezas naturais do Estado pelas multinacionais. O lançamento se transformou em mais um ato político pelo Fora Sarney e contou com a presença de vários estudantes e professores da rede estadual que estão em greve há mais de uma semana.

Vídeo: tumulto no lançamento do livro,CLIQUE AQUI PRA VER

FONTE: SITE DO PSTU, visite

Saturday, August 22, 2009

TCU publica condenação dos envolvidos no caso Ceneg
Publicado em 21/08/2009 às 12:15

fonte: MGTV Rede Integração

Ex-diretor do Centro Nacional da Cidadania Negra em Uberaba terá que devolver mais de R$1 milhão aos cofres públicos

O Tribunal de Contas da União (TCU) publicou a condenação dos envolvidos no caso do Centro Nacional da Cidadania Negra (Ceneg), em Uberaba. O MGTV já mostrou a situação do prédio do Centro dedicado a cursos de formação para a comunidade negra.

Nessa quinta-feira (20), o ministro relator do processo, José Jorge, determinou que o ex-diretor da entidade, Gilberto Caixeta, devolva mais de R$1 milhão aos cofres públicos. O recurso faz parte de um convênio assinado com o Ministério da Cultura para a implantação de projetos de formação e qualificação da comunidade negra.

O prédio do Ceneg está abandonado: móveis e papéis espalhados por todos os lados. No laboratório de informática, computadores destruídos. Nos auditórios, restos de alimentos. Por causa do abandono o local é alvo de vândalos. Além de devolver os recursos, Gilberto Caixeta vai pagar uma multa de R$8 mil.

A decisão do Tribunal é do dia 11 de agosto, mas só agora foi publicada. Procurado pela produção do MGTV, o ex-diretor do Ceneg informou que já entrou com recurso contra a decisão do TCU e que não vai se pronunciar sobre o assunto. Ele ainda responde a processo no Ministério Público Federal pela mesma acusação.

Sunday, May 3, 2009

Quem paga a música, escolhe a dança.

Abaixo lista de parlamentares em exercício do cargo, que tiveram as campanhas financiadas pela construtora Camargo Corrêa

Adriano

=-=-=-=-
Conheça a lista oficial das doações da Camargo Corrêa
 
DO TSE, a título de curiosidade, confira abaixo políticos que receberam doação de campanha dessa construtora.

* Informações prestadas pelo doador CONSTRUCOES COM. CARMAGO CORREA
S/A. CPF/CNPJ 61522512000102 para o(s) candidato(s) abaixo:

Valor total das receitas
R$ 6.898.500,00
 
AECIO NEVES DA CUNHA
PSDB - MG
17/08/2006
300.000,00
Recursos de pessoas jurídicas

AKIRA OTSUBO
PMDB - MS
31/08/2006
50.000,00
Recursos de pessoas jurídicas

ALOIZIO MERCADANTE OLIVA
PT - SP
22/08/2006
200.000,00
Recursos de pessoas jurídicas

AMIR FRANCISCO LANDO
PMDB - RO
22/09/2006
50.000,00
Recursos de pessoas jurídicas

ANA LUCIA ARRAES DE ALENCAR
PSB - PE
21/09/2006
100.000,00
Recursos de pessoas jurídicas

ANDRE FRANCO MONTORO FILHO
PSDB - SP
21/08/2006
50.000,00
Recursos de pessoas jurídicas

ANTONIO ADOLPHO LOBBE NETO
PSDB - SP
26/09/2006
50.000,00
Recursos de pessoas jurídicas

ANTONIO APOLINARIO REBELO FIGUEIREDO
PC do B - DF
21/09/2006
50.000,00
Recursos de pessoas jurídicas

ANTONIO CARLOS PANNUNZIO
PSDB - SP
21/09/2006
40.000,00
Recursos de pessoas jurídicas

ARLINDO CHIGNALIA JUNIOR
PT - SP
21/09/2006
50.000,00
Recursos de pessoas jurídicas

ARLINDO CHIGNALIA JUNIOR
PT - SP
26/10/2006
70.000,00
Recursos de pessoas jurídicas

ARMANDO DE QUEIROZ MONTEIRO NETO
PTB - PE
21/09/2006
50.000,00
Recursos de pessoas jurídicas

ARNALDO CALIL PEREIRA JARDIM
PPS - SP
25/09/2006
50.000,00
Recursos de pessoas jurídicas

BLAIRO BORGES MAGGI
PPS - MT
26/09/2006
40.000,00
Recursos de pessoas jurídicas

BRUNO COVAS LOPES
PSDB - SP
28/08/2006
22.500,00
Descrição das doações relativas à comercialização

BRUNO COVAS LOPES
PSDB - SP
15/09/2006
100.000,00
Recursos de pessoas jurídicas

CARLITO MERSS
PT - SC
28/08/2006
50.000,00
Recursos de pessoas jurídicas

CARLOS CARMO ANDRADE MELLES
PFL - MG
22/09/2006
50.000,00
Recursos de pessoas jurídicas

CASSIO TANIGUCHI
PFL - PR
26/09/2006
100.000,00
Recursos de pessoas jurídicas

CELCITA ROSA PINHEIRO DA SILVA
PFL - MT
26/09/2006
20.000,00
Recursos de pessoas jurídicas

CELIA CAMARGO LEAO EDELMUTH
PSDB - SP
20/09/2006
30.000,00
Recursos de pessoas jurídicas

DIMAS EDUARDO RAMALHO
PPS - SP
20/09/2006
150.000,00
Recursos de pessoas jurídicas

DIRSOMAR FERREIRA CHAVES
PT - DF
20/09/2006
25.000,00
Recursos de pessoas jurídicas

EDMUR MESQUITA DE OLIVEIRA
PSDB - SP
18/09/2006
50.000,00
Recursos de pessoas jurídicas

EDSON APARECIDO DOS SANTOS
PSDB - SP
25/08/2006
50.000,00
Recursos de pessoas jurídicas

EDSON APARECIDO DOS SANTOS
PSDB - SP
05/09/2006
50.000,00
Recursos de pessoas jurídicas

EDSON GOMES
PP - SP
21/09/2006
20.000,00
Recursos de pessoas jurídicas

ELCIO ALVARES
PFL - ES
25/09/2006
50.000,00
Recursos de pessoas jurídicas

ELISABETH SAHAO
PT - SP
22/09/2006
25.000,00
Recursos de pessoas jurídicas

GARIBALDI ALVES FILHO
PMDB - RN
18/10/2006
150.000,00
Recursos de pessoas jurídicas

GERMANO ANTONIO RIGOTTO
PMDB - RS
18/09/2006
100.000,00
Recursos de pessoas jurídicas

GUILHERME AFIF DOMINGOS
PFL - SP
06/09/2006
300.000,00
Recursos de pessoas jurídicas

GUSTAVO DE FARIA DIAS CORREA
PFL - MG
25/10/2006
50.000,00
Recursos de pessoas jurídicas

HENRIQUE EDUARDO LYRA ALVES
PMDB - RN
27/09/2006
100.000,00
Recursos de pessoas jurídicas

HOMERO ALVES PEREIRA
PPS - MT
26/09/2006
20.000,00
Recursos de pessoas jurídicas

INACIO FRANCISCO DE ASSIS NUNES ARRUDA
PC do B - CE
22/09/2006
100.000,00
Recursos de pessoas jurídicas

JAIRO PAES DE LIRA
PTC - SP
25/09/2006
25.000,00
Recursos de pessoas jurídicas

JANETE ROCHA PIETA
PT - SP
25/08/2006
50.000,00
Recursos de pessoas jurídicas

JANETE ROCHA PIETA
PT - SP
11/09/2006
50.000,00
Recursos de pessoas jurídicas

JANETE ROCHA PIETA
PT - SP
29/09/2006
150.000,00
Recursos de pessoas jurídicas

JAQUES WAGNER
PT - BA
05/10/2006
200.000,00
Recursos de pessoas jurídicas

JAYME VERISSIMO DE CAMPOS
PFL - MT
27/09/2006
25.000,00
Recursos de pessoas jurídicas

JOAO ALBERTO PIZZOLATTI JUNIOR
PP - SC
21/09/2006
50.000,00
Recursos de pessoas jurídicas

JOAO MELLAO NETO
PFL - SP
05/09/2006
100.000,00
Recursos de pessoas jurídicas

JORGE LUIS CARUSO
PMDB - SP
24/08/2006
50.000,00
Recursos de pessoas jurídicas

JORGE LUIS CARUSO
PMDB - SP
26/09/2006
50.000,00
Recursos de pessoas jurídicas

JOSE ALDO REBELO FIGUEIREDO
PC do B - SP
06/09/2006
200.000,00
Recursos de pessoas jurídicas

JOSE ALDO REBELO FIGUEIREDO
PC do B - SP
20/09/2006
50.000,00
Recursos de pessoas jurídicas

JOSE ANTONIO BARROS MUNHOZ
PSDB - SP
06/09/2006
9.000,00
Recursos de pessoas jurídicas

JOSE ANTONIO BARROS MUNHOZ
PSDB - SP
18/09/2006
40.000,00
Recursos de pessoas jurídicas

JOSE ANTONIO BARROS MUNHOZ
PSDB - SP
27/09/2006
12.000,00
Recursos de pessoas jurídicas

JOSE AUGUSTO DA SILVA RAMOS
PSDB - SP
26/09/2006
21.000,00
Recursos de pessoas jurídicas

JOSE CARLOS STANGARLINI
PSDB - SP
20/09/2006
90.000,00
Recursos de pessoas jurídicas

JOSE CLAUDIO DE ARAUJO
PMDB - RJ
25/09/2006
50.000,00
Recursos de pessoas jurídicas

JOSE DOS SANTOS FRADE
PV - SP
11/08/2006
50.000,00
Recursos de pessoas jurídicas

JOSE EDUARDO DE BARROS DUTRA
PT - SE
29/09/2006
50.000,00
Recursos de pessoas jurídicas

JOSE EDUARDO MARTINS CARDOZO
PT - SP
20/09/2006
70.000,00
Recursos de pessoas jurídicas

JOSE RICARDO ALVARENGA TRIPOLI
PSDB - SP
11/09/2006
50.000,00
Recursos de pessoas jurídicas

JOSE RICARDO FRANCO MONTORO
PSDB - SP
18/08/2006
70.000,00
Recursos de pessoas jurídicas

JOSE RICARDO FRANCO MONTORO
PSDB - SP
20/09/2006
70.000,00
Recursos de pessoas jurídicas

JOSE WILSON SIQUEIRA CAMPOS
PSDB - TO
22/09/2006
50.000,00
Recursos de pessoas jurídicas

LIDICE DA MATA E SOUZA
PSB - BA
27/09/2006
30.000,00
Recursos de pessoas jurídicas

LIVIO ANTONIO GIOSA
PSDB - SP
17/08/2006
2.000,00
Descrição das doações relativas à comercialização

LIVIO ANTONIO GIOSA
PSDB - SP
18/09/2006
30.000,00
Recursos de pessoas jurídicas

LUIS CARLOS SIGMARINGA SEIXAS
PT - DF
21/09/2006
70.000,00
Recursos de pessoas jurídicas

LUIZ ANTONIO FLEURY FILHO
PTB - SP
11/08/2006
50.000,00
Recursos de pessoas jurídicas

LUIZ ANTONIO FLEURY FILHO
PTB - SP
20/09/2006
50.000,00
Recursos de pessoas jurídicas

MANOEL ANTONIO RODRIGUES PALMA
PPS - MT
27/09/2006
15.000,00
Recursos de pessoas jurídicas

MARCELLO LIGNANI SIQUEIRA
PMDB - MG
25/09/200625.000,00
Recursos de pessoas jurídicas

MARCELO ZATURANSKY NOGUEIRA ITAGIBA
PMDB - RJ
31/08/2006
50.000,00
Recursos de pessoas jurídicas

MARCIO JOAO DE ANDRADE FORTES
PSDB - RJ
28/08/2006
100.000,00
Recursos de pessoas jurídicas

MARCOS ANTONIO ZERBINI
PSDB - SP
21/09/2006
50.000,00
Recursos de pessoas jurídicas

MARCOS GUIMARAES DE CERQUEIRA LIMA
PMDB - MG
25/09/2006
50.000,00
Recursos de pessoas jurídicas

MARINHA CELIA ROCHA RAUPP DE MATOS
PMDB - RO
22/09/2006
50.000,00
Recursos de pessoas jurídicas

MAURO BRAGATO
PSDB - SP
19/09/2006
50.000,00
Recursos de pessoas jurídicas

MAURO MARTINELLI PEREIRA
PT - DF
23/08/2006
100.000,00
Recursos de pessoas jurídicas

MICHEL MIGUEL ELIAS TEMER LULIA
PMDB - SP
22/09/2006
50.000,00
Recursos de pessoas jurídicas

MILTON FLAVIO MARQUES LAUTENSCHLAGER
PSDB - SP
19/09/2006
40.000,00
Recursos de pessoas jurídicas

NEY LEPREVOST NETO
PP - PR
22/09/2006
20.000,00
Recursos de pessoas jurídicas

NICIAS LOPES RIBEIRO
PSDB - PA
26/09/2006
50.000,00
Recursos de pessoas jurídicas

OLAVO CALHEIROS FILHO
PMDB - AL
27/09/2006
65.000,00
Recursos de pessoas jurídicas

ORESTES QUERCIA
PMDB - SP
25/08/2006
200.000,00
Recursos de pessoas jurídicas

OSMAR FERNANDES DIAS
PDT - PR
29/09/2006
30.000,00
Recursos de pessoas jurídicas

OSMAR STUART BERTOLDI
PFL - PR
19/09/2006
50.000,00
Recursos de pessoas jurídicas

PAULO RENATO COSTA SOUZA
PSDB - SP
15/08/2006
50.000,00
Recursos de pessoas jurídicas

PAULO RENATO COSTA SOUZA
PSDB - SP
30/08/2006
50.000,00
Recursos de pessoas jurídicas

RENILDO VASCONCELOS CALHEIROS
PC do B - PE
27/09/2006
65.000,00
Recursos de pessoas jurídicas

RICARDO JOSE MAGALHAES BARROS
PP - PR
22/09/2006
50.000,00
Recursos de pessoas jurídicas

RICARDO JOSE SANTA CECILIA CORREA
PSDB - MT
29/09/2006
15.000,00
Recursos de pessoas jurídicas

ROBERTO CARVALHO ENGLER PINTO
PSDB - SP
16/09/2006
40.000,00
Recursos de pessoas jurídicas

ROBERTO TURCHI DE MORAIS
PPS - SP
19/09/2006
40.000,00
Recursos de pessoas jurídicas

ROBSON TUMA
PFL - SP
11/08/2006
50.000,00
Recursos de pessoas jurídicas

ROBSON TUMA
PFL - SP
19/09/2006
50.000,00
Recursos de pessoas jurídicas

RODOLFO JOSE DA COSTA E SILVA JUNIOR
PSDB - SP
19/09/2006
40.000,00
Recursos de pessoas jurídicas

RODOLFO JOSE DA COSTA E SILVA JUNIOR
PSDB - SP
25/09/2006
13.000,00
Recursos de pessoas jurídicas

RODRIGO FELINTO IBARRA EPITACIO MAIA
PFL - RJ
26/09/2006
50.000,00
Recursos de pessoas jurídicas

RODRIGO GARCIA
PFL - SP
14/08/2006
5.000,00
Descrição das doações relativas à comercialização

ROMEU TUMA JUNIOR
PMDB - SP
11/08/200
50.000,00
Recursos de pessoas jurídicas

ROSEANA SARNEY MURAD
PFL - MA
30/10/2006
300.000,00
Recursos de pessoas jurídicas

RUI GOETHE DA COSTA FALCAO
PT - SP
13/07/2006
5.000,00
Descrição das doações relativas à comercialização

RUI GOETHE DA COSTA FALCAO
PT - SP
24/08/2006
45.000,00
Recursos de pessoas jurídicas

SIDNEY ESTANISLAU BERALDO
PSDB - SP
26/09/2006
4.000,00
Recursos de pessoas jurídicas

SONIA FRANCINE GASPAR MARMO
PT - SP
25/09/2006
40.000,00
Recursos de pessoas jurídicas

VALDIR COLATTO
PMDB - SC
26/09/2006
50.000,00
Recursos de pessoas jurídicas

VANDERLEI MACRIS
PSDB - SP
20/09/2006
50.000,00
Recursos de pessoas jurídicas

VIRGILIO GUIMARAES DE PAULA
PT - MG
27/09/2006
50.000,00
Recursos de pessoas jurídicas

VITOR SAPIENZA
PPS - SP
18/09/2006
40.000,00
Recursos de pessoas jurídicas

WALDIR AGNELLO
PTB - SP
18/09/2006
60.000,00
Recursos de pessoas jurídicas

WALDIR NEVES BARBOSA
PSDB - MS
01/09/2006
50.000,00
Recursos de pessoas jurídicas

WILSON CELSO TEIXEIRA
PP - MT
27/09/2006
15.000,00
 
Fonte: www.paulohenriqueamorim.com.br

Saturday, April 11, 2009

Amigos e amigas,

Ando muito, mas muito ocupado mesmo nos últimos dias, uma vez que por meu compromisso político com a classe trabalhadora, assumi a assessoria jurídica de uma ocupação de terrenos urbanos patrocinada pelos sem tetos de minha cidade, Uberaba/MG, em duas grandes áreas contíguas , pertencente  ao município e a uma construtora.

Como nossa área de atuação(do meu escritório)  é, em verdade, o direito do trabalho individual e coletivo, a defesa jurídica na área dos interditos possessórios tem tomado bastante o meu tempo, motivo pelo qual não tenho conseguido atualizar o blog com a freqüência costumeira.

Na última semana, considerei o depoimento do Delegado da Polícia Federal Dr. Protógenes Queiroz, um dos príncipais fatos políticos, ainda que tal depoimento tenha sido um pouco timído, escancarou as relações espúrias das privatizações era FHC (operação guarda chuva),  motivo pelo qual trago nesta postagem dois artigos sobre Protógenes. Um sobre o referido depoimento, outro sobre a perseguição desencadeada sobre o mesmo.

Mais uma vez, peço que divulguem amplamente para seus contatos.

Abraços,

Adriano Espíndola
=-=-=-=-
ARTIGO 1: Protógenes- o tocador de atabaques

Sei que alguns vão dizer, em tom de reprimenda, que este não é espaço, tempo nem hora para poesias. Ainda assim, peço licença para começar com pedaços de "O Tocador de Atabaques", do poeta fluminense Eduardo Alves da Costa, declamado quarta-feira (8), pelo delegado Protógenes Queiroz, antes de iniciar o seu depoimento na chamada CPI dos Grampos, "cujo objeto jurídico é investigar interceptações telefônicas clandestinas", como o depoente lembrou mais de 70 vezes, nas seis horas de interrogatório - boa parte transmitida ao vivo pelos canais privados Globo News e Band News, e, no final, pela TV Câmara.
Não registro a referência ao poeta de "No caminho, com Maiakóvski" (tão recitado nas universidades e manifestações de resistência pelos jovens nos anos 70), por ser adepto de batuques e percussão pesada. Faço-o por convencimento de que nos versos escolhidos estão as chaves essenciais para entender a estratégia do depoente, assim como a dos promotores da representação na ressuscitada comissão de investigação do Congresso. Se o banqueiro do Grupo Opportunity, Daniel Dantas, for de fato ouvido semana que vem, como anunciado, quem sabe a CPI conseguirá um enterro mais digno?

Cito Eduardo da Costa também por justiça a um dos melhores e mais relegados poetas do País, nascido em Niterói, cidade onde o condutor da Operação Satiagraha - o baiano de Salvador que além de Nossa Senhora de Fátima parece adorar poesia e percussão-, se criou. O poema é mais longo, épico e contundente, mas creio que os versos a seguir são suficientes para bom entendedor.
Declamou o delegado Protógenes: "Querem meu verso de nariz para o ar, / equilibrando a esfera, / enquanto alguém bate com a varinha/ para me por no compasso. / Pedem-me que não seja violento/ e me mantenha equilibrado entre a forma e o fundo, / porque a platéia não deve sofrer emoções fortes... Mas eu, nascido num tempo de sussurros, / tenho a voz contundente / e por mais que me esforce / não sirvo para cantar no coro "...


ARTIGO 2: 
Tenebrosa operação salva corruptos 
DA REDAÇÃO
 
Ganharam destaque novamente as investigações policiais conduzidas pelo delegado da Polícia Federal Protógenes Queiroz. Recentemente, a revista Veja publicou a reportagem “A tenebrosa máquina de espionagem do Dr. Protógenes”, em que chovem acusações sobre um suposto esquema de espionagem que teria sido montado pelo delegado. 

Segundo a revista, com a ajuda de funcionários da Agência Brasileira de Inteligência (Abin), Protógenes teria investigado ilegalmente a vida de “peixes graúdos” do cenário político brasileiro. Na lista estariam o presidente do Supremo Tribunal Federal, Gilmar Mendes, a ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, o ex-ministro José Dirceu, o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, o chefe de gabinete da Presidência da República, Gilberto Carvalho, o ministro de Assuntos Estratégicos, Mangabeira Unger, os senadores do DEM Heráclito Fortes (PI) e Antonio Carlos Magalhães Júnior (BA) e o governador de São Paulo, José Serra (PSDB).


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