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Friday, September 30, 2011

Abaixo compartilho um link para acessar postagem no Blog do PSTU Uberaba, no qual foi reproduzido vídeo de autoria da ADMAP (Associação Democrática dos Aposentados e Pensionistas do Vale da Paraíba), filiada à CSP-Conlutas Central Sindical e Popular, sobre a Reforma da Previdência.

Acesse o link e compartilhe o vídeo.

Adriano

http://pstu-uberaba.blogspot.com/2011/09/video-explica-proposta-de-reforma-da.html

Friday, September 23, 2011

titulo original: ANDERSON ADAUTO PROMOVE TERCEIRIZAÇÃO ILEGAL NA ÁREA DA SAÚDE, COLOCANDO EM RISCO À SAÚDE DA POPULAÇÃO DE UBERABA/MG

Um verdadeiro desrespeito à população de Uberaba em geral, em especial aos usuários da rede de saúde pública e aos trabalhadores do setor, a postura da Prefeitura do município, governado pelo Sr. Anderson Adauto, em não disponibilizar nas unidades de pronto atendimento da rede municipal de saúde (UPA’s – Unidades de Pronto Atendimento) tomógrafos durante 24 horas por dia.

Conforme notícia abaixo, publicada pela jornalista Ge Alves, em coluna mantida no Jornal da Manhã, matutino diário da cidade de Uberaba, a razão deste fato é que a prefeitura, terceirizou o serviço de tomografia para empresa particular e tal empresa só o presta durante o horário comercial, demonstrado a falta de compromisso com a saúde da população, tanto pela empresa terceirizada como pelo governo do Sr. Anderson.

Isso porque a necessidade do referido procedimento (tomografia), não se dá apenas em horário comercial, o que demonstra o quão equivocada e, até mesmo criminosa é a referida terceirização.

Classificamos mais essa terceirização promovida por Anderson Adauto como criminosa, porque pode levar à morte as pessoas mais humildes que não tenham condição de ser atendidas na rede particular.

O PSTU exige que Anderson Adauto rompa com o referido contrato de terceirização e que a prefeitura municipal disponibilize um serviço de saúde digno e completo para a população.

Exigimos, ainda, já que ilegais terceirizações na área de saúde, que sejam expropriados os equipamentos e bens da empresa privada que terceirizou os serviços em questão para que seja disponibilizado para os usuários da rede municipal de saúde pública.

Saúde não rima com lucro, é obrigação do poder público!

DIREÇÃO MUNICIPAL DO PSTU

 

ABAIXO A PUBLICAÇÃO REALIZADA NO JORNAL DA MANHÃ,

Atrasou

Reconhecido médico, leitor de Umas & Outras e de credibilidade inquestionável, me ligou informando que o tomógrafo que serve à UPA não é disponibilizado aos fins de semana nem após o horário de expediente comum. “Para fechar diagnóstico, como no caso deste rapaz, é imprescindível a tomografia craniencefálica, o que somente ocorreu após a transferência para hospital particular. E não é o primeiro caso”, me afirma. Segundo ele, quanto mais rápido o diagnóstico, mais rápida a adoção dos procedimentos necessários... Precisa falar mais?

Confirmado

Busquei junto à assessoria de imprensa da Secretaria Municipal de Saúde a versão para o fato. Questionei se “a UPA São Benedito dispõe de serviço de tomografia?” e “se sim, se é possível utilizá-lo durante 24 horas?”. A Secretaria confirma tratar-se de serviço terceirizado por ser exame de alta complexidade e, na UPA, utilizado para fechamento de diagnóstico, entendendo a Secretaria que, portanto, pode ser programado. A possibilidade de uso segue horário do parceiro, ou seja, comercial, de segunda a sexta, das 8h às 18h, e sábado até o meio-dia. Ressalta ainda que a UPA, no geral, é voltada à média complexidade, sendo exames como tomografia considerados serviços extras

FONTE: BLOG DO PSTU/UBERABA, CLIQUE AQUI E FAÇA UMA VISITA

Friday, September 9, 2011



Nascido da colisão frontal entre a desfaçatez dos assaltantes de cofres públicos e a indignação de milhares de jovens em ação no Facebook, o movimento que transbordou da internet para as ruas neste 7 de Setembro ainda engatinha.


Direto ao Ponto



Por enquanto, o traço comum entre os grupos fundadores é o inconformismo com a corrupção endêmica.


Não houve tempo para a montagem de algum programa que estabeça prioridades consensuais e identifique com nitidez as metas a atingir, os alvos imediatos e o inimigo principal.

Faltam slogans e palavras de ordem que façam o resumo da ópera eficácia e objetividade. Ainda não existem líderes reconhecidos por todas as alas, o verde-amarelo se alterna com o preto e o nome oficial não foi definido.
Embora relevantes, são questões que podem esperar.

Os jovens comandantes saberão fazer a melhor opção na hora certa.


Se ainda engatinha, o movimento esbanja saúde, comprovam os resultados da primeira aparição pública.

Quem acompanhou o ato de protesto na Avenida Paulista pôde contemplar uma reveladora amostra da novíssima geração de brasileiros ─ um fascinante universo que a imprensa não enxerga e os políticos de todos os partidos desconhecem.


Ninguém previu que os jovens insatisfeitos com o Brasil sangrado pela bandidagem de estimação precisariam de apenas um dia para escancarar as rugas, a flacidez, a velhice de entidades, instituições, indivíduos, teorias ou conceitos que, até a véspera, não pareciam tão desoladoramente decrépitos.


A anunciação da primavera brasileira transferiu para o museu das antiguidades do século passado os que subestimam o poder de fogo da internet, os que duvidam do interesse dos moços por questões políticas e os que não acreditam na existência de militantes fora dos partidos.

Mal passa dos 20 anos a idade média dos organizadores dos protestos que, ignorados pela imprensa, reuniram milhares de manifestantes mobilizados por redes sociais, sites e blogs.


Confrontados com o frescor e a independência dos jovens em guerra contra a corrupção, os matusaléns arrendados da União Nacional dos Estudantes Amestrados, a antiga UNE, foram remetidos ao mausoléu dos pelegos.



A paisagem reinventada da Avenida Paulista exibiu o tamanho do fosso que separa manifestantes e partidos deformados pela senilidade precoce, pela covardia congênita, pelo cinismo vocacional e pela revogação dos valores éticos.


Alguns integrantes da Juventude do PSDB apareceram com uma faixa. Tiveram de enrolar a má ideia. Três ou quatro devotos do PSTU apareceram com um estandarte. Foram aconselhados a guardá-lo.

Cinco ou seis militantes do PT apareceram com uma bandeira vermelha.

Como se recusaram a arriá-la, o pedaço de pano foi queimado ao som de duas palavras de ordem que justificaram o bota-fora de tucanos e socialistas xiitas:

Primeira: “Saí daí, otário: o movimento é apartidário”.

A segunda começava com o palavrão que rima com o fecho: “Nossa única bandeira é a bandeira do Brasil”.



As inscrições nas faixas e as mensagens gritadas em coro reafirmaram que os manifestantes não estão a serviço de ninguém.

Exigem a punição dos corruptos, pedem cadeia para os gatunos, fustigam a turma da ficha suja, recomendam que o dinheiro tungado seja investido em saúde e educação, recordam o escândalo do mensalão e informam que as vítimas do roubo em escala industrial são os pagadores de impostos.

Nesta quarta-feira, para não serem associados à oposição oficial, hostilizaram apenas três unanimidades: José Sarney, Jaqueline Roriz e José Dirceu.



Três prontuários mais encorpados que os programas dos partidos a que pertencem.

Um movimento gerado pela ladroagem institucionalizada não conseguiria poupar por muito tempo os mentores da decomposição moral do Brasil.

Cedo ou tarde, ficaria evidente que não há como marchar contra a corrupção sem tropeçar nos arquitetos do aparelhamento da máquina estatal e no loteamento das verbas dos ministérios.



Lula não inventou a corrupção, mas foi ele quem transformou contratos de aluguel em instrumentos de poder. Se há corruptos em todos os partidos, em nenhum lugar do mundo há tantos delinquentes por metro quadrado como num encontro do PT com a base alugada. Em dois ou três meses, os jovens que lutam pela decência teriam de lancetar o tumor em sua fonte.



Foram poupados da opção inevitável pelo açodamento dos blogueiros estatizados e dos jornalistas federais, que vestiram imediatamente a carapuça e simplificaram as coisas.

“Nossos corruptos são bons companheiros”, berram nas entrelinhas os palavrórios raivosos que, enquanto tentam reduzir as dimensões dos atos de protesto, investem contra os fantasmas de sempre.

Um sacristão da seita maniqueísta já enxergou por trás da manifestação outra sórdida tentativa de derrubar o governo, tramada pela elite golpista, por granfinos quatrocentões e pelos loiros de olhos azuis.

Definitivamente, faltam neurônios e sobram neuroses a adoradores de divindades de araque que viraram cúmplices de corruptos juramentados.



Expostos ao Sete de Setembro ensolarado por manifestações que podem moldar um Brasil muito mais luminoso, os porta-vozes do país que parece um grande clube dos cafajestes foram reduzidos a cinzas como dráculas de cinema.


Vampiros de cofres públicos e suas velharias domesticadas não suportam a claridade.



09/09/2011

Wednesday, September 7, 2011

Os trabalhadores que apóiam Dilma estão de acordo com a privatização dos Correios?

Você é um trabalhador que apóia o governo. Sabe que uma das diferenças marcadas pelas campanhas eleitorais de Lula contra Alckmin em 2006 e Dilma contra Serra em 2010 foi a questão das privatizações. O PT atacou as privatizações de FHC e alertou para a possibilidade de que, caso Serra ganhasse, as estatais que restam poderiam ser privatizadas.

Mas você sabia que a presidente Dilma, junto com o PT e o PCdoB, está nesse momento privatizando os Correios? A transformação da estatal em Correios S.A. já foi votada na Câmara e no Senado, bastando a assinatura de Dilma para se transforme em lei.

Você acha correto Dilma privatizar uma das estatais mais importantes? O governo não pode defender essa medida nem sequer com uma das desculpas usadas pelo governo FHC. O PSDB dizia que o dinheiro ganho com as privatizações seria revertido em saúde e educação, o que se comprovou uma mentira completa. A situação da saúde e educação vem piorando a cada dia, e o dinheiro acabou nos bolsos corruptos dos políticos do PSDB.

Diziam ainda que a administração da iniciativa privada é mais “competente” que a estatal. Depois da grave crise do capitalismo iniciada em 2008 fica difícil sustentar essa besteira.

Muitas das grandes empresas estão ameaçadas de falência. Mesmo com toda a burocracia ligada ao capital privado que administra as estatais, pode-se comprovar o dinamismo de uma Petrobras, a eficiência dos Correios. Não é por acaso que os Correios são uma das instituições mais respeitadas do país. Caso seja concretizada a privatização, a qualidade dos serviços vai cair, porque a empresa vai buscar centralmente o lucro, e vai deixar de lado as operações com os setores mais pauperizados.

Capa

Durante a campanha eleitoral, nós do PSTU alertamos que o PT não explicava porque mantinha no governo Lula as privatizações dos governos FHC. Porque Lula não revogou as privatizações fraudulentas da Vale do Rio Doce, da CSN e Embraer? Nós dissemos que Lula tinha acordo com elas e por isso não as revogava. Isso não passava pela cabeça dos defensores do PT.

E agora? O governo Dilma já tinha privatizado os aeroportos do país. E está privatizando os Correios. É a maior privatização da história dos governos petistas. Vai ficar ao lado das privatizações da Vale, CSN e Embraer como uma das maiores de todos os tempos no país.

Os trabalhadores dos Correios estão em campanha salarial. Os que defendem a CSP- Conlutas estão juntando a defesa de seu reajuste salarial com a campanha política contra a Correios S.A. Os trabalhadores dos Correios, assim como todos no país, devem se somar à campanha pela exigência de que Dilma vete essa privatização.

fonte: site do PSTU, clique aqui e visite

Saturday, August 13, 2011

Como a maioria absoluta dos leitores do Blog Defesa do Trabalhador sabe, sou advogado trabalhista, jurista, poeta, escritor, mas antes de tudo, militante revolucionário da causa dos trabalhadores, me organizando politicamente no PSTU.

Lado outro, todos temos assistido a revolução que sacode o mundo árabe a, qual inclusive, serve de inspiração para os trabalhadores e juventude de todo o mundo.

O governo Dilma, ademais, assim como o PT, é olhado com simpatia por grande parte de nossos leitores.

A você leitor do Blog Defesa do Trabalhador, convido para ler a nota abaixo, firmada pela Direção Nacional do meu partido, que em apoio ao povo sírio, exige que Dilma rompa as relações do Brasil com a ditadura de Bashar Assad, que governa aquele país.

Caso queira, deixe seu comentário que publicaremos aqui em nosso espaço

Boa leitura,

Adriano Espíndola Cavalheiro

=-=-=-=-

PSTU exige que governo Dilma rompa relações do Brasil com a ditadura da Síria 
Leia a nota do partido sobre as recentes declarações do chanceler Patriota e a ditadura Assad

Manifestação na Turquia contra a ditadura na Síria

O jornal Folha de S. Paulo da quinta-feira, dia 11 de agosto, publicou matéria sobre a situação da Síria destacando as declarações do Ministro das Relações Exteriores do Brasil, Chanceler Antonio Patriota, apoiando a permanência do ditador Bashar Assad no poder apesar da heróica luta do povo sírio pelo fim desta ditadura sanguinária e pró-EUA.

Nas palavras do Chanceler brasileiro:"Tem que ter um pouco de prudência na aplicação do remédio, para que ele não mate o paciente" ... “Alternativas ao governo atual podem ser até mais problemáticas" ... "O que você faz? Tira o Assad e quem assume? O Exército? Outras forças que podem ser mais radicais, mais progressistas? Como [elas] conseguem implementar um plano de reforma?" ...

Na mesma matéria chega a afirmar que os contatos com Assad e representantes de seu governo demonstram sua "disposição de assumir responsabilidade no fim da violência e na aceleração das reformas políticas".

Ao contrário da posição absurda de Patriota e do governo brasileiro, os fatos demonstram absolutamente o contrário, ou seja, a intensificação da violenta, criminosa e sangrenta repressão da ditadura síria contra a justa insurreição do seu povo pela democratização do país. O processo revolucionário na Síria já dura pelo menos cinco meses.

Segundo fontes internacionais, os mortos já chegavam, até o fim da semana passada, a mais de dois mil, sendo que a esmagadora maioria é de civis que participavam das manifestações contra a ditadura. Além das dezenas de milhares de feridos.

Estes números podem ser inclusive muito maiores, afinal a imprensa internacional segue proibida até hoje de cobrir os acontecimentos na Síria. Revelando que a disposição de Assad com reformas democráticas só existe nas declarações escandalosas da diplomacia brasileira.

A substituição da ditadura de Assad por um governo que, por exemplo, cobre com mais veemência a devolução do território das Colinas de Golã, que Israel tomou da Síria em 1967 na chamada Guerra dos Seis Dias, já seria suficiente para desestabilizar ainda mais a região do Oriente Médio. Israel, o maior aliado dos EUA na região, continua pressionado pela heróica luta do povo palestino e ficaria ainda mais isolado caso se retomasse uma nova disputa acirrada com a Síria.

Por isso, que em pese algumas declarações formais contra a violenta repressão, a ONU e os países imperialistas, especialmente os EUA, silenciam diante deste verdadeiro “banho de sangue”. Sempre é bom lembrar que a ditadura de Assad se tornou um dos governos que mais defendem os interesses imperialistas dos EUA na região.

O PSTU vem a público reafirmar seu total apoio a revolução do povo sírio contra a ditadura de Assad. A luta do povo sírio é parte integrante das Revoluções do Mundo Árabe que sacodem toda a região e já derrubou as ditaduras na Tunísia e no Egito.

Não cabe ao governo brasileiro julgar e definir os destinos deste povo que vem dando grande exemplo com sua luta heróica contra o regime ditatorial e contra o aumento da miséria, uma das muitas conseqüências da intensificação da crise econômica internacional.

Exigimos do governo brasileiro que deixe de apoiar esta ditadura sanguinária e rompa imediatamente as relações comerciais e diplomáticas com a Síria, enquanto a ditadura se mantiver no poder.

Chamamos todos os movimentos sociais combativos e as entidades que lutam pelos direitos democráticos no Brasil para intensificarem a campanha pela derrubada da ditadura de Assad e a favor da luta heróica do povo sírio, exigindo do governo brasileiro a ruptura de relações com este ditador.

Nosso partido apóia também a resolução tomada na última reunião da Coordenação Nacional da CSP Conlutas no sentido de ampliar no Brasil o apoio à luta do povo sírio pelo ‘Fora Assad’, cobrando do governo brasileiro uma mudança radical da postura que vem mantendo de apoio a esta ditadura sanguinário e pró-imperialista.

  • Viva a luta do povo sírio! Abaixo a ditadura e o regime de Bashar el Assad!
  • Viva a revolução síria e árabe! Fora imperialismo!
  • Dilma rompa as relações comerciais e diplomáticas com a ditadura síria!
  • São Paulo, 12 de agosto de 2011
    Direção Nacional do PSTU

    Wednesday, August 10, 2011

    Em novo escândalo, 35 pessoas ligadas ao Ministério do Turismo são presas. O PSTU defende prisão e o confisco de todos os bens de corruptos e corruptores

    Nesta terça, 9 de agosto, a Polícia Federal, na chamada “Operação Voucher”, prendeu 35 pessoas ligadas ao Ministério do Turismo. As acusações são de desvio de dinheiro público em convênio do próprio Ministério com o Ibrasi (Instituto Brasileiro de Desenvolvimento de Infraestrutura Sustentável), em 2009. Este convênio contou com verbas que chegam ao valor de R$ 4,4 milhões.

    Até agora foram presos o Secretário-Executivo do Ministério do Turismo, Frederico Silva da Costa (número dois na hierarquia do Ministério), o ex-Presidente da Embratur, Mário Moisés, o Secretário Nacional de Desenvolvimento de Programas de Turismo, Colbert Martins da Silva Filho, além de diretores e funcionários do Ibrasi e empresários.

    O atual ministro do Turismo é Pedro Novais (PMDB), indicado pelo PMDB, do Presidente do Senado, José Sarney, e do vice-presidente da República, Michel Temer. Sarney saiu em defesa de Novais, apresentando-o como "homem de reputação ilibada", mas fez questão de dizer que não "conhece" nenhum dos secretários presos. Entre os presos existem ainda políticos ligados ao próprio PT, como Mário Moisés, ex-assessor direto da senadora Marta Suplicy (PT) quando ela foi ministra da área, no governo Lula.

    O líder do PT na Câmara, Cândido Vacarezza, condenou o "abuso de Poder do Judiciário e do Ministério Público" nas prisões.

    O episódio ocorre no momento em que o país prepara-se para receber a Copa do Mundo e os Jogos Olímpicos, com milhares de turistas. O Ministério responsável por parte importante das ações dos Jogos está mergulhado na corrupção. Somado com o sigilo das obras, as denúncias indicam que a Copa do Mundo poderá vir a ser conhecida como o grande espetáculo da corrupção.

    ESPLANADA
    Com mais este escândalo, chega a seis o número de Ministérios envolvidos em corrupção: Transporte, Agricultura, Cidades, Desenvolvimento Agrário, Minas e Energia e, agora, Turismo. Todos estes casos acontecidos em apenas sete meses de governo Dilma.

    No Ministério dos Transportes, é apontado um suposto esquema de propinas que beneficiava o Partido da República (PR), da base do governo. Este escândalo já derrubou o próprio ministro e atual senador Alfredo Nascimento (PR) e cerca de 20 funcionários do Ministério.

    No Ministério da Agricultura, são denúncias de “cabide de emprego” na Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) de políticos ligados ao PMDB e desvio de dinheiro público que podem chegar a R$ 13 milhões.

    No Ministério das Cidades, as denúncias apontam que o ministro Mário Negromonte (PP) favorecia empreiteiras que contribuíam com as campanhas eleitorais de seu partido. O Ministério liberou obras irregulares proibidas pelo próprio Tribunal de Contas da União.

    No Ministério de Minas e Energia, também indicado pelo PMDB, as denúncias atingem a Agência Nacional do Petróleo (ANP), dirigida pelo ex-deputado Haroldo Lima (PCdoB). Gravações mostram assessores ligados a ANP cobrando propinas de clientes que chegam à monta de R$ 40 mil reais, para "liberação" de processos e pedidos. Segundo a denúncia, este dinheiro seria desviado para o PCdoB.

    No Ministério do Desenvolvimento Agrário, as denúncias apontam para venda de lotes que deveriam ser destinados a famílias beneficiadas por programas de Reforma Agrária. Outra denúncia aponta para o desmatamento realizado por madeireiras em áreas destinadas a Reforma Agrária, no Norte do país. Estas denúncias podem atingir ainda o Ministério do Meio Ambiente.

    Somados a estes escândalos de corrupção nos seis Ministérios, ainda aconteceu a demissão do ministro-chefe da Casa Civil, Antonio Palocci (PT), acusado de enriquecimento, usando sua posição no Governo.

    No Ministério da Defesa, ainda que a troca de Nelson Jobim por Celso Amorim não tenha sido motivada por escândalos, o setor terá de lidar com as denúncias envolvendo a cúpula militar, investigada por mau uso de recursos e favorecimento de empresas em obras como a do aeroporto de Natal.

    CORRUPÇÃO E CRISE
    Estes escândalos atingem vários partidos da base do governo, como PMDB, PR, PP, PCdoB e o próprio PT. Todos acontecem em um momento que a presidente Dilma pretende retomar votações impopulares no Congresso Nacional, que significam novos ataques aos trabalhadores e ao povo pobre do nosso país.

    Frente à intensificação da crise econômica, que abre a possibilidade de um novo quadro recessivo na economia mundial, Dilma vem defendendo mais cortes orçamentários e contingenciamentos nos investimentos sociais – lembrando que no início do seu Governo já foram cortados R$ 50 bilhões do Orçamento da União, atingindo principalmente áreas como saúde, educação e moradia – e o congelamento dos salários dos servidores públicos.

    Estas medidas buscam jogar mais uma vez sobre as costas dos trabalhadores o custo da crise econômica internacional.

    E, por outro lado, Dilma segue dando todo tipo de incentivos e isenções fiscais aos grandes empresários, como ficou mais uma vez evidente no lançamento semanada passada do Plano Brasil Maior, que desvia mais verbas da Previdência Social e provoca uma renúncia fiscal dos cofres do governo que pode chegar a 25 bilhões de reais.

    Além de continuar a governar privilegiando os ricos e os grandes empresários, Dilma não toma nenhuma medida concreta para impedir e combater a corrupção. A tese repetida pela imprensa, de que Dilma estaria fazendo uma "faxina" no governo, não passa de uma fantasia. Os escândalos estão se repetindo como acidentes de percursos, provocando no máximo a troca dos nomes a frente dos ministérios, sem afetar sequer a partilha dos cargos entre os partidos "aliados". A impunidade está prevalecendo, como no caso do ministro que, após denúncias, assume a vaga no Senado.

    Dilma e o PT não romperão com a estrutura montada para atender os aliados. Continuarão abrindo o cofre, com as raposas (inclusive do próprio PT e do PCdoB) tomando conta de orçamentos milionários. Agora, com a crise, Dilma precisará ainda mais dos "aliados". Para impor estas medidas impopulares, continuará cedendo ainda mais as pressões da sua base de apoio no Congresso Nacional. Ou seja, mais casos de corrupção devem estar por vir.
    Tanto é assim que, nesta quarta-feira, 10, Dilma fará um encontro de emergência com a bancada governista. Nem mesmo com denúncias em seis ministérios, o governo chegou a convocar uma reunião desse tipo. O que motivou a reunião é a crise, e as medidas de cortes e os ataques que serão feitas. Como antecipou o ministro Guido Mantega, ao avisar que não é uma boa hora para pedir aumento.

    INDIGNAÇÃO
    O Partido Socialista dos Trabalhadores Unificado (PSTU) exige do governo Dilma a demissão de todos os ministros e funcionários envolvidos em casos de corrupção. Da mesma forma, defendemos a cassação dos mandatos dos parlamentares corruptos. Mas as medidas contra a corrupção não podem parar aí. Defendemos a prisão, a devolução do dinheiro aos cofres públicos e o confisco dos bens de todos estes corruptos e corruptores.

    Queremos uma apuração total e independente de todos estes casos de corrupção que se espalharam na Esplanada dos Ministérios. Uma investigação formada a partir de entidades reconhecidas dos movimentos sociais e democráticos do nosso país.

    Não depositamos nenhuma confiança numa CPI deste Congresso Nacional, formado majoritariamente por políticos corruptos que votam sempre de acordo com interesses dos grandes empresários e contra os trabalhadores.

    Por isso, uma CPI somente composta pelos atuais deputados e senadores não vai investigar até o fim todos estes casos de corrupção. Afinal, não só os partidos da base do governo são reconhecidamente corruptos, também os partidos da chamada oposição de direita (PSDB, DEM e PPS) sempre estiveram ligados a casos de corrupção. Especialmente durante o governo do ex-presidente FHC, que manteve e aprofundou esta relação fisiológica com o Congresso Nacional e os partidos aliados, inclusive o mesmo PMDB de Sarney.

    Nosso partido apóia também a construção da Jornada Nacional de Lutas, convocada por entidades combativas dos movimentos sociais brasileiros, como a CSP Conlutas. Dentro desta jornada de lutas acontecerá uma manifestação nacional em Brasília no dia 24 de agosto, este protesto será uma grande oportunidade de não só apresentar a pauta de reivindicação destes movimentos, como também exigir do Governo Dilma medidas efetivas contra a corrupção.

    Como estão mostrando os protestos dos bombeiros em Brasília, o dinheiro que deveria melhorar os salários dos trabalhadores e as aposentadorias está indo embora, através de mecanismos de corrupção e na sangria do pagamento dos juros das dívidas aos banqueiros e da ajuda aos empresários e o agronegócio.

    São Paulo, 10 de agosto de 2011.
    Partido Socialista dos Trabalhadores Unificado
    www.pstu.org.br

    Sunday, August 7, 2011

    O governo Lula, da qual o de Dilma é continuidade, alardeou que pagou a dívida do Brasil com o FMI, mas sem rompimento com as relações com fundo. Lembro que Lula, inclusive fez gracejo sobre o tema, dizendo que agora emprestamos dinheiro ao FMI.

    Uma grande propaganda governista fez que muitos acreditassem que com o referido pagamento a dívida pública brasileira (externa e interna) havia sido finalmente quitada.

    A dívida com o FMI, entretanto, compunha apenas cerca de 2% da dívida pública brasileira. E que é pior, para pagá-la o governo emitiu títulos da dívida pública e vendeu no mercado, numa linguagem mais simples, pegou dinheiro emprestado para pagar o FMI.

    Entretanto, o dinheiro foi emprestados a juros superiores aqueles que eram pagos na dívida do FMI.

    É como se você devesse um empréstimo pessoal com juros de 12% ao ano e pegasse dinheiro no cartão de crédito ou com um agiota para pagar o referido empréstimo, só que com juros de 12% ao mês.

    Negócio ruim não?

    Em verdade, o Brasil nunca esteve tão endividado quanto agora. Em dezembro de 209, por exemplo, a dívida externa atingiu a marca de US$ 282 bilhões e a divida interna R$1,9 trilhões. No governo Lula, em verdade, houve uma transformação de parte da dívida externa (que tem prazo mais longos e juros mais baixos) em dívida interna (com prazos mais curtos e juros altos).

    Não sem motivos que, em 2010, a dívida interna bateu seu record, chegando a quase 60% do PIB (ou seja da somatória de toda a riqueza produzida no país).

    Assim, em verdade, o grosso que se arrecada dos impostos que pagamos, em vez de ir para a educação, saúde, aposentadoria, infra-estrutura, enfim, para atender as necessidades vitais do povo brasileiro, continua indo para os banqueiros.

    Dilma e o PT precisam romper com essa lógica perversa, que tatno sacrifica os trabalhadores e o povo brasileiro. É preciso romper verdadeiramente com o FMI, não dar dinheiro para esse fundo explorar outras nações e a nós mesmos brasileiros, não pagar as dívidas interna e externa aos agiostas internacionais (banqueiros), sob pena de, na prática, fazerem mais um governo para os banqueiros.

    No vídeo abaixo, extraído da TV PSTU, clique aqui e visite,, entenda melhor o que acabei de tentar explicar.

    Adriano Espíndola

    Saturday, August 6, 2011

    O Brasil vive uma ocupação militar, a serviço das multinacionais. Desafiamos o governo Dilma e o novo ministro a acabar com essa triste história.

    por José Maria de Almeida*
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    Celso Amorim, novo ministro da Defesa

    Nesse dia 4 de agosto, a presidente Dilma Roussef demitiu o ministro da Defesa, Nelson Jobim. Para o posto foi escolhido o ex-ministro das Relações Exteriores do governo Lula, Celso Amorim.

    Na dança das cadeiras do governo Dilma, foi o terceiro ministro posto para fora. A troca foi criticada pela oposição de direita e pelos militares, e comemorada por muitos setores de esquerda.

    Entre estes últimos, foi possível perceber duas ideias. A primeira, de que Dilma estaria alterando a orientação da pasta, comandada por Jobim desde 2007. A segunda, de que Celso Amorim representaria uma política mais progressista e independente, como teria mostrado na condução da política externa do governo Lula, de viés supostamente 'antiimperialista'.

    Mas, seria mesmo assim? Teria Dilma, de repente, decidido alterar o foco do Ministério da Defesa?

    Dilma se viu praticamente obrigada a demitir Jobim após as inúmeras críticas e declarações constrangedoras ditas pelo então ministro à imprensa. Primeiro, na comemoração dos 80 anos de FHC, Jobim declarou que “agora, os idiotas perderam a modéstia”, o que muitos imediatamente associaram ao governo do PT.

    Pouco depois, em entrevista à Folha de S. Paulo, o ministro nomeado por Lula confessou que votara em José Serra nas eleições presidenciais. Que Jobim era ligado ao PSDB todos já sabiam. Além de ter sido nomeado ministro do STF por FHC, já havia sido ministro da Justiça do tucano. O que muitos acharam inconseqüente foi ele ter declarado abertamente sua preferência.

    A gota d’água veio com as críticas de Jobim às ministras de Dilma, Ideli Salvatti e Gleisi Hoffman, à revista Piauí. Sob o risco de se desmoralizar, Dilma não viu alternativa a não ser anunciar a demissão de Nelson Jobim.

    Ou seja, a retirada do ministro não ocorreu por discordâncias na atuação de Jobim à frente do ministério.

    Dilma não é contra o plano de Jobim de privatizar os aeroportos, coisa que seu governo está fazendo agora. Não há nenhum questionamento no uso de militares de todas as forças na ocupação de morros e comunidades do Rio de Janeiro, como no Complexo do Alemão, em uma experiência que promete se repetir. E o governo do PT, assim como Jobim, tampouco defende a revisão da lei da anistia, que mantém os assassinos e torturadores da ditadura impunes, como o ex-comandante do DOI-CODI, Carlos Alberto Ustra. Nem se coloca a favor da abertura dos arquivos secretos, que poderiam jogar luz nos crimes cometidos em nome do Estado, inclusive durante os anos de chumbo.

    Celso Amorim
    Apesar de atabalhoada, a troca de Jobim por Amorim imprimiria uma alteração na lógica da Defesa? Os defensores do novo ministro se baseiam na política externa do governo Lula. Nos oitos anos de Lula, a movimentação do Brasil na política internacional foi um dos únicos, senão o único, elemento pinçado por aqueles que defendiam a tese do ‘governo em disputa’, para mostrar uma faceta de esquerda de Lula.

    Era citada, por exemplo, a aproximação do Brasil com países do Oriente Médio, como o Irã, o que gerou na época críticas do governo dos EUA. A articulação do G20 em contraposição ao G8 em plena crise econômica mundial foi outro aspecto visto como uma posição independente de Lula, dirigida por Celso Amorim, assim como as visitas e declarações do então presidente em favor de Fidel Castro e de governantes como Chávez e Morales.

    Um aspecto fundamental da política externa, porém, é sempre “esquecido”: Desde 2004 o Brasil lidera tropas militares que ocupam o Haiti.

    Sob a justificativa de “ajuda humanitária”, os soldados da ONU que fazem parte da Minustah, já reprimiram inúmeras vezes mobilizações de trabalhadores e estudantes no país.

    Como candidato à Presidência, eu estive no Haiti após o terremoto. Fui o único candidato a visitar o país. Meses depois da tragédia, a ajuda não havia chegado. O papel das tropas da ONU foi de proteger o aeroporto e a zona franca e, depois, de levar o vírus da cólera ao país, causando uma epidemia. Até hoje, a situação é a mesma.

    Desde o primeiro momento, o PSTU denunciou a ocupação militar do Haiti. Os soldados comandados pelo Brasil de Lula e Dilma atuam para estabilizar o país, reprimir os movimentos sociais e garantir os interesses dos EUA na região. Recentes divulgações de telegramas diplomáticos, pelo WikiLeaks, confirmam isso.

    Em 2004, após o golpe que derrubou Aristides, o embaixador norte-americano no Haiti alertou Washington sobre a necessidade de uma intervenção militar no país, a fim de neutralizar “forças políticas insurgentes populistas e a economia antimercado” e também o “êxodo de migrantes por via marítima”.

    Já em 2008, ainda segundo documentos tornados públicos pelo WikiLeaks, quando o Haiti enfrentava uma grave crise devido à inflação dos alimentos, a embaixada norte-americana se reuniu com os donos das fábricas que prestavam serviços a grandes empresas como a Levi’s e outras. O motivo: alertar para que os empresários não cedessem às mobilizações pelo aumento do salário mínimo. Na época, as tropas agiram de acordo com essa orientação e reprimiram duramente as manifestações, inclusive sobre a juventude.

    A tentativa era garantir que o país caribenho continuasse com um dos menores salários do mundo. Para os EUA, o Haiti deveria continuar servindo como celeiro de mão-de-obra barata às multinacionais, principalmente às do setor têxtil. Foi em favor dessa política que o Brasil esteve empenhado durante todo o governo Lula, com Amorim à frente. E com o olhar atento dos empresários brasileiros, como os da Coteminas.

    É hora de exigir a retirada das tropas
    Coincidentemente, dias antes de ser nomeado ministro por Dilma, o ex-chanceler de Lula concedeu uma entrevista em que defende a retirada das tropas do Brasil do Haiti. Celso Amorim afirma que o objetivo da missão já havia sido cumprido e que a relação entre o Brasil e o Haiti deveria ser de “natureza econômica e social”.

    Alçado à condição de ministro, é improvável que ele mantenha essa posição. Até mesmo porque participou diretamente de todas as etapas da montagem desta ocupação militar.

    Mas, independentemente das avaliações que fazemos sobre o governo Lula e mesmo sobre o governo Dilma, é hora de exigirmos que Celso Amorim, agora à frente do Ministério da Defesa, faça jus às suas próprias palavras e atue pela imediata retirada das tropas brasileiras do Haiti e o fim definitivo da ocupação militar no país.

    Lançamos o desafio ao novo ministro da Defesa e ao governo Dilma. Desafiamos o Brasil a retirar todos os seus soldados do país caribenho, o primeiro país a ver uma revolução negra na história das Américas. Deixemos de lado essa mentira, de que os haitianos não conseguem dirigir o seu país. Desafio o governo petista a retirar as tropas e condenar a ocupação militar. Não é livre um país que ocupa outro.

    * José Maria de Almeida, o Zé Maria, é Presidente nacional do PSTU e foi nosso candidato a Presiência da República, nas últimas eleições presidenciais (Nota de Adriano Espíndola)

    Fonte: site do PSTU, clique aqui e visite 

    Wednesday, July 20, 2011

     
    Programa semestral do PSTU alerta sobre o alto endividamento dos trabalhadores e denuncia os baixos salários

    Na próxima quinta-feira, 21 de julho, o PSTU vai à TV para conversar com as trabalhadoras e trabalhadores do país sobre as suas vidas. Como a sua situação?

    De um lado, o governo incentiva o endividamento das famílias, com juros altíssimos para a população e irrisórios para os banqueiros, arrocha salário, sucateia a educação e a saúde. De outro, os trabalhadores começam a se indignar, fazem greves, exigem salário e respeito.

    O Brasil cresceu, mas a vida não vai tão bem quanto se diz: inflação, longas jornadas de trabalho, salários baixos, dívidas. Já os bancos nunca lucraram tanto quanto nos dois governos Lula, continuado agora por Dilma.

    É por isso que greves e protestos começam a explodir, mostrando a indignação. Vamos mostrar a luta dos trabalhadores, aqui e na Europa, indignados com o capitalismo.

    Essa é uma das poucas oportunidades que o PSTU tem para falar às massas desse país e mostrar o seu programa. Assista e conheça um pouco mais o nosso partido.

    Logo após o programa, participe do twittaço #indignados.

    Monday, July 18, 2011

    Amanda Gurgel, é a professora que se notabilizou por defender os ideais dos daqueles que lutam por uma vida justa, por uma educação pública de qualidade,  perante os deputados da Assembléia Legislativa do Rio Grande do Norte, durante a atual greve dos professores daquele estado.

    Abaixo segue um novo vídeo da companheira Amanda Gurgel, que orgulhosamente, como eu, milita no PSTU, defendendo a aplicação imediata de 10% do PIB na Educação.

    Ajudem a popularizar esse vídeo, indicando e reproduzindo este post.

    Abraços,

    Adriano Espíndola

    Saturday, June 18, 2011

    Amigos e amigas,

    No último período, estou extremamente assoberbado de trabalho, pois meu escritório de advocacia, tem andado a mil por hora, assim estou sem tempo para apresentar novos textos de minha lavra aqui nesse espaço que considero não apenas meu, mas nosso, ou seja, meu e de vocês leitores, a quem agradeço a audiência.

    Abaixo apresento um texto de José Maria de Almeida, o Zé Maria, presidente da organização política da qual sou militante, o PSTU, publicado no Site do Congresso em Foco, no  qual é feita uma importante análise da conjuntura política brasileira.

     Boa leitura e para aqueles que gostarem do texto peço que o reproduzam e publiquem seus comentários aqui no Defesa do Trabalhador.

    Visitem também meu Blog de Poesias: Pedaços de Mim, cliquem aqui

    Adriano Espíndola, editor do Blog.
    =-=-=-=-=-=-=-==
    Dilma, Palocci e a volta das mobilizações sociais
    "Bombeiros, metalúrgicos, professores... As greves e os protestos estão de volta, junto com uma sensação de que algo não vai bem no país"

    muita discussão na imprensa sobre as possibilidades de sucesso da operação realizada pela presidenta Dilma para livrar-se do imbróglio Palocci e, ao mesmo tempo, da inoperância dos responsáveis por sua articulação política. Vai ser preciso esperar um pouco para se ter uma ideia mais precisa dos resultados.

    Em princípio, parece que as medidas tomadas amenizam a crise, de fato. Mas é muito pouco provável que o governo volte a ter a mesma força de antes, que foi exibida triunfalmente na votação do salário mínimo no Congresso. Dilma já está muito mais refém dos humores (e interesses) de sua base parlamentar. Será, portanto, um governo mais fraco do que antes.

    Mas, além dos problemas nas relações do governo com sua base aliada ou com a oposição de direita no Congresso Nacional, há outro fenômeno que vem ganhando espaço na conjuntura política. É o processo crescente de lutas sociais, de greves e mobilizações dos trabalhadores e setores oprimidos da sociedade.

    O elemento mais visível desse fenômeno é a luta dos bombeiros do Rio de Janeiro. Eles se rebelaram contra o governador Sergio Cabral, pelo salário de fome que ele paga ao setor e pela truculência, digna de um ditador, com que reagiu à pressão legítima dos bombeiros pelo atendimento de suas reivindicações. Essa luta, por si só, é na verdade a ponta de um verdadeiro iceberg, do descontentamento dos bombeiros e policiais civis e militares de todo o País, que lutam pela aprovação da PEC 300, que estabeleceria um piso salarial digno para o setor. Essa PEC não foi votada ainda no Congresso por obstrução do governo federal. Tudo indica que esse processo está longe do seu final. As mobilizações de policiais devem crescer pelo país e podem herdar a combatividade demonstrada pelos bombeiros cariocas.

    A greve da Volkswagen do Paraná, que durou quase 40 dias e arrancou uma vitória importante para os trabalhadores, é expressão não só de inúmeras greves que vêm ocorrendo no setor industrial em várias regiões. Representa também a radicalização dos que têm ido à luta em defesa dos seus interesses. Radicalização que já se anunciava com a rebelião dos operários da construção civil nas obras de Jirau, em Rondônia. E que pudemos verificar na greve dos trabalhadores da construção civil de Fortaleza ocorrida no final de abril; na greve das empreiteiras que trabalham na área da Petrobrás na Baixada Santista no mês passado. Ambas também terminaram com vitórias importantes para os trabalhadores.

    Com estas, ocorreram inúmeras greves em indústrias nas últimas semanas. Na Volvo e na Peugeot, no Paraná; na General Motors e em mais cinco ou seis fábricas em São José dos Campos; na Honda e em mais quatro ou cinco fábricas na região de Campinas; em várias fábricas metalúrgicas na região de São Paulo (capital); na Mina Casa de Pedra, da CSN em Congonhas (MG); na Monsanto, em Jacareí; na CPTM, em São Paulo; dos motoristas do ABC, e assim poderíamos citar uma imensa lista de mobilizações.

    No serviço público, temos um amplo processo de mobilização em curso no setor da educação, em praticamente todos os estados. Já houve greves dos professores do ensino médio em cerca de 20 estados. Outras greves neste setor estão começando nesta semana. Há greves de servidores municipais em dezenas de municípios, tendência crescente com a pauperização também crescente dos municípios, que não conseguem dar conta de suas obrigações como empregador. Os servidores da União estão em plena campanha de mobilização, cujas reivindicações vão desde aumento salarial até a exigência de que o governo retire do Congresso projetos como o PL 549 (que congela os salários do funcionalismo por dez anos) e outros que atacam seus direitos. Os servidores técnico-administrativos das universidades federais já se encontram em greve. Outros setores devem entrar nos próximos dias. Haverá manifestação nacional do funcionalismo federal, nesta semana, em Brasília. Também mobilização em vários estados promovidas pelos trabalhadores na educação.

    No âmbito dos movimentos populares, de luta por moradia e por uma reforma urbana que atenda aos interesses da maioria, e não da especulação imobiliária, prepara-se grandes enfrentamentos para o futuro próximo. Seguirão ocorrendo ocupações de terrenos nas cidades como parte da luta para obrigar o Estado a cumprir sua função constitucional e garantir moradia digna ao povo pobre (direito de todos e dever do Estado, conforme nossa Constituição Federal). E terão uma dimensão, também importante, as lutas contra as remoções de comunidades que estão planejadas (algumas já sendo realizadas) para favorecer as grandes obras da Copa e das Olimpíadas (e, obviamente, os interesses das empreiteiras e da especulação imobiliária). Importante ressaltar mobilizações contra a opressão e a discriminação, que também avançam, seja da parte dos quilombolas que vão à luta (veja situação no Maranhão), seja na luta contra a homofobia e o machismo.

    No campo, os assassinatos ocorridos no norte do país recentemente estão aí a demonstrar que a total inoperância do governo na realização da reforma agrária vai seguir cobrando seu preço. Muitas vezes com vidas humanas. A juventude começa de novo a levantar-se. Às vezes na luta contra os preços abusivos do transporte, às vezes por melhor qualidade do ensino nas universidades públicas, ou contra o aumento das mensalidades nas universidades privadas. De acordo com organizações do setor, o segundo semestre promete muita mobilização.

    Trata-se de um processo de mobilizações ainda fragmentado, mas que avança, apesar do bloqueio oferecido por algumas centrais sindicais mais afinadas com o governo do que com a base que deveria representar. As reivindicações que embalam esse processo são essencialmente econômicas, não batem necessariamente contra o governo. Mas se segue e se desenvolve, necessariamente vai colocar em xeque a política econômica do governo. Esta política tem se caracterizado pelos cortes de gastos no financiamento das políticas sociais para aumentar o repasse de recursos públicos para o grande capital, seja através do pagamento da dívida pública (que deve atingir este ano o montante recorde de cerca de 40% do Orçamento da União, de acordo com dados da Auditoria Cidadã da Dívida Pública), seja através de incentivos ou isenções fiscais a setores do empresariado.

    Agora, com o ressurgimento da inflação, as políticas desenvolvidas pelo governo Dilma atuam para aumentar ainda mais o arrocho dos salários dos trabalhadores, como se estivesse aí o motivo do crescimento inflacionário. Ou seja, a mensagem é clara: há sim, crescimento da economia brasileira, mas não é para todos, é apenas para aumentar os lucros dos bancos e das grandes empresas. Em que momento os trabalhadores vão entender isso, teremos de esperar para ver. Mas a iminência das campanhas salariais de batalhões pesados da classe trabalhadora brasileira, como os metalúrgicos de São Paulo e Minas Gerais, os bancários de todo o país, petroleiros, categorias nacionais como Correios, entre outras, vão, sem dúvida, aguçar essas contradições.

    Somemos a isso tudo outro componente da realidade política do país que ainda se apresenta de forma muito difusa: um certo descontentamento que vem tomando conta das pessoas de forma geral. Descontentamento que tem múltiplas razões, não surge necessariamente contra o governo (pelo contrário, as últimas pesquisas mostram apoio grande ao governo Dilma). As vezes, é contra a situação do transporte, da saúde, dos hospitais e da educação pública.

    O que, senão esse descontentamento latente com a situação da educação pública, pode explicar a repercussão da fala da professora Amanda Gurgel, em audiência pública na Assembléia Legislativa do Rio Grande do Norte? Descontentamento com o salário baixo, com a precarização do trabalho, a falta de segurança, o ritmo e as péssimas condições de trabalho, com o aumento dos preços dos alimentos...

    Nada disso se volta automaticamente contra o governo. Mas, se alguma coisa levar à identificação dos motivos do descontentamento de cada um, com as ações do governo federal, poderemos ter uma mudança no quadro político. Lembremos que o governo Sergio Cabral, do Rio de Janeiro, navegava em apoio popular recorde, depois das operações policiais nos morros e comunidades do Rio. Hoje, enfrenta repúdio generalizado da população devido à sua política em relação aos bombeiros. O que aconteceu foi que a mobilização dos bombeiros catalisou o descontentamento das pessoas contra coisas que afligem sua vida, e acabou canalizando esse descontentamento contra o governo Cabral (com justiça, aliás, pois o governo do estado tem responsabilidade pelo caos da saúde no estado, pela situação do transporte, por não ter sido construída, ainda, nenhuma casa para os desabrigados da região serrana do Rio, e um longo etc). Não há dúvida de que um dos elementos que criaram as condições para a forte greve dos professores do estado do Rio que começou na quarta-feira, 8, foi a solidariedade aos bombeiros.

    A conclusão é que há melhores condições neste momento para se combater as políticas econômicas do governo. Para impedir as privatizações dos aeroportos, a continuidade da entrega do petróleo do nosso país para empresas privadas e estrangeiras (está marcado novo leilão de reservas para setembro), para impedir o corte dos gastos em políticas sociais, para lutar contra o arrocho salarial, contra a eliminação de direitos trabalhistas e previdenciários, para defender a valorização dos serviços e servidores públicos, para lutar pela aplicação imediata do piso nacional dos professores com 1/3 da jornada em extra-classe (sem abrir mão da reivindicação histórica que é o salário mínimo do DIEESE), moradia digna, saúde, entre outras demandas.

    O desafio é buscar a superação da fragmentação que caracteriza os processos de mobilização em curso. É preciso construir um fio condutor, um sentido comum entre eles, unindo os processos em uma mobilização nacional, com força suficiente para incidir no cenário político e pressionar o governo por mudanças. Isso exige e implica também a necessidade de definirmos uma plataforma, um conjunto de bandeiras que responda às demandas de cada setor e ao mesmo tempo aponte as mudanças necessárias nas políticas ora adotadas no país, para que a vida das pessoas (e não o lucro das empresas) possa melhorar, com o crescimento do país.

    Do ponto de vista da classe trabalhadora, essa é a tarefa mais importante no momento. E há esforços neste sentido, partindo de vários setores organizados do movimento sindical e popular do país. Fala-se de jornadas crescentes e unificadas de luta. Se esse esforço obtiver sucesso, o governo Dilma pode acabar ficando com saudades da crise gerada pelo caso Palocci.

    * Presidente Nacional do PSTU, é dirigente sindical metalúrgico e integra a Secretaria Executiva Nacional da CSP-Conlutas.

    Fonte: site do PSTU, clique aqui e visite

    Saturday, June 11, 2011

    Titulo Original: Sexta feira 'vermelha' prepara marcha neste domingo em Copacabana
    Dia foi de protestos no interior e na capital, com marcha de professores

    RICARDO TAVARES, DO RIO DE JANEIRO

    A sexta-feira, 10, foi um dia como há muito não se via no Rio de Janeiro. Começou com uma manifestação dos pescadores que, logo cedo, fizeram uma "barqueata" até o local onde a maior parte dos 439 bombeiros permaneciam detidos, em Niterói. Vários barcos deixaram o quadrado da Urca, e atravessaram a Baía de Guanabara, levando manifestantes, familiares e dezenas de bombeiros que atuam como salva-vidas. Segundo um dos organizadores, o pescador Ronaldo Moreno, militante do PSTU e da CSP-Conlutas, "foi uma iniciativa importante dos pescadores para denunciar a arbitrariedade do governo do estado que criminaliza os movimentos sociais e está tratando os bombeiros como vândalos". Os barcos saíram com faixas vermelhas e foram em direção a Jurujuba, em Niterói, em uma atividade amplamente noticiada pela imprensa e que recebeu o apoio da população.
    Pouco antes dos pescadores e bombeiros chegarem a Jurujuba, por volta das 10h, chegava a informação de que um habeas corpus permitindo a libertação de todos os 439 presos. A notícia aumentou o ânimo dos lutadores no estado e a chegada ao quartel foi uma festa. A vitória parcial, mas muito importante, confirmou para os milhares de ativistas que vale a pena lutar e que só assim é possível conquistar vitórias.
    Às 15h, uma grande marcha tomou a Avenida Rio Branco, no Centro da cidade, com milhares de pessoas. Estavam lá os professores estaduais, que estão em greve por tempo indeterminado, os estudantes e diversas entidades, como a CSP Conlutas e a Anel. A marcha foi uma demonstração de solidariedade à luta dos bombeiros.
    VEJA O VÍDEO DA TV PSTU, clique aqui.
    INTERIOR
    O dia foi de protesto também no interior. Em Nova Friburgo foi realizado um ato com cerca de 800 pessoas, incluindo muitos bombeiros e desabrigados da tragédia provocada pelas fortes chuvas de janeiro. Na ocasião, a cidade da Região Serrana foi duramente atingida e três bombeiros morreram durante os resgates. Agora 29 estavam presos sendo chamado de vândalos pelo governador Sergio Cabral.
    Também houve protesto em Macaé, no Norte Fluminense. Os bombeiros, junto com a oposição petroleira e a CSP-Conlutas, o PSTU e demais entidades, fizeram uma caminhada contra o ditador Sergio Cabral e exigindo o atendimento das reivindicações e anistia para todos os lutadores. No Sul Fluminense, Volta Redonda viu uma carreata no dia 8, com 70 carros em apoio aos bombeiros. Neste sábado, será a vez de Barra Mansa realizar uma grande carreata em apoio aos bombeiros e aos profissionais de educação em greve.
    MARCHA
    Todos estes protestos, as greves e a notícia da libertação prometem transformar o ato deste domingo em um evento histórico. Os bombeiros, que forma libertados na manhã destes sábado, depois de exames de corpo delito, anunciaram que estarão em peso na manifestação, para agradecer o apoio recebido na população. De fato, ao longo da semana, a cidade foi tomada por uma onda vermelha de solidariedade, que contagiou de artistas da Globo, que gravaram um vídeo de apoio, até torcedores do Vasco, que comemoravam o título da Copa do Brasil. Todo esse sentimento vai se encontrar no domingo, às 10h, na esquina da Avenida Princesa Isabel com a Avenida Atlântica, para uma grande marcha.
    Os protestos de domingo também devem refletir a crise aberta na segurança pública, que teve parte do contingente influenciada pela luta dos bombeiros. Os sindicatos ligados a Segurança Pública estão unificados, inclusive os policiais civis e estarão concentrados em Copacabana a partir das 09h.
    A CSP-Conlutas está propondo a continuidade dos protestos, com um dia de luta no dia 16, como um Dia de Vermelho, com paralisações e protestos aonde for possível. A data já é um dia de protestos dos servidores públicos federais, que farão marcha a Brasília, e de setores da educação. No Rio, os trabalhadores das Escolas Técnicas do Estado (APFAETEC), ligado a CSP-Conlutas, já aprovaram a greve para a quarta-feira, dia 15. E há ainda a possibilidade de os profissionais da Saúde entrarem em greve. Eles tem assembleia neste sábado. Os médicos foram chamados de vagabundos pelo governador há alguns anos e assim como bombeiros e professores, são responsabilizados pela crise do serviço público.
    O PSTU tem sido parte ativa desta luta contra o autoritarismo e o arrocho salarial. O partido produziu um adesivo chamando Cabral de "Ditador do Rio", que foi assumido amplamente pelos ativistas e pela população. Cerca de 13 mil foram distribuídos nesta sexta-feira, em claro sinal de repúdio a truculência do governador. Também foi recebido com simpatia o panfleto distribuído pelo partido na manifestação e os cartazes colados no dia anterior, alertavando que "lutar não é crime"
    O presidente do partido no Rio, Cyro Garcia, tem estado presente nas diversas atividades da greve. O ato deste domingo também terá a presença da professora Amanda Gurgel, militante do partido no Rio Grande do Norte, símbolo da luta dos professores contra o caos no ensino.
    O partido, que tem nove militantes entre os processados no ato do Consulado, na visita de Obama, defende a continuidade da luta, para garantir que não haja represálias. "A liberdade foi uma grande vitória, mas é preciso seguir lutando, pois não há garantias de que eles não sofram perseguições. Inclusive, o Ministério Público já indiciou os 439. Devemos exigir o arquivamento do processo contra todos os manifestantes". O partido tem defendido a proposta de formação de um Sindicato dos Bombeiros, com amplo direito de sindicalização e de greve, para que possam seguir lutando e se organizando, contra esse governo e o pior piso salarial do país.
    Vejam vídeo do protesto da última sexta:
    fonte: site do PSTU, clique aqui e visite

    Tuesday, May 3, 2011

    Não há motivos para festejar o assassinato de Bin Laden. O terror continuará sendo disseminado pelo mundo através das baionetas do imperialismo.

    JEFERSON CHOMA
    da redação do Opinião Socialista do PSTU

    No início da madrugada da última segunda-feira, dia 2, o presidente dos EUA, Barack Obama, anunciou que forças especiais norte-americanas mataram Osama Bin Laden, líder da organização terrorista Al Qaeda.

    O assassinato de Bin Laden ocorre quase 10 anos depois dos atentados às Torres Gêmeas, supostamente atribuídos e planejados pelo terrorista árabe. Os atentados do dia 11 de setembro mudaram a situação política internacional, pois fortaleceram um então enfraquecido governo Bush, servindo como pretexto necessário para implementar seus planos de invasão do Afeganistão e do Iraque, além de lhe proporcionar amplo apoio popular.

    As ações terroristas da Al Qaeda não têm como objetivo organizar as massas, tampouco tem algum respeito com a vida de inocentes. Seus atentados estão direcionados a causar o máximo possível de baixas civis, para que o choque e a dor provocados por suas ações sejam as maiores possíveis.

    Como afirmava Leon Trotsky, “o terror individual é inadmissível porque minimiza o papel das massas em sua própria consciência, as faz aceitar sua impotência e volta seus olhos e esperanças para o grande vingador e libertador que algum dia virá para cumprir sua missão.”

    Dez anos depois ficou óbvio que os atentados terroristas mudaram a conjuntura internacional e serviram para reforçar as posições dos exploradores e dos opressores, ao invés de enfraquecê-los e derrotá-los, ao mesmo tempo em que dividem a classe trabalhadora, ao invés de uní-la através da solidariedade internacional.

    Por outro lado, a condenação aos métodos do terrorismo individual não significam que estejamos ao lado do imperialismo em sua “cruzada contra o terrorismo”. O principal responsável pelos atos terroristas é o próprio imperialismo, com toda a barbárie e violência que espalha pelo mundo. O que ficou mais do que visível após as guerras deflagradas no Oriente Médio.

    Em nome da guerra “contra o terror” o imperialismo invadiu o Iraque para destruir as supostas armas de destruição em massa. Na verdade estava interessado em abocanhar o petróleo do país, que possui a segunda maior reserva do mundo. A invasão provocou a morte de milhões. Uma pesquisa da Opinion Research Business (ORB), conduzida entre 12 e 19 de Agosto de 2007, estimou 1.220.580 mortes violentas devidas à guerra no Iraque. De uma amostra nacional de 1499 iraquianos adultos, 22% tinham um ou mais membros da sua família mortos devido à guerra.

    Em nome da “luta contra o terror”, os soldados do imperialismo cometem assassinatos gratuitos contra a população afegã, conforme registram os mais de 90 mil documentos do Exército dos Estados Unidos divulgados pelo site Wikileaks. As torturas da Prisão de Abu Ghraib mostraram apenas a ponta do iceberg da realidade de sangue e terror da ocupação militar. Assim como a prisão de Guantánamo que até hoje se mantém em funcionamento, apesar das falsas promessas de Obama em fechá-la.

    Certamente, Obama vai tentar capitalizar o assassinato do terrorista nas eleições presidenciais, quando tentará se reeleger. A ação do imperialismo também serve como uma demonstração do poderio militar norte-americano, num claro recado aos povos árabes que hoje protagonizam revoltas e revoluções contra seus tiranos e servis.

    Não há motivos para festejar o assassinato de Bin Laden. O terror continuará sendo disseminado pelo mundo através das baionetas do imperialismo. Logo após o anúncio da morte do líder da Al Qaeda, a secretária de Estado Hilary Clinton foi a público declarar que a “morte” de Bin Laden não corresponde ao fim da “guerra contra o terror”. Ou seja, o massacre de inocentes pelas mãos do imperialismo vai continuar.

    PS De Adriano Espíndola: Como disse anteriormente, a morte de Laden faz parte de uma arriscada estratégia para reeleição de Obama. Acrescento para dizer que é lamentável ver a comemoração da juventude estaduniense comemorando a morte de alguém, ainda que de um terrorista,  com alegria, uma total demonstração de incivilidade e um caminho fértil para o facistas.

    Site do PSTU, clique aqui e visite

    Saturday, April 23, 2011

    Tramita no Congresso Nacional proposta de reforma política totalmente anti-democrática, pois além de buscar impor a votação por lista e o voto distrital, tirando do eleitor direito de votar livremente no candidato de sua escolha, visa alijar do processo eleitoral partidos da esquerda de luta, por meio de mecanismos como a cláusula de barreira ou desempenho.

    O voto distrital é uma divisão do eleitorado em pequenos distritos que poderiam eleger um ou uma pequena quantidade de parlamentares. Tal medida representa subordinação das campanhas eleitorais no Brasil ao controle de “caciques regionais”, especialmente ligados aos grandes partidos da ordem.

    A cláusula de barreira ou desempenho, seja ela em que nível for, visa impedir o direito dos pequenos partidos a ter acesso ao tempo gratuito no rádio e na televisão e ao fundo partidário, portanto limitando seu funcionamento plenamente legal.

    Para ser ter uma idéia, a depender da proposta de cláusula a ser aprovada, os partidos da esquerda socialista, chamados de ideológicos pela grande imprensa, como o PSTU, PSOL, PCB e o PCO, ficariam sem tempo na TV e nas rádios nas suas campanhas eleitorais.

    As eleições no Brasil já são totalmente desiguais. O financiamento das grandes empresas garante para os grandes partidos burgueses e da base do governo suas campanhas milionárias. O horário gratuito na rádio e na televisão já é distribuído de forma totalmente desigual e os debates entre os candidatos nas emissoras de TV, além da cobertura na mídia ficam quase sempre restritos aos candidatos apoiados pelo poder econômico.

    E os grandes partidos, não satisfeitos com toda esta desigualdade e com a falta de democracia das eleições, agora querem vedar os partidos pequenos, especialmente os partidos da esquerda socialista, de ter acesso ao horário eleitoral e ao fundo partidário.

    Isso é um verdadeiro absurdo! Quem perderá mais uma vez são os trabalhadores e o povo pobre, pois terão seu direito de opção ainda mais restrito durante as eleições. Tudo para beneficiar os grandes partidos, que vem se revezando ano após anos no poder em nosso país.

    Para nós, representantes da esquerda socialista em Uberaba, uma reforma eleitoral séria, em primeiro lugar, deveria proibir o financiamento das campanhas eleitorais por grandes empresários, fazendeiros e banqueiros. O financiamento das campanhas deve ser público; Deveria dividir de forma igualitária, entre os concorrentes, o tempo de propaganda de rádio e televisão, bem como a cobertura feita pela imprensa das campanhas, com participação de todos os candidatos nos debates; Deveria estabelecer a revogabilidade dos mandatos, pela população, a qualquer tempo, daqueles políticos que não vierem a cumprir seus compromissos de campanha; Deveria estabelecer que nenhum político ganhasse mais do que ganha um operário especializado, algo em torno de R$3 mil mensais, para exercer seus mandatos, com reajustes vinculados ao salário-mínimo.

    Essas são algumas medidas que, se adotadas, poderiam democratizar o processo eleitoral brasileiro de verdade. As medidas em curso, no Congresso Nacional, entretanto, apesar do discurso oficial, constituem em mais um ataque à democracia de nosso país.

    O PSTU e PSOL de Uberaba - que neste momento buscam a unidade para reeditar a frente de esquerda formada nas ultimas eleições municipais, para apresentar uma opção classista aos trabalhadores à sucessão de Anderson Adauto, descartando desde já qualquer aliança com as candidaturas burguesas apresentadas ou que se apresentarão no próximo período - repudiam a reforma eleitoral em curso, conclamando os trabalhadores e a juventude, através de suas entidades, para combatê-la, em defesa da democrácia.

    Adriano Espíndola Cavalheiro, pelo Partido Socialista dos Trabalhadores – PSTU/Uberaba

    José Eustáquio Pereira, pelo Partido do Socialismo e Liberdade – PSOL/ Uberaba

    Monday, March 28, 2011

    Título Original: Abaixo a intervenção imperialista! Abaixo Kadafi! Viva a revolução árabe!

    Escrito por LIT-QI

    Seg, 21 de Março de 2011 19:37

    Abaixo a intervenção imperialista no Oriente Médio e Norte da África!

    Abaixo Kadafi e todas as ditaduras árabes!

    Viva a revolução árabe!

    O Conselho de Segurança da ONU votou uma zona de exclusão aérea para a Líbia.  Essa medida é parte de uma resposta recente do imperialismo contra o processo revolucionário no Norte da África e no conjunto do Oriente Médio. Para o imperialismo, o avanço da revolução árabe é uma ameaça gravíssima, pois coloca em xeque um dos pilares centrais da ordem mundial: o lugar onde estão as fontes de petróleo e gás mais importantes do mundo. Também põe em perigo a existência do Estado de Israel, o agente militar do imperialismo no Oriente Médio.

    Diante do fato de que as revoluções não cessam, ameaçando se estender inclusive para a Arábia Saudita, o imperialismo decidiu intervir militarmente e conter o processo a qualquer custo, antes que perca completamente o controle. Por isso, após uma discussão intensa e de indecisão, o imperialismo votou pela intervenção militar na Líbia. Esta é parte de um contra-ataque militar coordenado em várias frentes, assumindo diferentes formas, mas com o mesmo objetivo.

    Em Bahrein, sede da Quinta Frota dos Estados Unidos, diante da ocupação da principal praça da capital pelas massas, que ameaçavam derrubar a monarquia, e devido à crise do exército do emir, incapaz de reprimir os protestos, o imperialismo resolveu intervir por meio das tropas da monarquia saudita e dos Emirados Árabes Unidos, seus agentes incondicionais. No Iêmen, está estimulando a feroz repressão do ditador Saleh, que só esta semana deixou mais de 40 mortos.

    A zona de exclusão aérea na Líbia

    Na Líbia, o imperialismo tomou a decisão de intervir militarmente com suas próprias forças e sob a cobertura da ONU, decretando uma zona de exclusão aérea que se converte em uma licença para a intervenção militar. Isso significa que as forças armadas dos países imperialistas, por meio da OTAN, estão autorizadas a atacar qualquer instalação militar na Líbia.

    No entanto, preocupado com o profundo desgaste devido a suas intervenções no Iraque e na atual ocupação no Afeganistão, o imperialismo norte-americano tratou de buscar uma ampla frente para respaldar sua intervenção militar com os demais imperialismos da Europa, com a Rússia e a China, por meio do Conselho de Segurança da ONU, e inclusive com a Liga Árabe. Para isso, utilizou como desculpa o genocídio iniciado por Kadafi, visto por todo o mundo pela televisão, como massacres perpetrados pelo ditador. Mas se esse fosse o verdadeiro motivo, como explicar que, ao mesmo tempo, o imperialismo apoia as monarquias da Arábia Saudita e do Bahrein e o ditador do Iêmen, que estão reprimindo e assassinando os manifestantes desses países?

    Qual o objetivo da intervenção imperialista?

    É necessário deixar claro que o pretexto dessa intervenção militar, sob a cobertura da ONU, são os massacres de civis executados por Kadafi. Mas a verdadeira razão do imperialismo é se aproveitar da indignação generalizada contra o ditador e voltar a intervir militarmente de forma direta em uma região onde a revolução árabe está em pleno curso e reassegurar o controle dessa região em um ponto crítico: a Líbia.

    O grau de radicalização do enfrentamento do povo líbio contra Kadafi é tão grande que o imperialismo intervém para evitar que a guerra civil se estenda e para impedir que a revolução árabe se radicalize ainda mais, seja no caso de vitória militar imediata de Kadafi, que abriria a possibilidade de uma guerra de guerrilhas, seja no caso de uma guerra civil prolongada em um país central para o fornecimento de petróleo e que poderia gerar movimentos de apoio e incendiar toda a região.

    Com o mesmo cinismo com que apoiaram o ditador por anos e receberam-no nas capitais europeias com cerimônias de honra, as potências imperialistas passaram a adotar outra tática agora que a população se levantou em armas contra ele: retiraram seu apoio para impor uma saída que estabilize a situação e imponha seus interesses, como faziam com Kadafi, mas controlando a situação.

    O que mudou para o imperialismo não foi o fato de que Kadafi passou a massacrar civis. Foi que explodiu uma revolução e uma insurreição armada contra o ditador apoiada pela maioria da população e o imperialismo precisa estabilizar a situação.

    Mas existe uma preocupação do governo Obama com a situação política e o desgaste dos EUA com as ocupações do Iraque e do Afeganistão na região e que repercute fortemente nos Estados Unidos. Por isso, tratou de ampliar a frente imperialista e de buscar o apoio dos povos árabes, do líbio em especial, para essa intervenção. Daí também a importância de conseguir o apoio da Liga Árabe para a decisão de decretar a zona de exclusão aérea.

    A reação dos insurretos

    No início da insurreição, os rebeldes capturaram um helicóptero com oficiais ingleses que queriam negociar com eles, mas imediatamente os expulsaram. Havia uma clara hostilidade ao envolvimento do imperialismo na luta do povo líbio. O imperialismo esperou que essa situação mudasse, aproveitando-se de uma baixa no ânimo do povo líbio diante dos massacres e das derrotas militares que expressaram uma superioridade muito grande dos armamentos e equipamentos a favor de Kadafi. Contra os comitês populares com trabalhadores sem experiência no manejo das armas tomadas do exército regular estão as Brigada Khamis, divisões bem armadas e treinadas que combatem por Kadafi.

    O imperialismo aproveitou-se de um momento na guerra civil em que havia uma ofensiva das tropas de Kadafi contra as cidades libertadas pelos rebeldes e em que estes perderam boa parte de suas conquistas e se sentiam cercados. Isso gerou uma atitude de expectativa por alguma ajuda externa ao povo líbio, ameaçado pelos massacres do ditador. Ao contrário dos primeiros momentos, em que os comitês populares rechaçavam a intervenção imperialista com cartazes e declarações, agora houve expressões de apoio popular à intervenção da ONU, à zona de exclusão aérea, que se refletiu inclusive com cartazes em Bengazi.

    É preciso denunciar os dirigentes burgueses líbios da oposição que estão chamando o apoio às decisões da ONU. Grande parte destes dirigentes veio do governo de Kadafi, e agora chamam abertamente à intervenção militar imperialista com tropas terrestres. Isso demonstra como estão dispostos a servir de agentes do imperialismo e a trair a revolução líbia.

    A LIT-QI está do lado da revolução líbia, contra Kadafi, apesar da posição pró-imperialista de vários dirigentes da oposição. E queremos alertar os manifestantes de Bengazi: essas tropas imperialistas, assim que entrarem na Líbia, serão os novos ocupantes do país, e a primeira medida que tomarão será desarmar os comitês populares para garantir que o governo que fique no país atenda a seus interesses. Mesmo que sejam tropas da ONU sua tarefa será essa, e quem se opor será reprimido.

    A presença de tropas estrangeiras servirá para dar ao imperialismo o controle sobre a Líbia, como o que impôs no Iraque e no Afeganistão. A prova disso é o seu apoio à repressão sangrenta no Bahrein e no Iêmen, que tem a mesma razão de fundo: impor uma estabilização de acordo com seus interesses. Por isso, somos completamente contra essa intervenção e chamamos os insurretos a repudiá-la e a combatê-la. A realidade coloca dois inimigos a serem combatidos: Kadafi e o imperialismo, que vem controlar o país com um discurso humanitário e de “paz". Além disso, a intervenção serve de desculpa para Kadafi se apresentar como vítima e “defensor da soberania nacional”.

    Duas polêmicas

    Neste momento, encontramos dois tipos de posições na esquerda que devem ser combatidas duramente. Ao redor de Fidel Castro, Daniel Ortega e Chávez, os “amigos de Kadafi”, armou-se uma posição que afirmava ser necessário apoiar Kadafi porque o imperialismo está contra o ditador por ele ser antiimperialista. Mas isso é completamente falso: o imperialismo sustentou Kadafi, vendeu-lhe armas e treinou seus soldados nos últimos anos. Além disso, Kadafi disse aos governos imperialistas, reiterando durante os confrontos, que ele poderia continuar garantindo os interesses do imperialismo em relação ao petróleo, continuar combatendo o terrorismo da Al Qaeda em colaboração com as potências imperialistas e continuar colaborando com uma polícia avançada da União Europeia para impedir que os imigrantes ilegais da África chegassem à Europa.

    Kadafi, que no passado, assim como a direção cubana e a sandinista, teve sérios enfrentamentos com o imperialismo (hoje é seu sócio), está reprimindo com sangue essas mobilizações, a tal ponto que provocou uma guerra civil.

    Mas Fidel Castro, Hugo Chávez e Daniel Ortega estão do lado do genocida Kadafi nesta guerra. Esses dirigentes que se dizem representantes da esquerda continuam defendendo um carniceiro que era amigo do imperialismo. Chegam a negar ou duvidar (falam de guerra midiática) que tenha havido ataques contra os civis e massacres que foram vistos em todos os meios da imprensa mundial, por internet, e as fotos transmitidas etc. Mas o próprio Kadafi confirmou os ataques com um comentário cínico de que “fazia o mesmo que Israel em Gaza”, isto é, massacres genocidas contra a população civil. O fato é que foi Kadafi e sua prática genocida que deu argumentos para o imperialismo intervir militarmente.

    Alguns defensores desse tipo de posição dizem que a decisão do Conselho de Segurança confirma sua análise, mas é necessário ver além das aparências: se agora todas as potências imperialistas resolvem intervir, com o consentimento da Rússia e da China, é justamente para garantir os acordos que tinham com Kadafi e que ele, por mais que se disponha em mantê-los, já não é uma garantia.

    A outra posição na esquerda é uma grave capitulação ao imperialismo. Referimo-nos àqueles que saúdam a intervenção do imperialismo “em defesa dos civis” ou “para parar o massacre”. Alguns se limitam a apoiar a zona de exclusão aérea já aprovada, outros inclusive apoiam que o imperialismo intervenha com tropas de paz. Esses setores confiam que as tropas da ONU são a paz. O argumento em geral é que, para frear o massacre, é necessário apelar para as instituições internacionais.

    Quem propõe como saída à intervenção imperialista se esquece do papel da ONU no Afeganistão, na Palestina, no Iraque e em todas as ocupações supostamente “humanitárias”. São aqueles que vêm em Obama um rosto humano por mais que continue ocupando o Afeganistão e o Iraque e bombardeando o Paquistão.

    Essa posição é tão nefasta que leva os trabalhadores a apoiarem uma intervenção imperialista na Líbia, que será a base para a ocupação e a opressão do povo líbio e um ponto avançado para atacar o conjunto da revolução árabe. Ao contrário, é necessário fazer uma forte campanha nos países imperialistas contra o envio de tropas, desmontando a campanha que estão fazendo para justificar sua intervenção militar, e nos mobilizar contra os governos que participam dos planos de ocupação.

    A saída: a revolução árabe

    A intervenção militar imperialista serve para enterrar a revolução. O campo da revolução deve enfrentar esta intervenção, pois o novo ocupante reprimirá todo aquele que se oponha a ocupação.

    Temos que recordar às massas líbias que sua revolução é parte da revolução árabe e por isso conta com um grande apoio no Norte da África, Oriente Médio e dos trabalhadores de todo o mundo, em especial da Europa, onde a relação é muito estreita pela presença de uma forte comunidade imigrante árabe e do Norte da África. E é aí, entre os trabalhadores e o povo, que estão as fontes de apoio que devem ser buscadas. Mas é necessário transformar essa solidariedade, com que a revolução líbia conta em todo o mundo árabe, em força de combate para derrotar a Kadafi pela ação de massas de toda a região, sendo a mais ampla possível. É preciso chamar a mais ampla solidariedade com a revolução. Nos países árabes a primeira tarefa é exigir dos governos que retirem o apoio à intervenção imperialista aprovado pela Liga Árabe. É preciso chamar a solidariedade ativa das massas árabes por meio do envio de armas e voluntários para combater essa ditadura assassina.

    Em particular nos países onde a revolução teve um forte desenvolvimento e que são vizinhos da Líbia, como Egito e Tunísia, é necessário denunciar esses governos por sua posição atual e exigir que retirem o apoio à intervenção votado pela Liga Árabe, e que rompam com o ditador Kadafi, facilitando o envio de apoio em alimentos, remédios e armas aos rebeldes.

    O exemplo da guerra civil espanhola e da nicaraguense, para derrubar Somoza, demonstrou que quando se trata de uma guerra civil em que de um lado está uma ditadura assassina e de outro o povo em armas, é possível que ativistas de todo o mundo se somem para combater do lado da revolução, como brigadas internacionalistas de apoio. Especialmente no mundo árabe, que vive uma revolução, é possível organizar milhares e milhares de trabalhadores e jovens para lutar contra essa ditadura sanguinária. Essa organização deve estar pronta para combater qualquer intervenção imperialista que tente dominar o país e que possa esmagar a insurreição.

    Também é urgente o apoio à revolução no Bahrein e no Iêmen. A revolução árabe é um processo único, o resultado em cada um dos países influenciará no desenlace do conjunto do processo. O futuro da revolução egípcia e tunisiana também será decidido aí.

    • Não à intervenção imperialista!
    • Não à zona de exclusão aérea sob o controle da ONU!
    • Não ao envio de tropas imperialistas à Líbia, sejam da ONU, da OTAN ou de outros países!
    • Fora as tropas sauditas e dos Emirados do Bahrein!
    • Abaixo Kadafi! Todo o apoio à insurreição líbia!
    • Abaixo a monarquia de Bahrein, a ditadura do Iêmen e todas as ditaduras árabes!
    • Todo apoio à revolução no Iêmen e no Bahrein!
    • Viva a revolução árabe!

    Liga Internacional dos Trabalhadores – Quarta Internacional

    Fonte: Site da Lit

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